30 abril 2009

À espera do Marujo


No meio dos textos de teatro do séc. XVIII os meus colegas encontraram um texto que fala de uma jovem que só queria estudar e não tinha interesse pelo casamento e a quem o pai queria arranjar noivo. Ela não se interessou por nenhum dos pretendentes que o pai lhe arranjou.
Mais tarde, ao despoletar um fogo ela desmaia, e acorda nos braços de um Marujo, com quem se casa posteriormente.

O parecer da Censura da altura foi este:
O entremez que tem por título, A Dra. Brites M., eu o acho por uma parte demasiadamente muito chulo e indecente, e por outra nada instrutivo, e ao mesmo tempo com pouca graça. Pelo que julgo indigno de se imprimir.

Lisboa, 27 de Maio de 1771

Mais tarde foi publicado (daí o facsimile).

29 abril 2009

uma das fotos que se perdeu no caminho e agora se encontrou

Fotos dos nossos passeios

Mexilhoeiro

Envendos

Reguengo do Fétal

Havia mais fotos, mas não sei porquê não foram aqui postas e já tentei tantas vezes que me canso.

Até havia fotos com mais alguma coisa além de rocha, mas esta rocha é mesmo gira não é? E as nuvens, hã? E as árvores? Verdinhas, bonitas, a tremelicar o vento - natureza portuguesa deslumbrante.

Em cima um pouco de mar, no Mexilhoeiro. Aos anos que lá vou e, quando fica calor, digo sempre "Para a próxima trago um fato-de-banho". Nunca levei. A Mariana ainda há-de lá mergulhar antes de mim.



28 abril 2009

espiel

Isto agora têm sido fins-de-semana de seguida de actividade: um já foi, outro está para vir e depois já estão marcados dois seguidos de trabalho. De forma que desejo, pelo menos hoje, depois posso mudar de ideias, que chova a 23 ou 24 de maio para poder ficar sossegadinha em casa com a minha filhota a fazer bolos de chocolate (comprei uma forma de silicone no outro dia a pensar naquele bolo de chocolate muita bom que fica tipo mousse no meio e ainda não a estreei).
 
Por outro lado, é muito bom ter os fins-de-semana todos cheios de actividades: a falta de programa é uma coisa de que me queixo desde os 15 anos e é bom saber que começo a conseguir ultrapassá-la. Mas também cansa combinar. Agora parece que está tudo a andar. Vai ser giro!
 
Vou mesmo realizar um sonho: ir escalar um fim-de-semana a Espanha. Já o fiz duas vezes, mas há lá tantas escolas, que é sempre um sonho lá ir. Espiel ficará (caso tudo corra bem) como um sonho realizado e depois posso passar a sonhar com outros nomes: Pedriza, Gredos, Mascún e sei lá que mais.
 
E com a chavala atrás, hã! Isso é que é de sonho!
 
 

Está aprovada!

Depois de mais um fim-de-semana de acampamentos, mala às costas, a desbravar mato, caminhar sobre cascalheiras e rocha, a Miúda-espectáculo comprovou que é realmente uma Miúda-espectáculo: portou-se muito bem (tirando uns momentos de choro e birra de sono, facilmente olvidáveis).
A verdade é que eu acho que ela se porta muito bem e que dá para levá-la para todo o lado, mas depois não tenho muita vontade de aturar outros miúdos. Não percebo. Gostava de ser mais amiga, mas na realidade, parece que a minha disponibilidade se esgota com ela.
Também sei que é porque já a conheço e tenho consciência das limitações e comportamentos dela, e assim consigo antever alguma coisa.
 
Os outros miúdos parece que dão sempre mais trabalho.
 
Pensando bem, nem por isso. Já estive com mais miúdos e correu bem.
 
Olhem, o que sei é que cada vez fazemos mais coisas juntas e com menos trabalho. E apesar de saber que com ela há limitações, as limitações são cada vez mais limitadas.
 
Um beijinho para a Espectáculo!

