29 maio 2009

Gostei da casa de hoje.

Com:
  1. sol
  2. quintal
  3. tábua corrida
  4. 1º andar
  5. e com amigos e família à volta.
Será que me vou render ao aconchego do bairro? Procurava ter o meu bairro, mas acho que o meu bairro nunca deixou de ser o meu bairro. Fui lá hoje ver uma casa e nos 3 minutos que fiz a pé encontrei 3 pessoas, despachei 2 recados e ainda almocei com a irmã e sobrinho. Isto é um luxo ou não é? A 10 minutos a pé do trabalho. É um luxo ou não é?
 
Quanto mais casas vejo mais perdida fico, mas talvez, no meio da barafunda, em vez andar em círculos ande em espiral e talvez chegue a algum lado.
 
Mas lá grande é que a casa não era e o cheirinho do prédio deixava muito a desejar.
E a vizinhança social?... É preciso investigar.
 
Curiosidade
 
Naquele mesmo prédio morou uma senhora que foi a mulher-a-dias dos meus pais durante muito tempo. A Rosa. Mas ela morava no vão da escada. Lembro-me de achar a casa muita gira porque tinham um beliche que era ao mesmo tempo um quarto. Também me lembro que não gostava de fazer chichi lá porque não tinham casa de banho e a sanita era encostada ao fogão, sem divisórias!!!

My de Myslovitz


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Nesta música conseguia perceber umas frases: "Mas tu conheces-me bem, sabes tudo sobre mim" ... e acabou-se. Depois ainda diz "sei" e "tudo" e mais outras coisas que reconheço e milhentas que não.

Ale ty, ty mnie dobrze znasz, wszystko ("tudo" uma palavra que me custou muito a conseguir ler) o mnie wiesz

I nawet kiedy bede sam

Aqui está o link  de uma música que de vez em quando me vem à cabeça, sem saber porquê.
A piada é que eu sei o refrão - sei cantá-lo, não percebo muito bem o que digo, qualquer coisa como "este é o meu mundo" e depois não sei mais.
Mas lá vou eu a andar na rua, o vento bate-me na cara e de repente: estou a cantar polaco!!!!
É extraordinário.

A história desta música

Num inter-rail, na Roménia, eu e a minha amiga Rita conhecemos um rapaz, que como todos os polacos, se chamava Przemek. Continuei a comunicar com o Przemek pelo messenger e fui aprender polaco numa altura. Para ajudar na aprendizagem pedi-lhe músicas polacas e ele enviou-me um CD de Myslovitz que na viagem de correio de superfície se riscou e ficou só com metade das músicas. A primeira era esta. Também trazia as letras e como eu estava a tentar aprender polaco esforcei-me um pouco, mas só cheguei ao refrão. 
Tudo isto por volta de 2002.
Ora bem, tantos anos e tanta vida passada e, PLOSH!, lá vem o refrão à cabeça, assim do nada sem eu sequer saber que o sabia. Parece paranormal!...

Uma curiosidade sobre esta música

Uma vez, no Museu da Rádio, onde andava a fazer investigações para o meu documentário, a directora do Museu ligou um rádio antigo para mostrar-nos que ele ainda funcionava. E que ondas sonoras saem dali? O I nawet kiedy bede sam, mas em inglês. Mais um facto extraordinário!!!

Final da história do Przemek

Alguns anos mais tarde voltei à Polónia com a ideia inconsistente de que ia aprender polaco.
Já que estava nesse país, combinei encontrar-me com os dois Przemeks que conhecia. 
Com o da música foi horrível. Não sei porquê ele começou a irritar-me e depois eu já não consegui parar de estar irritada. 
O rapaz só falava comigo em inglês. Fomos escalar para um sítio muita giro, mas choveu e tivemos de ficar dentro de uma tenda minúscula sem nada para fazer. Ainda consegui, com imenso esforço, arrastá-lo à procura de um café. Ele insistia que não havia nada, mas eu via pessoas a passar com pães e garrafas e frutas e dizia que haveria de haver qualquer coisa (qualquer mercearia era melhor que o pequeno calhau onde estávamos abrigados). Insisti muito e saímos dali. Havia um bar!!!! Bebi umas cervejas e comecei a falar sozinha em inglês. Para todos os efeitos parecia que conversava com ele, mas como ele não percebia nada do que eu dizia eu tinha plena consciência de que estava a falar sozinha. Mas fiquei muito mais feliz ali do que debaixo do calhau ou dentro da tenda. 

