30 dezembro 2009

Bom Ano!



Beijos, abraços, abreijos, beijaços!

28 dezembro 2009

pós-natal

O Natal já passou: houve Pai Natal, prendas, primos e correrias.
Depois viagem até ao Algarve com paragem em Mértola para ver o Guadiana cheio de água.
No Algarve: passeio na praia com os avós.
 

23 dezembro 2009

Antes e depois



A minha ideia era que o chão desse com a parede, mas a paleta do paintbrush é muito limitada (e eu também).

22 dezembro 2009

solstício de Inverno

Os dias começaram a crescer.
Que bom! Hoje vou visitar a minha casinha e graças a isso já tenho mais um minuto de luz para a contemplar.
Obrigado, ó Sol!
 

17 dezembro 2009

no Teatro Ibérico


Duas saídas de seguida: uma para ver um filme pouco interessante, outra para assistir a um concerto do Samuel Úria.


O concerto foi no Teatro Ibérico, que me traz algumas recordações.



Quando andava indecisa sobre o que fazer após a licenciatura e me interrogava sobre o meu gosto por teatro, resolvi frequentar um curso de teatro e fui parar ao Teatro Ibérico.


Começámos com aqueles exercícios de sensibilização ou relaxação ou o que é, em que somos plantas, fazemos sons, somos animais, etc.


Lembro-me de uma senhora já mais entradota, que estava delirante com o curso e que queria muito representar. Houve uma cena qualquer que tínhamos de improvisar e ela era muito chata e então alguém resolveu matá-la, para ver se ela saía do exercício. Mas ela levantou-se de novo e disse: "Falhaste!".


A outra pessoa deixou passar um tempo, mas passado um bocado matou-a de novo e, para mostrar que era definitivo, cortou-lhe a cabeça e disse "Está morta.". Mas a senhora não desistia (ela queria mesmo continuar na improvisação) e anunciou "Ressuscitei!". Ninguém mais a matou...



Noutro exercício, em que tínhamos de incorporar um animal, eu decidi ser um flamingo - era só encolher uma perna e os braços. O pior foi que a seguir tínhamos de formar um círculo e andar de forma a que as outras pessoas adivinhassem que animal éramos. Para mim, um flamingo era um animal PARADO com uma perna encolhida, de forma que andar era complicado: ou saltava ao pé coxinho (que não tem nada a ver com flamingos) ou encolhia uma perna de cada vez (que também não tem muito a ver com flamingos, mas menos). Ninguém adivinhou. Acho que ainda tentei ser um mamífero: urso ou cão. Não me lembro... Nunca mais lá voltei.


A não ser ontem: para ver um lindo concerto que valeu a pena e a espera

15 dezembro 2009

Os últimos fins-de-semana e feriados, com o frio e a chuva, mais os preparativos para o Natal e os lanches, só permitem pequenas saídas.

Às vezes vamos com mais família, mas outras vamos as duas para Monsanto. Neste último Domingo houve alturas em que tínhamos tudo só para nós. Um espectáculo!

Sempre dá para treinar um bocadinho, correr outro bocadinho e também gozar um bocadinho de sol.Estava com mais vontade de ir até Cascais mas o tempo cronológico não permitiu.

11 dezembro 2009

04 dezembro 2009

festa de natal

Ainda conseguimos ir à festa de Natal, mas foi a correr.
Primeiro na escola disseram-me que ou ficava 7 dias em casa ou precisava da declaração do médico. Não estava com vontade de ir ao médico, mas já que tinha de ir, comecei a tratar de tudo. Liguei para o Centro de Saúde e disseram-me que a médica de família só chegava dia 14 e então tinha de ir na 2ª antes das 9h para marcarem consulta para esse dia. Depois, sem esperança, liguei para o pediatra dela (que é caríssimo e em geral só está a partir das 15h), mas ele disse-me que era só passar por lá para ter a declaração: não se pagava e além disso, sabe-se lá porquê, era uma e meia e ele estava lá. Então saímos de casa a correr, fomos a pé até ao médico e depois do médico à festa tb fomos a pé - tudo em 30 minutos!!! - e chegámos a tempo de a Mariana dizer o poema dela. Claro que mal a vi e não percebi nada do que os miúdos disseram. Depois ainda consegui apanhar 2 rissóis e uma merendinha, mas a Mariana quis logo dar de frosques e agora estamos de novo em casa.
Estava com imenso medo que ela ficasse outra vez com febre e que as educadoras nunca mais acreditassem em mim, mas correu bem.
 
