31 julho 2009

último dia

Hoje ela fez 3 anos, a minha estadia nesta casa 4 e cá continuamos.
Parece difícil sair daqui. Amanhã vem cá a minha irmã e cunhado ajudar-me nas pinturas e tenho a casa tão mal preparada. Queria pegar no frigorífico e mudá-lo de sítio, mas não consigo levantá-lo um degrau com as coisas lá dentro e tenho imensa preguiça de tirar tudo. Também devia desmontar o sofá, mas agora apetece-me deitar-me lá em cima.

A festarola da miúda foi um passeio no parque. Foram lá as tias e primos e um amigo que podia (o resto ou está a trabalhar ou de férias). Foi fixe, embora tivesse comprado um bolo de bolacha que me deixou um bocadito mal. Mas foi tudo bom. Simples e bom.
Normal, no final de contas.

Tenho sono. Vou para o sofá enquanto ainda se presta a isso.

Há meia-noite tenho de testar se sempre me suspenderam a net por três meses.

30 julho 2009

chuva de verão

Ainda não saímos de casa. Isto está difícil!
Mas já fizemos o contrato de arrendamento. A Mariana também já ficou sem cama e hoje dormiu no sofá. Dormiu bem, mas de manhã quis logo que arrumasse o sofá no sítio.
De manhã, pus mais três caixotes no carro e enquanto os arrumava tive de aguentar as cuspidelas do arrumador (que não é mau, mas é uma seca descomunal). Enquanto senti os pingos da saliva dele a cair em cima de mim e me esforçava por sair daquela chuva o mais rápido possível, consolava-me "Só mais dois dias e nunca mais o aturo" IUPIII!!
 
 
 
 

29 julho 2009

reflexões à meia-noite

Acho que hoje, ou amanhã, é o meu último dia nesta casa.
É estranha esta despedida, o sair daqui e ir para casa dos pais outra vez. A casa nova.
Mas na realidade, não sinto saudades e acho que não vou sentir.
Não sei porquê, e só reparo agora, esta casa sempre me pareceu uma etapa. O meu comportamento em relação a ela foi sempre "estragar o menos possível porque um dia vou vendê-la e tem de estar em bom estado" e por outro lado "não investir nela porque um dia vou vendê-la e estou só a perder dinheiro". É como passar do 12º para a universidade: por muito bom que tenha sido,  ninguém permanece no 12º. A lógica do 12º é a universidade (ou os cursos profissionias ou lá o que é).
Acabei por apenas alugar, mas até gosto mais assim.
Se tudo correr bem, e eu morrer nova*, a Mariana sempre há-de ter aqui uma fonte de rendimento. Conheço várias pessoas que recebem rendas de casas que foram dos pais ou dos avós e isso dá-lhes não só segurança, mas também liberdade de não se prenderem a trabalhos que não as realizem e arriscarem outros sem ter de pensar imediatamente na sobrevivência diária.
O dinheiro é uma prisão.

Relativamente à casa nova: ainda estou para ver se sempre existe. Começo a desconfiar que as coisas não vão correr bem. E desconfio apenas porque o resto da vida vai correndo bem e nunca nada é total. Normalmente, muitos planos baseados numa só coisa correm mal. A coisa não acontece e tudo o que fizemos em prol dela perde o sentido e a utilidade.

Vamos ver.

Daqui a dois dias a maluca faz anos. 3.

Estou com sono e isto está a ficar confuso.

* quer dizer, enquanto eu for viva a fonte de rendimento há-de ser minha. Por exemplo, quando ela tiver a minha idade: a mim sabia-me bem ter dinheiro a entrar sem grande esforço da minha parte. 