Uma outra lembrança sobre esta música

Quando estava na Polónia a fazer que aprendia polaco, os Myslovitz foram tocar num parque que havia ao pé das residências. Ou porque os dias da semana em todas as outras línguas me são complicados (viva os números ordinais femininos!) ou/e porque sou pouco motivada, perdi a oportunidade de cantar esta música em coro com uma multidão de Przemeks e Agneskas (elas são assim que se chamam).

27 maio 2009

Ah, pois, muda!

Eu podia falar sobre três coisas diferentes:
1) casas
2) mariana
3)

Sobre casas, começo a saber o que quero e ao mesmo tempo de me fartar de ver. Neste momento tenho outras coisas para fazer e esta coisa da casa cansa muito. Comecei a ver casas na mesma altura em que comecei a trabalhar mais uma hora por dia. Uma hora por dia são 5 por semana que são 20 por mês. Com estas 20 horas, antes!, eu podia tirar três dias de férias!!! E agora é só trabalho: uma chaga e uma seca!...

Sobre a miúda-maluca: já percebi (já tinha percebido) que sem sono feito não dá: tanto ela como eu precisamos de dormir para sermos mutuamente suportáveis. Assim, desde há um mês para cá começámos a levantar-nos mais cedo (tb fruto da mudança de horário laboral) e deitar mais cedo (pelo menos ela). Esta semana falhámos. Começámos a falhar domingo e fomos por aí fora.
A minha paciência esgota-se, pontualmente, às 22h20. A partir das 22h20 não tenho paciência e transformo-me em má mãe. 
... a não ser que... beba uma cerveja. Aí sim, ficamos as duas dançar na sala, a fazer ginástica e desenhos e tudo o mais que lhe apetecer. Fico uma mãe espectáculo (digna desta miúda). Mas isto incomoda-me. 
Há já muito tempo que não bebia uma cerveja para estar na boa cá em casa. Hoje fiz isso e na verdade é um "facilitador de vida"*. É tudo mais fácil e mais alegre e bem disposto.  Mas não queria que se tornasse numa bengala que eu uso sempre que a minha paciência se esgota (ou está à beira disso). Enfim, é para pensar.

Sobre o último assunto: devia ser realmente muito interessante, porque depois deste testamento ainda não me lembrei do que era.

* como nos anúncios da EPUL  

isto muda

Nada para dizer, mas vontade de ver as letras a mudar no início. Para fazer de conta que há acção e pensamento.

23 maio 2009

Ai esta história da casa…

Como diz a Mariana: "nã sei".

Parece-me que encontrei uma casa potencialmente fixe. Mas será? Há melhores ao meu alcance? Tenho de ver todas as casas? Todas?!

Se por um lado acho que a casa é boa, por outro tb consigo ver que é feia. Mas é um feio que não me chateia por aí além. A zona: calma, perto do Hospital da Estefànea, longe do metro, com parquímetros.

A melhor coisa da casa é o terraço. E o chão em tábua corrida. E uma cozinha e casa-de-banho tão feias que só as posso melhorar. Os quartos … pequenos; em contrapartida, potencialidade para uma sala gigante.

A casa-de-banho é exterior, mas com a possibilidade de um dia num futuro pô-la interior e ficar com um jardim de inverno espectacular (só para não lhe chamar a tão banal "marquise"). Imagino montes de flores e plantas (salsa e coentros, uma buganvília). Até uma máquina de costura.

Estar no terraço até tarde, convidar amigos e família e os jantares a prolongarem-se sem ninguém ter vontade de sair.

Será que a casa comporta esta imaginação?

19 maio 2009

Ver casas cansa

É por isso que não conto nada: andamos a ver casas. Ao princípio cheia de vontade, agora já sem nenhuma. Mas sempre entusiasmada pela próxima.
Devia deixar isso para o ano que vem. Mas depois de uma ideia entrar na cabeça, demora algum tempo a sair por vontade própria.
 