Nestas festas é que sinto mesmo que somos só as duas, no meio daquelas famílias todas com 4 máquinas fotográficas apontadas para cada criaturinha.
E fico triste.

delírio febril

A Mariana está doente. Durante toda a noite a senti quente a meu lado. Às vezes remexe-se e outras vezes acorda e diz coisas inusitadas por causa da febre. Uma delas, vinda do nada, foi: "A mãe é linda", acompanhada de um beijo.

03 dezembro 2009

como vai tudo por água abaixo

Tantos planos, tantas contas se levo o carro hoje ou amanhã e onde é que o deixo e tenho de levar qualquer coisa para comer porque não vou ter porque tenho uma reunião e não posso trabalhar o dia todo, e amanhã também não posso por causa da festa de natal, para onde tenho de levar os copos, mais a almofada (não esquecer!) e ainda dará tempo para a a terapia? Sim, dá. E da reunião de hoje: não me posso esquecer o que quero perguntar, é melhor fazer uma lista. Já está feita. E é preciso ir buscar as revistas, comprar um aquecedor, buscar a rapariga, ir apanhar as águas. Tirar as moradas e preços da net, imprimir tudo, não esquecer de a levar, de telefonar a combinar a hora e local. Está tudo? Sim. acho que sim.
 
"A Mariana tem febre. Pode vir buscá-la?"

30 novembro 2009

casas-de-banho: questões e curiosidades

Pois eu, como muita gente, também às vezes ando por aí a pensar posts. ... que depois não posto e dos quais me esqueço.
 
Do post que se segue, ainda me lembro.
 
Ora bem, uma das coisas que me importunam (a par com a condução das ambulâncias) é as portas das casas-de-banho públicas abrirem para dentro.
Alguém sabe porquê? Porque é que uma pessoa há-de ter de se esgueirar para dentro de uma casa-de-banho e depois saltar por cima da sanita para conseguir fechar a porta, quando, se as portas abrissem para fora, tinha apenas de entrar?!
Uma hipótese que me foi dada é esta: se as portas abrissem para fora podíamos bater com ela em alguém que estivesse a passar.  Tem alguma lógica, mas será só por isso?
 
Ah, e uma vez uma rapariga disse-me numa fila para a casa-de-banho, como resto de um comentário mal humorado a um rapaz que lhe perguntou se ali era a casa-de-banho dos homens: "Que pergunta mais estúpida! A casa-de-banho das senhoras é sempre à direita e a dos homens à esquerda. Queria meter conversa e não arranjou desculpa melhor". Confere?
 
 

os canudos que já não há

26 novembro 2009

casinha


Nunca mais tenho a minha nova casa velha!
O cansaço que é viver num quarto, de novo em casa dos pais, ter me deitar todos os dias com a moça; não ter um sítio para ler um livro, não poder ligar o computador, porque ela está dormir. Ando a deitar-me cedo, a única coisa que tenho para fazer, e a sonhar com a minha nova casinha.

Amealho para as obras, entretanto.

Mas já me cansa esta esperança consecutivamente adiada.

23 novembro 2009

O novo corte de cabelo




Cortei-lhe de novo a franja. Acho que não ficou lá muito bonita (gosto mais de a ver com o corte despenteado), mas as pessoas têm dito que está gira.
Vou ver se a deixo ter um corte à menina nos próximos tempos.
Quando lhe corto o cabelo ela quer sempre cortar um bocadinho a ela própria. E eu deixo. Fico muito tensa no processo todo em que a tesoura se aproxima do cabelo e começa a fechar e os cabelo vão caindo. Mas desta vez não aconteceu nada de dramático.