27 julho 2009

pré-saudades do bairro

Agora quando me passeio no bairro que vou deixar tenho cada vez mais pena: encontro pessoas conhecidas nos cafés, no parque infantil, no supermercado. Há lojas abertas a toda a hora, fruta boa em imensas mercearias, pessoas que oferecem doces à Maluca a toda a hora.
Já me despedi do senhor que guarda a capela, depois hei-de dizer adeus à senhora Maria do café, às minhas vizinhas, ao segurança do Centro de Saúde. E tenho pena de todo o pessoal que conheço e que mora ali e que não aproveitei. Espero que no bairro novo tenha mais tempo para isso (acho que sim, é tudo mais perto: creche, trabalho, avós, fora-de-Lisboa)
Espero que os novos inquilinos aproveitem bem o bairro: eu acabei por não aproveitar muito e acho que vou ter pena de sair de um sítio com tanta vida.
A casa com menos móveis fica bem mais agradável e depois de pintada vai ficar espectacular. Já fiz chaves do correio e tudo para lhes dar.
Espero que seja uma boa relação: só oiço histórias horríveis de inquilinos e fico com um bocado de receio que me destruam a casa toda.
 
Enfim, às vezes acho que esta história de mudar de casa foi só uma maluqueira que me deu de repente e que levei a sério. Sinceramente, ainda não sei mesmo porque é que estou a sair de lá.
 
Ah,  e ontem, finalmente, a Miúda comentou o facto de termos só metade dos móveis em casa - estava a ver que nem ia dizer nada.
E também não sei como é que depois destes próximos 3 (ou mais) meses em casa dos avós a vou conseguir levar para a  casa nova (que felizmente será bem mais perto da creche e dos avós).
 
Vai correr tudo bem!
 

22 julho 2009

Do fundo do meu baú

No meio das arrumações da casa, volto aos velhos cadernos do secundário onde em geral expresso o meu descontentamento por tudo em particular: menosprezo a turma toda (praticamente), digo que tudo é uma merda, falo sobre morte e suicídio e escrevo umas historietas que parecem saídas dos Novos contos do Gin Tónico.
 
Era uma vez um cão e um livro de filosofia.
O livro disse ao cão:
- És mesmo estúpido!
O cão respondeu:
- Estúpido é quem te fez as orelhas...
 
(esta é citada de memória: há muitas mais)

19 julho 2009

pacotes




Estou livre!

Depois de tanto trabalho sabe bem saber que nunca mais (???) vou chegar a casa e ter milhentas coisas para fazer. Para festejar esta nova liberdade, fiquei em casa a empacotar sob este sol tórrido que só convida à praia.
Mas espero fazer as mudanças antes, para depois poder ter uns dias de férias seguidos, sem ter de de voltar a Lisboa por causa da casa.


Lá vou empacotar mais coisas...


A Mariana queria ajudar, mas tem medo do adesivo.




08 julho 2009

stress

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vou buscar a Mariana, vamos ao parque apanhamos pinhas, encontramos umas pedras, partimos os pinhões e comemos.
eu dou voltas de barriga e subidas de frente numas barras, ela corre descalça pelo caminho.

chegamos a casa com as mãos sujas de resina

06 julho 2009

a vida é sempre a andar

Tudo se aproxima a passos rápidos e assutadores:
  1. reforço da casa (e o medo de ser burlada)
  2. início do congresso (e descobrir tudo o que está mal feito)
  3. apresentação da comunicação (que ainda não está feita)
  4. aluguer da casa (com as mudanças de móveis e o arranjar as coisas)
  5. um provável esgotamento físico...

mas também se aproxima:
  1. o fim do congresso (e paz)
  2. o facto de ter apresentado uma comunicação num congresso (e a realização de um objectivo)
  3. ir para casa dos meus pais (e a despreocupação com o aluguer a minha casa)
  4. escritura (e a casa nova com uma varanda espectacular)
  5. o verão (e o descanso e o início do início de novos projectos)

05 julho 2009

04 julho 2009

quero silêncio...

Resolvi, pela primeira vez, telefonar à polícia por causa de um carro de porta aberta com o rádio alto.
Não é que, para me fazer sentir mesmo picuinhas, o camião do lixo e um helicóptero resolveram juntar-se à festa?!

01 julho 2009

inquilino encontrado?

Tive a minha primeira visita à casa: uma rapariga muito simpática que gostou muito da casa. Vai falar com o namorado e depois dá-me uma resposta.
Ainda vou deixar mais umas pessoas verem a casa, mas gostei dela.

Gostava de deixar a minha casa em boas mãos...

Vamos lá ver como isto corre.