Que me fizessem pensar em mudar de casa, só uma. Da qual depois soube que o vendedor/construtor/empreiteiro era um intrujão e, quando fui ver se a zona era calma à noite, ia andando à tareia com um bêbedo. Foi depois disto que perdi a vontade de me mudar.
 
Agora ando ao ataque na Estefânia, numa rua que tinha pensado ser boa para mim. Ia lá hoje ver uma casa, mas a angariadora não sabe onde pôs a chave.
Entretanto, marquei visita para o andar de baixo... com terraço!
Adorava ter um terraço, para depois ter um cão.
 

14 maio 2009

trá lé lá

De vez em aundo lá oiço a miúda a cantar uma música que reconheço - "Olha a bola, Manel" é uma delas.
Gosto mesmo de a ouvir cantar...

13 maio 2009

passeios

Ontem fomos à procura de uma loja na zona do Castelo. Acabei por encontrar a loja (fechada) depois de andar na mesma rua para cima e para baixo durante 20 minutos (o espantoso é que era uma rua com pouco mais de 50 metros).
Resolvi depois que iríamos apanhar o 28 (para aproveitar o pitoresco eléctrico lisboeta antes de mudarmos para outra casa). Antes do eléctrico, como boas turistas, fomos às vistas: miradouro de Santa Luzia, Cerca Moura e por ali.
Ao pé da Cerca Moura estavam uns rapazes a andar de skate. Reconheci um deles e fomos lá conversar. Enquanto a Mariana passeava de skate em skate, sempre acompanhada por alguém que lhe dava a mão e a levava na direcção em que ela apontava, eu conversei quem eu conhecia, que me perguntou o que é que era agora mais fácil com ela. E eu respondi: "É isto." É poder passear com ela, conversar com as pessoas, vê-la a dar-se bem com toda a gente e toda a gente a gostar dela - é fazermos coisas juntas, que é o que é mesmo giro em ser mãe, na minha opinião.
Regressámos no 28, já tarde, (sim, porque andar de skate é muito melhor que ir para casa com a mãe) com a barriga a dar horas e um friozinho no corpo.
 
E, no meio disto, lembrei-me dos meus passeios de há muito tempo, a que eu chamava "passear ao sabor dos semáforos" e que consistia em ir andando em frente até um semáforo vermelho me obrigar a virar para algum lado. Nestes passeios só começava a regressar a casa depois de encontrar alguém conhecido. Houve uma vez (uma única) em que passado umas 3 horas não tinha encontrado ninguém. Já estava a ficar desconsolada, de maneira que quando vi passar num descapotável aguém da TV achei que chegava para cumprir o critério de regresso. Comecei o regresso a sentir que tinha feito batota, mas para salvamento do espírito do passeio, ainda encontrei alguém conhecido com quem não pude conversar muito tempo porque a fome e o frio apertam depois de 3 horas de caminho.
 
Conclusão, gosto de poder voltar a estes "passeios-até-encontrar-alguém-que-conheça" e gosto ainda mais de ter esta Miúda-Espectáculo a acompanhar-me.
 

05 maio 2009

pior a emenda que o soneto

Resolvi cortar um bocadinho do cabelo da Mariana atrás. Cortei pouco a pensar se não deveria cortar mais.
Enquanto varria os cabelos do chão oiço aquele silêncio que precede o disparate. Chamo "Mariana!" e oiço-a correr daquela forma que anuncia que o disparate já foi feito.
Quando a encontro vejo que deu umas tesouradas rentes do lado direito. 
Ela ficou super contente, orgulhosa dos seus dotes de cabeleireira, e eu ria-me às gargalhadas.
Resolvi aparar mais um bocado para lhe dar um ar mais homogéneo e, confesso, foi pior a emenda que o soneto.

Amigos e familiares: preparem-se!

04 maio 2009

menos casa

Ó pá, lá se foi mais uma casa que eu queria ver...
Isto afinal vende-se bem...
 
Bom, mas para animar aqui fica uma imagem do fds. Ou melhor, duas.
Numa ela está com um cão branco que apareceu por lá. De manhã estava ao pé das nossas tendas e durante o dia a dormir aos nossos pés.
 
A outra é da Maria-Maluca a ajudar: gosta de puxar a corda e diz "cuidado, cabeça" e afasta-me da parede para eu não apanhar com a corda. Uma fofinha!