26 junho 2009

a roda viva

Ando nervosa com tudo. Já tenho pouca unha e depois não consigo abrir embalagens, espremer borbulhas e mesmo folhear livros é mais complicado.
E como ando nervosa há cada vez mais borbulhas (não espremíveis). Cada vez, também, mais coisas para fazer, mais dúvidas, mais indecisões e também decisões indecisas (que é do pior!).

Sempre a dar recados, a contabilizar os minutos para isto e para aquilo, a gerir o horário para conseguir economizar tempo e espaço e meios.

E depois, sempre a esquecer-me disto e daquilo.
De forma que continua quase sempre tudo por fazer.

25 junho 2009

De repente...

... a miúda já tem escola para os próximos 10 anos
... nós já temos promessa de uma casa nova.
 
 

23 junho 2009

reveses

No outro dia fui ao bike tour. Contente por ter de novo uma bicicleta, embora triste por não poder ter ainda uma cadeira para a Maria maluca. A tour é um passeio muito lento, em que a maior prova é uma pessoa equilibrar-se em cima da bicicleta quase parada e conseguir não ir de encontro aos outros 7499 ciclistas.
Depois do passeio fui pôr a bicicleta dentro do carro. Recusei a ajuda de um amigo, porque sei que é uma coisa que vou ter de fazer sempre sozinha, por isso era bom começar a treinar.
Foi um bocado complicado: tive de mudar a cadeirinha da miúda, ela atirou a bicicleta ao chão, não cabia assim, depois não cabia assado, a miúda no meio da estrada, etc... Lá consegui realizar a tarefa e arranquei. A Mariana adormeceu passados 20 metros e eu, passados uns 2 minutos apercebi-me que não tinha posto a roda da frente dentro do carro - tinha-a deixado encostada ao pneu da frente. Voltei atrás, furiosa, desesperada, desanimada, a pensar que não tinha mesmo jeito para possuidora, que eu não nasci para ter coisas: quanto menos coisas tiver, mais feliz fico.
Enfim...
Cheguei ao lugar onde tinha deixado a roda e já lá não estava. No mesmo lugar estava outro carro estacionado. Fui falar com o segurança do prédio onde tinha deixado a bicicleta à tarde e ele não viu nem sabia de nada.Aconselhou-me a ir ao café em frente perguntar se alguém tinha entregado uma roda: nada!... Pedi um papelinho e deixei recado no carro que estava estacionado.
Cheguei a casa muito desanimada. Carreguei a mariana para cima, mais dois sacos de compras, mais dois sacos de tralha e mais uma parte de trás de uma bicicleta nova em folha.

Cheia de calor e desânimo já não consegui dormir, embora me soubesse cheia de sono.

Atalhando, pouco tempo depois ligam-me a dizer que têm a minha roda, o segurança vai buscá-la e diz que a guarda até eu a ir buscar, fui no dia seguinte (o segurança era outro, mas também muito simpático) e feliz com estes reveses que depois tornam à normalidade (tal como o da multa das finanças) fico cheia de fé que a minha casa preferida sempre me venha parar às mãos. Andei alegre dois dias e compensou: posso ter novo a oportunidade de ter a bendita casa.

Enfim, reveses que se resolvem, pessoas em quem se pode confiar, uma casa espectacular para nós. Vamos ver se continua tudo assim: normal e bem disposto.

22 junho 2009

tendência de Verão: galochas

A menina, que não gosta de saias, de vez em quando em casa dá-lhe para me pedir para lhe vestir umas e acompanha sempre com as galochas.
Fica um espectáculo! Depois dá umas voltas em alta correria pela casa.
 

17 junho 2009

IES/DA

Às vezes parece que o mundo, inteiro, está contra nós. Mas às vezes parece que está a nosso favor.
Hoje, cheguei às Finanças para perguntar se o meu maldito impresso IES/DA estava bem preenchido (isto depois de muito sofrimento meu, quase depressão, choro em frente às palavras incompreensíveis dos impressos e a impressão de que iria à bancarrota por não compreender aquele discurso, de perder tempo do meu trabalho e o tempo dos meus colegas e amigos), como dizia, fui pedir que me verificassem o bom preenchimento da coisa. E a resposta foi: já não precisa de entregar. Espantei-me, retorqui: mas ainda a semana passada estive aqui e disseram-me para preencher, pagar multa, declarar. A senhora responde com um sorriso: o comunicado é recente, de 6 de Junho.
E olha, pareceu-me mesmo que tinham mudado as leis por mim - viram o meu desespero e pronto: simplificaram.
Gostei.
Mas tenho pena do tempo perdido e vamos lá ver se devolvem mesmo o dinheiro e se é mesmo para não entregar. Só daqui a uns dois ou três anos é que vou saber isso, porque é séculos depois que eles se lembram de nos pedir as coisas.

Mas entretanto fica esta boa sensação de que o mundo gosta de mim...

15 junho 2009

santo antónio

Fez mais coisas, mas comer caracóis foi repetido.

09 junho 2009

isto passa

Multas das finanças, mais um vidro do carro arrombado, uma casa que queria reservar e já tinha sido vendida...
Mais ainda a marcação de consultas e filas de espera em diferentes hospitais e nas finanças e etc... resultam nos dias sem grande piada e a impressão de que o mundo está contra mim.
Não contra mim em exclusivo, mas dificulta-me muito a vida e não me permite estar não cansada: chovem-me sempre em cima chatices burocráticas e dispendiosas, que me retiram o tempo que eu sempre pensei que ia usar de uma forma agradável.

Enfim...

Parece que estou quase a conseguir preencher a declaração anual de iva, talvez só sonhe com o carro roubado mais umas ou duas noites e até pode ser que entretanto apareça mais uma casa-milagre (mas desta vez reservo logo, independentemente do grande respeito e consideração que tenho de ter para com os meus pais e pela necessidade a que isso me leva a não tomar decisões sem a opinião e aval deles).