19 novembro 2009

A minha primeira leitura

O primeiro artigo que me lembro de ter lido num jornal foi o da morte da Marilyn Monroe. Deve ter sido antes dos  meus 11 anos. Era uma folha meio rasgada, caída no quintal da minha avó, depois de ela ter estado a embrulhar ovos em folhas de jornal. Foi a primeira vez que li uma coisa que não era uma história. Até me lembro de ter estranhado ler tudo aquilo: a vida dela, os comprimidos, a morte agarrada ao telefone.E ainda assim, com 11 anos, aquela história de vida era fascinante. Marcou-me de alguma forma.
Uma outra notícia pequena no mesmo jornal era a de uma senhora que correu para apanhar o metro, ficou do lado de fora com o pé preso na porta, o metro arrancou e ela morreu na entrada no túnel. Esta notícia também me marcou.
 
Nunca me esqueci desta minha primeira leitura.

16 novembro 2009

Li num parapluie


"Merde, il pleut"

está a ficar grande

  • passa o passe no autocarro.
  • levanta a mesa (apenas o prato dela)
  • sabe usar o computador (poucochinho...)
  • lava os dentes sozinha
Só falta tomar o pequeno-almoço, para eu poder ficar a dormir aos domingos, em vez de me levantar às7h.

teatro miúdos

Na falta de imagens que passa por aqui resolvi colocar alguma coisa.
E arranjei isto: as minhas voltas culturais.
Por acaso, agora que olho para estes bilhetes dou-me conta que apesar de tudo sempre tenho saído um bocadinho.
É bom.
Mas gora gostava de encontrar um teatrinho para a miúda ver. Qualquer coisa que não fosse cara, nem longe de Lisboa, nem muito demorada. Ah, sim: e gira!
Já ouvi grandes elogios a "Ahistória de quem perde a sombra" no Chapitô, mas é para maiores de 6 e a senhora da bilheteira desaconselhou-me a ir lá com uma miúda de 3 anos que nunca foi ao teatro...
Por isso, tenho de acabar já com este entrave: há-de ir ver muito espectáculo (se ela quiser).
Há conselhos por aí?

14 novembro 2009

Peste&Sida

Ontem resolvi fazer aquilo que não tive oportunidade de fazer há 15 anos (na realidade, quase 20...): ir a um concerto de Peste&Sida.
Foi bom, muito bom até. Tudo ali me diverte: as músicas, as pessoas aos saltos, a forma como saltam todas ao mesmo tempo, o regresso ao passado, a Comuna, tudo.
Apesar de na realidade não ser uma coisa fenomenal, fiquei mesmo contente por ter ido.
Mas o tempo passa e quando salto e canto ao mesmo tempo perco o fôlego em 15 segundos...
 
É nas breves incursões ao passado que nos damos mais conta do presente.
 

13 novembro 2009

net

Um vídeo giro sobre a net. Eu gostei. Demonstra, de uma forma que nos faz pensar, na influência da net no nosso modo de vida.

http://www.youtube.com/v/6gmP4nk0EOE&hl=pt_BR&fs=1&%22%3E%3C/param%3E%3Cparam

09 novembro 2009

ambulâncias

De há uns tempos para cá a minha relação com as sirenes das ambulâncias mudou drasticamente.

Antes, quando ouvia uma sirene, tentava perceber o mais rapidamente de onde vinha a ambulância para lhe poder dar passagem sem a atrapalhar. E, tal como eu, muitas pessoas faziam o mesmo.

Mas como o passar do tempo, as ambulâncias têm ganho mais dinâmica e em vez de seguirem pela passagem que lhes é aberta por todos os outros condutores, fazem o seu próprio caminho: andam em contra-mão, passam sinais vermelhos, atravessam cruzamentos a alta-velocidade, etc.

Com tudo isto, o que me acontece agora quando oiço uma sirene é ficar cheia de medo e esperar receosa de onde é que vai aparecer de repente aquela carrinha a alta velocidade e rezar para que não embata em mim.