24 abril 2009

indie

Parece que ontem foi o dia em que aproveitei mesmo a ausência da miúda: abertura do indie, com cocktail à pala e ida ao maxime. Nunca tinha ido ao Maxime: é um espectáculo! Além do mais, ia com a perspectiva de ir sozinha e acabei por estar o tempo todo acompanhada e e encontrar pessoas e tudo isto me fez lembrar os velhos tempos de saídas à noite: senti-me viva!
Fico surpreeendida como as pessoas (assim, aos montes) me deixam satisfeita: gente aos montes e dizer "olá" a este, "como estás" àquele e dizer parvoíces durante um tempo sem fim e falar com alguém sobre o brasil e com outro sobre legendagem e, noutro lado, o tópico é o filme que se foi ver. É um espectáculo!
 
O filme tinha um sentido de humor que eu gosto muito: leve, incisivo, crítico sem ser escarninho. Revela o interior e algumas fraquezas e força das pessoas - dá-lhes uma aura de loucos visionários, que nos cria a vontade de ao polo sul...

22 abril 2009

Casas

Ando a pensar em casas. É sempre uma boa coisa para nos distrairmos de tantas outras coisas.

Gostava de conseguir pôr na minha cabeça o que é importante para mim:

- perto do metro

- numa rua calma

- com comércio local

- mais próximo do trabalho e das escolas que me interessam e dos meus pais

- zona sem indigentes

- com sítio para estacionar

- prédio com vizinhos

 

Reparei agora que em relação à casa em si não tenho grandes especificações. Gostava de:

- luz

- janelas grandes

- varandas e portadas

-quintal

- mais de 65m2

- T2
- pé direito jeitoso

- soalho

- cozinha grande (que desse para uma mesa).

 

Na verdade, esta casa tem muitas coisas de que gosto e que gostava de manter, mas estou com vontade de sair daqui. Acho que esta estadia não tem sido muito graciosa. Mas tenho uma tão grande sensação de conforto e de acolhimento aqui. É sempre bom ouvir as pessoas a dizer: a casa é muito gira. E os meus amigos parecem sentir-se sempre bem aqui.

Também já me disseram que é rápido transformar um apartamento num local acolhedor.

 

Pergunta: que mais é importante numa casa?

contrato

Assinei hoje, 8 anos depois de trabalhar no mesmo sítio, o meu contrato a termo certo. Tenho, finalmente direito a subsídio de férias, 13º mês e subsídio de doença e maternidade.
Só por isso, acho que devia arranjar um irmão para a Mariana nos próximos tempos (porque depois estima-se novo período de vascas magras).
 
Mas realmente isto é uma grande confusão: para salvaguardar o mesmo vencimento, eu e a minha colega dispusemo-nos a trabalhar mais uma hora por dia. E, agora, com o contrato assinado, é que nos dizem que afinal vamos ganhar menos (e continuaremos a trabalhar mais).
 
May day! May day!
 
 
 

21 abril 2009

casa roubada e nem trancas a porta

E depois de me roubarem a bicicleta do meu patamar e de ter pensado vezes e vezes sem conta que não podemos dar oportunidade a que nos roubem coisas, deixei o carro aberto 2 dias.
E não levaram nada (também, só lá tenho um CD original).

16 abril 2009

vacinas

Escrevi um comentário tão longo num blogue a respeito das vacinas, que resolvi postá-lo aqui também (nem eu sabia que tinha tanta opinião sobre este assunto).

Eu acho que a vacinação não deve ser obrigatória (embora a minha filha tenha sido vacinada com tudo e continue a ser).
A razão ideológica que conheço para pais que decidem não vacinar os filhos tem apenas a ver com a saúde dos filhos, visto que as vacinas acabam por ser infecções propositadas no corpo das crianças, além de que certas doenças estão erradicadas e para estes pais não se justifica estar a infectá-los com um vírus que já passou à história.
Além do mais, sendo Portugal um país completamente formatado, duvido muito que um pai com filho não vacinado tenha a vida simplificada: eu tenho sempre de mostrar o boletim de vacinas da minha filha actualizado na creche, e para as inscrições no pré-escolar também é pedido diversas vezes. Não acredito que o pessoal das secretarias das escolas aceite com facilidade termos de responsabilidade. Se nem sequer aceitam crianças com doenças infecciosas (o que é uma discriminação insustentável nos dias de hoje, embora, claro, eu também prefira que a minha filha se dê com pessoas sem doenças, como é normal), não os estou a ver a aceitarem crianças não vacinadas.
O único problema nisto é que em causa está a saúda das crianças e é imponderável saber que vírus os vão infectar e se fizemos bem ou não em vaciná-los: nesta, como em outras coisas, infelizmente só sabemos quando fizemos mal.
(um comentário longo, mas terminado).


