12 março 2009

cheiros

Fomos à praia novamente para a nossa sessão terapêutica de respiração.
Estava toda a gente de fato de banho menos nós. E faziam muito bem porque estava um calor do caraças e eu tive mesmo muita pena de não ter dado um mergulho. Como ia à praia só por terapia, não me vesti para o lazer. Nem levei creme solar. Eu ainda estava no Inverno.
 
A ela saiu-lhe umas ranhocas, mas nada de deslumbrante.
 
E no regresso a casa, na Marginal e na A5, a respirar aquele dióxido de carbono todo só pensava de como a manhã de praia estava a ser inutilizada.
De facto, interrogo-me se valerá a pena ir até à praia respirar iodo, se no final se acaba por respirar mais dióxido de carbono.
Andamos num mundo cada vez pior. Super poluído.
 
Ainda no outro dia conversava com a minha irmã sobre isto. Eu desconfio que a gasolina sem chumbo seja só uma manobra para ganhar dinheiro. De há tempos para cá cheira-me cada vez mais a fumo de escape em toda a parte e por esta altura já nem se vende gasolina com chumbo. Logo, acho que esta coisa de tirar chumbo para despoluir deve ser uma tanga do caraças. Mais um daqueles esquemas em que grandes empresas vendem protótipos, fazem os Estados obrigar as pessoas a consumir os seus produtos e em troca enchem bolsos de dinheiro dos governantes. A sério que acredito mesmo nisto. É sempre assim!
 
Por exemplo, quando soube que a EPUL cobrava um balúrdio por inscrições on-line, onde não gastava um cêntimo, cheirou-me logo a esquemas. Como é que é possível obrigarem as pessoas a pagar por coisa nenhuma? E tantas? É só encher os bolsos, claro! E depois foi o que se viu. Mas já cheirava a podre antes.
 
Bom, mas era sobre a praia, o mar e o iodo. 
Foi bom, mas fiquei com medo de apanharmos um escaldão.
 

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