30 novembro 2009

casas-de-banho: questões e curiosidades

Pois eu, como muita gente, também às vezes ando por aí a pensar posts. ... que depois não posto e dos quais me esqueço.
 
Do post que se segue, ainda me lembro.
 
Ora bem, uma das coisas que me importunam (a par com a condução das ambulâncias) é as portas das casas-de-banho públicas abrirem para dentro.
Alguém sabe porquê? Porque é que uma pessoa há-de ter de se esgueirar para dentro de uma casa-de-banho e depois saltar por cima da sanita para conseguir fechar a porta, quando, se as portas abrissem para fora, tinha apenas de entrar?!
Uma hipótese que me foi dada é esta: se as portas abrissem para fora podíamos bater com ela em alguém que estivesse a passar.  Tem alguma lógica, mas será só por isso?
 
Ah, e uma vez uma rapariga disse-me numa fila para a casa-de-banho, como resto de um comentário mal humorado a um rapaz que lhe perguntou se ali era a casa-de-banho dos homens: "Que pergunta mais estúpida! A casa-de-banho das senhoras é sempre à direita e a dos homens à esquerda. Queria meter conversa e não arranjou desculpa melhor". Confere?
 
 

os canudos que já não há

26 novembro 2009

casinha


Nunca mais tenho a minha nova casa velha!
O cansaço que é viver num quarto, de novo em casa dos pais, ter me deitar todos os dias com a moça; não ter um sítio para ler um livro, não poder ligar o computador, porque ela está dormir. Ando a deitar-me cedo, a única coisa que tenho para fazer, e a sonhar com a minha nova casinha.

Amealho para as obras, entretanto.

Mas já me cansa esta esperança consecutivamente adiada.

23 novembro 2009

O novo corte de cabelo




Cortei-lhe de novo a franja. Acho que não ficou lá muito bonita (gosto mais de a ver com o corte despenteado), mas as pessoas têm dito que está gira.
Vou ver se a deixo ter um corte à menina nos próximos tempos.
Quando lhe corto o cabelo ela quer sempre cortar um bocadinho a ela própria. E eu deixo. Fico muito tensa no processo todo em que a tesoura se aproxima do cabelo e começa a fechar e os cabelo vão caindo. Mas desta vez não aconteceu nada de dramático.

19 novembro 2009

A minha primeira leitura

O primeiro artigo que me lembro de ter lido num jornal foi o da morte da Marilyn Monroe. Deve ter sido antes dos  meus 11 anos. Era uma folha meio rasgada, caída no quintal da minha avó, depois de ela ter estado a embrulhar ovos em folhas de jornal. Foi a primeira vez que li uma coisa que não era uma história. Até me lembro de ter estranhado ler tudo aquilo: a vida dela, os comprimidos, a morte agarrada ao telefone.E ainda assim, com 11 anos, aquela história de vida era fascinante. Marcou-me de alguma forma.
Uma outra notícia pequena no mesmo jornal era a de uma senhora que correu para apanhar o metro, ficou do lado de fora com o pé preso na porta, o metro arrancou e ela morreu na entrada no túnel. Esta notícia também me marcou.
 
Nunca me esqueci desta minha primeira leitura.

16 novembro 2009

Li num parapluie


"Merde, il pleut"

está a ficar grande

  • passa o passe no autocarro.
  • levanta a mesa (apenas o prato dela)
  • sabe usar o computador (poucochinho...)
  • lava os dentes sozinha
Só falta tomar o pequeno-almoço, para eu poder ficar a dormir aos domingos, em vez de me levantar às7h.

teatro miúdos

Na falta de imagens que passa por aqui resolvi colocar alguma coisa.
E arranjei isto: as minhas voltas culturais.
Por acaso, agora que olho para estes bilhetes dou-me conta que apesar de tudo sempre tenho saído um bocadinho.
É bom.
Mas gora gostava de encontrar um teatrinho para a miúda ver. Qualquer coisa que não fosse cara, nem longe de Lisboa, nem muito demorada. Ah, sim: e gira!
Já ouvi grandes elogios a "Ahistória de quem perde a sombra" no Chapitô, mas é para maiores de 6 e a senhora da bilheteira desaconselhou-me a ir lá com uma miúda de 3 anos que nunca foi ao teatro...
Por isso, tenho de acabar já com este entrave: há-de ir ver muito espectáculo (se ela quiser).
Há conselhos por aí?

14 novembro 2009

Peste&Sida

Ontem resolvi fazer aquilo que não tive oportunidade de fazer há 15 anos (na realidade, quase 20...): ir a um concerto de Peste&Sida.
Foi bom, muito bom até. Tudo ali me diverte: as músicas, as pessoas aos saltos, a forma como saltam todas ao mesmo tempo, o regresso ao passado, a Comuna, tudo.
Apesar de na realidade não ser uma coisa fenomenal, fiquei mesmo contente por ter ido.
Mas o tempo passa e quando salto e canto ao mesmo tempo perco o fôlego em 15 segundos...
 
É nas breves incursões ao passado que nos damos mais conta do presente.
 

13 novembro 2009

net

Um vídeo giro sobre a net. Eu gostei. Demonstra, de uma forma que nos faz pensar, na influência da net no nosso modo de vida.

http://www.youtube.com/v/6gmP4nk0EOE&hl=pt_BR&fs=1&%22%3E%3C/param%3E%3Cparam

09 novembro 2009

ambulâncias

De há uns tempos para cá a minha relação com as sirenes das ambulâncias mudou drasticamente.

Antes, quando ouvia uma sirene, tentava perceber o mais rapidamente de onde vinha a ambulância para lhe poder dar passagem sem a atrapalhar. E, tal como eu, muitas pessoas faziam o mesmo.

Mas como o passar do tempo, as ambulâncias têm ganho mais dinâmica e em vez de seguirem pela passagem que lhes é aberta por todos os outros condutores, fazem o seu próprio caminho: andam em contra-mão, passam sinais vermelhos, atravessam cruzamentos a alta-velocidade, etc.

Com tudo isto, o que me acontece agora quando oiço uma sirene é ficar cheia de medo e esperar receosa de onde é que vai aparecer de repente aquela carrinha a alta velocidade e rezar para que não embata em mim.

Ainda no outro dia, num cruzamento de duas avenidas largas, estava eu a passar com o verde (como é costume), oiço a sirene olho pelo retrovisores a ver se vem atrás (não vem), à frente também não via, e eis se não quando se ela materializa perigosamente entre os carros que estavam parados no cruzamento e atravessa a direito, sem paragens nem contemplações, mesmo, mesmo à minha frente. Foi por um triz…

 

Isto tem de mudar, se não passam a causar mais feridos que aqueles que salvam.