21 janeiro 2009

a morte e o vídeo

Soube agora que mais uma das pessoas que entrevistei morreu. Morreu já em Novembro, mas só agora é que soube.
Entrevistei 4 pessoas há 3 anos ou 4 e já morreram 3.
Também os meus cães morreram depois de os ter filmado. Filmei o Argos, morreu; o Aramis morreu. E depois a Rufia e Portos.
Na altura em que os cães morreram fiquei com a sensação de que as imagens na câmara roubam a vida (como os índios pensavam). E agora, ao ver o meu documentário, de onde só resta uma pessoa com vida, acabo por de forma indirecta me sentir responsável. É claro que sei que não sou, e que passado um tempo estas ideias passam. Mas lembro-me de ter tido medo de filmar a Mariana.
 
Deixo aqui as minhas saudades ao Argos, ao Tomás, à Rufia e ao Portos.
E também ao Canto e Castro, Eduardo Street e Pedro Pinheiro.
 
E espero que a minha máquina de filmar passe a ter o passado de pessoas (e animais) que o podem ver.

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