14 abril 2009

previsão acertada

Eh, pá, não resisti a copiar aqui o que escrevi a 13 de Fevereiro de 2006 (grávida de 4 meses) a uns amigos meus:
 
Quanto à minha vida futura, tenho a certeza que há coisas q vão mudar e, apesar de toda gente dizer que vai ser difícil, q não vou ter tempo para dormir, q vai estar sempre a chorar, eu acho que vai correr tudo bem e ser tudo simples.
Mas é claro, subir para minha casa vai ser complicado, se calhar vou ter de arranjar um carro, já estou a pensar na máquina de lavar roupa, uma cadeira para a bicicleta, onde é que a ponho enquanto escalo... Mas vai ser giro e bom. Tenho a certeza, sinto isso, que tenho montes de amor e carinho para dar, e finalmente arranjei um alvo à medida. Alguém que se vai levantar comigo, vai para o estádio, jardim comigo, tudo (pelo menos até ter vontade própria!). Tenho uns 10, 15 anos de companhia garantida! É bom, não é?
E acho que respondi às perguntas.
Amanhã ou depois ponho aqui a última ecografia para verem o desenvolvimento.
bjs
 
 

10 abril 2009

quinta pedagógica



Ontem fomos à Quinta Pedagógica. Uma coisa que se vê numa hora e estivemos lá 3.
Ainda bem que levei o meu livro.
A Mariana ainda fez umas festas nuns animais (mas eu tenho sempre medo que eles lhe dêem uma dentada e com as galinhas tive medo que lhe bicassem os olhos), mas a maior parte do tempo passou-o no tractor.
Subimos a umas oliveiras jeitosas e comemos hortelã pimenta.

Depois fomos ao parque da Expo, onde há uma estrutura de cordas que deve ser mesmo louca (mas não andei lá). Havia também uma parede de escalada de brincar, onde me pendurei um bocado.

À noite, para me deixar mais frustrada, um novo telefonema, de outra pessoa a dizer que tinha espaço para mim no carro para ir a Espiel. Grrr!!!...
Sou muito impulsiva a tomar decisões e depois de as tomar acho que não posso voltar atrás. Provavelmente não havia problema nenhum em marcar o almoço para outro dia. Gostava de educar a minha mente. Gostava mesmo muito.

08 abril 2009

férias? bah!

Às vezes imagino-me como sendo um outro tipo de pessoas: uma daquelas que faz coisas giras e tem planos para passar o tempo e se diverte a toda a hora. Mas depois dou de caras comigo e é uma desilusão.
 
Relativamente às "férias" da Páscoa, os grandes planos já foram abortados. Depois de não conseguir ninguém para me fazer companhia num grande fim-de-semana de escalada cedi ao encontro familiar para homenagear a audição da Mariana. E 30 minutos depois recebo um telefonema "Então, vamos lá. Convenceste-me.". Bolas!
 
Mas pronto, percebi que se se fizer convites, às vezes, têm-se boas respostas. Agora ficou tudo combinado para o 1º de Maio. Deve estar a chover, ou eu doente, ou a Mariana ou outro qq obstáculo (pobreza extrema, por exemplo).
 
É que já são 20 anos de descontentamento (isto se pensarmos que comecei a tentar combinar fins-de-semana aos 13).
 
Vamos lá ver se ainda consigo fazer alguma coisa de jeito até Domingo.
 
 

06 abril 2009

cabeleireiro

Fui hoje ao cabeleireiro. Na realidade, depois de muito pensar, acho que é a segunda ou 3ª vez que vou sem a minha mãe. E a primeira que vou a um onde não fui quando era pequenina.
A falta de hábito para estas coisas é tão grande que mal conseguia responder às perguntas da senhora: "quer secar para fora ou para dentro?"; "(...) brushing (...)? Mas lá consegui sair com o cabelo cortado com ar de corte de cabelo.
No final, ao pagar, lembrei-me que a minha mãe me dava sempre dinheiro para pôr no bolso da cabeleireira e de quem nos lavava o cabelo. Não sabia o que havia de fazer: dá-se dinheiro? Como?
Fiz o mais fácil: paguei apenas a minha conta e agradeci muito a simpatia.
A minha mãe ainda me faz falta para imensas pequenas (e grandes coisas).

