29 maio 2009

I nawet kiedy bede sam

Aqui está o link  de uma música que de vez em quando me vem à cabeça, sem saber porquê.
A piada é que eu sei o refrão - sei cantá-lo, não percebo muito bem o que digo, qualquer coisa como "este é o meu mundo" e depois não sei mais.
Mas lá vou eu a andar na rua, o vento bate-me na cara e de repente: estou a cantar polaco!!!!
É extraordinário.

A história desta música

Num inter-rail, na Roménia, eu e a minha amiga Rita conhecemos um rapaz, que como todos os polacos, se chamava Przemek. Continuei a comunicar com o Przemek pelo messenger e fui aprender polaco numa altura. Para ajudar na aprendizagem pedi-lhe músicas polacas e ele enviou-me um CD de Myslovitz que na viagem de correio de superfície se riscou e ficou só com metade das músicas. A primeira era esta. Também trazia as letras e como eu estava a tentar aprender polaco esforcei-me um pouco, mas só cheguei ao refrão. 
Tudo isto por volta de 2002.
Ora bem, tantos anos e tanta vida passada e, PLOSH!, lá vem o refrão à cabeça, assim do nada sem eu sequer saber que o sabia. Parece paranormal!...

Uma curiosidade sobre esta música

Uma vez, no Museu da Rádio, onde andava a fazer investigações para o meu documentário, a directora do Museu ligou um rádio antigo para mostrar-nos que ele ainda funcionava. E que ondas sonoras saem dali? O I nawet kiedy bede sam, mas em inglês. Mais um facto extraordinário!!!

Final da história do Przemek

Alguns anos mais tarde voltei à Polónia com a ideia inconsistente de que ia aprender polaco.
Já que estava nesse país, combinei encontrar-me com os dois Przemeks que conhecia. 
Com o da música foi horrível. Não sei porquê ele começou a irritar-me e depois eu já não consegui parar de estar irritada. 
O rapaz só falava comigo em inglês. Fomos escalar para um sítio muita giro, mas choveu e tivemos de ficar dentro de uma tenda minúscula sem nada para fazer. Ainda consegui, com imenso esforço, arrastá-lo à procura de um café. Ele insistia que não havia nada, mas eu via pessoas a passar com pães e garrafas e frutas e dizia que haveria de haver qualquer coisa (qualquer mercearia era melhor que o pequeno calhau onde estávamos abrigados). Insisti muito e saímos dali. Havia um bar!!!! Bebi umas cervejas e comecei a falar sozinha em inglês. Para todos os efeitos parecia que conversava com ele, mas como ele não percebia nada do que eu dizia eu tinha plena consciência de que estava a falar sozinha. Mas fiquei muito mais feliz ali do que debaixo do calhau ou dentro da tenda. 

Uma outra lembrança sobre esta música

Quando estava na Polónia a fazer que aprendia polaco, os Myslovitz foram tocar num parque que havia ao pé das residências. Ou porque os dias da semana em todas as outras línguas me são complicados (viva os números ordinais femininos!) ou/e porque sou pouco motivada, perdi a oportunidade de cantar esta música em coro com uma multidão de Przemeks e Agneskas (elas são assim que se chamam).

1 comentário:

mm disse...

Uma nota minha: os polacos são Wojteks e Prezamek. Enganei-me. O outro polaco que conhecia era Wojtek.
Fica a nota.