A nova paixão

Adeus Noddy, Miffy e Kitty!!!
A Mariana agora só quer Bolt, o super-cão. Depois de vermos o filme da primeira vez (sábado, tardíssimo) já vimos o filme mais 3 vezes! Uma delas hoje, segunda-feira de manhã.
A primeira palavra do dia é sempre "papa", mas agora segue-se-lhe "Boneca, cão, gato". Senta-se em frente à televisão e vai sorrindo de vez em quando ao que se passa ali. Mesmo com a versão em inglês, vibra com aquilo.
 
O filme é bem giro. Recomendo (mesmo que seja ao pequeno-almoço...)
 
 

férias

Nunca consigo combinar nada para as "férias" da Páscoa (nem outras). Agora que já tinha desistido de combinar coisas, aparece-me um convite sedutor e já não sei o que fazer.
Digo sim? Digo não? E se chove? E se é uma "seca"? 
 
Devia arriscar.  

03 abril 2009

em parafuso

Ando cansada. parece que não acontece nada. De emocionante não. Nem de memorável.
 
Penso, às vezes, em comprar uma casa nova: sair desta, alugá-la e meter em mais um empréstimo sem fim.
Quando eu tiver 70 anos a vida vai ser uma calminha, O pior é que me reformando aos 65, com a reforma mínima, como é que ainda vou conseguir pagar 5 anos de empréstimo? (estou a gozar, claro... Estas questões não fazem parte do meu rol de dúvidas existenciais).
 
Agora ando concentrada no KF, porque vamos ter uma gala a 18 de abril, e na escalada, porque gostava de melhorar e de subir de grau. Mas parece-me que já estou a perder a pica.
Antes havia sempre imensa gente com quem gostava de ir escalar e agora parece que as pessoas que mais gostavam não escalam e há outra com quem já não me dou.
O pessoal que sai dos cursos é fixe, mas não me dá a pica que os outros dão. Saio sempre de lá um bocado desmotivada. Além de que tenho sempre de tomar um pouco de conta deles e tomar conta de pessoas cansa-me: são assim todos os dias da minha vida. Às vezes também gostava que tomassem conta de mim, um bocadinho.. Não muito.
 
Enfim.
 
Também queria ver se deixava de comer doces e farinhas e o raio do pessoal enche a sala de trabalho de amêndoas de chocolate das boas e não há como resistir. É que vou ao pacote e tiro logo à meia-dúzia. E depois de as comer todas, tenho de lá voltar outra vez: já estou agarrada!
 
A Mariana a deitar-se tardíssimo até me deixar louca. E durante a noite tosse, tosse, tosse até eu ficar angustiada. Depois, sai da cama dela, vem para a minha e não me deixa dormir mais.
Parece que ando com sono há 2 meses. Não percebo porquê, porque na verdade até durmo.
 
Falaram em serotonina e, zás, instalou-se logo a dúvida: tenho de falta de serotonina?
Que raio! De onde é que estas dúvidas idiotas vêm para me aterrar na cabeça desta forma?!
 
Daqui a pouco vou almoçar com uma amiga. Venho melhorzinha, que a amizade é sempre um bom remédio para á hipocondria existencial.
 
 

01 abril 2009

Mal-agradecida mas esperta

Cá estamos nós.
Continuo com a minha fúria desportiva que me leva a levar a Marianita para o kung fu, onde mesmo quando se porta mal, toda a gente acha que se porta bem.
E ontem, por nos ter imitado no cumprimento final, o Guilherme (prof) olhou para ela deliciado e afirmou: "nunca tivemos uma criança tão esperta aqui" (e ele tem um filho que lá vai umas quantas vezes!!!).
Mas, claro, eu ao contrário dos outro não fiquei com os olhos embaciados de emoção, porque estava a ouvir a birra nos "nãos" há já um bocado e é, sinceramente, uma coisa que me irrita: toda a gente à volta dela a fazer-lhe as vontades e a única coisa que ela responde é "NÃO!". Mal-agradecida...