Ainda no outro dia, num cruzamento de duas avenidas largas, estava eu a passar com o verde (como é costume), oiço a sirene olho pelo retrovisores a ver se vem atrás (não vem), à frente também não via, e eis se não quando se ela materializa perigosamente entre os carros que estavam parados no cruzamento e atravessa a direito, sem paragens nem contemplações, mesmo, mesmo à minha frente. Foi por um triz…

 

Isto tem de mudar, se não passam a causar mais feridos que aqueles que salvam.

30 outubro 2009

perder o viço

Muitas vezes sinto-me como a flor do "ET", que murchava quando o ET estava doente e ficava viçosa quando ele estava bem.
 
Andava outra vez com energia e  vontade fazer coisas, mas hoje apercebi-me que a otite da miúda continua e, quando dei por mim, já estava de novo a arrastar os pés, a olhar para o chão de mãos nos bolsos e a falar só com monossílabos.
 
Um mês de otite é de mais! Três antibióticos de seguida (e estou para ver que o 4º ainda virá a caminho). Provavelmente será de 6 em horas, super-amargo, a ter de tomar depois de qq coisa. Tudo o que fôr para dificultar, virá. Havemos de ter mais consultas, mais operações, mais chatices... e mais doenças e mais problemas trazidos pelas novas tentativas de cura dos novos problemas.
É um suplício interminável...

29 outubro 2009

a minha banda sonora do momento

Desde que descobri que afinal sempre posso ter som no computador do trabalho tenho começado os meus dias com Samuel Úria. É tão bom...
A letra continua a ser uma coisa que não compreendo muito bem, mas gosto tanto de ouvir que não me procupo muito em saber o que é dito. Mesmo bom... o "Barbarella e Barba Rala". Espero poder investir uma das minhas noites de saída a ir ver um concerto dele.
 
Uma vez viu-o por acaso, no coreto do jardim da Estrela. Acabei de o ouvir, o concerto acabou e apanhámos um táxi. E no táxi deu a música! Até os camiões do lixo por que passámos tinham piada. O mundo fica logo diferente com banda sonora.
 

27 outubro 2009

Começaram novamente os problemas.
Deixei de ter força para as minhas batalhas.

21 outubro 2009

Aos sonhos

A batalha continua... mas sinto-me a perdê-la.

Há umas noites, depois de 4 dias (ou menos) sem comer chocolates tive o meu primeiro sonho de carência: numa montra de uma pastelaria havia croissants feitos com massa de chocolate, com recheio de chocolate e povilhados com chocolate. Ao lado estavam bolas-de-berlim com massa de chocolate, com recheio de chocolate e polvilhadas de chocolate. E ainda um outro bolo de massa de chocolate com recheio de chocolate e coberto de pepitas de chocolate.
Era a mais linda montra dos meus sonhos!...

Não cheguei a comer nenhum, porque demorei muito tempo a decidir e entretanto o despertador tocou. Vou ver se volta a esse sonho. Mas para isso terei de iniciar novo período de abstinência.

14 outubro 2009

batalha final: rabo 1 - marta 0

De há uns tempos a esta parte apercebi-me (de várias maneiras e em vários momentos) de que uma entidade estranha está a tomar conta do meu corpo.
Para que seja perceptível posso dizer que o meu rabo (ou o que era o meu rabo, porque agora é um corpo estranho) começou a crescer para outras partes do meu corpo.
 
Antigamente, havia uma parte do meu corpo a que eu chamava "rabo": começava logo abaixo das costas, terminando imediatamente antes das pernas. Era molinho e com alguns músculos. Fazia parte integrante de  mim: ia aonde eu ia, mexia-se quando eu me mexia... A bem dizer, não dava por ele.
Era facilmente identificável por mim e por qualquer pessoa: se houvesse uma foto minha de costas e se se pedisse a alguém para "delinear os limites do rabo da Marta", não havia que enganar.
 
Mas agora tudo mudou
 
Uma coisa mole, ondulada, cheia de tremeliques, ocupou o meu rabo e, como metástase, pretende abarcar toda a minha pessoa. 
O que antes era o meu rabo, tornou-se um organismo independente: mexe-se sozinho (dou um salto, e ele dá vários), começou a ocupar o meu corpo (cresceu para cima, surripiando um pouco das costas; e para baixo, "comendo" a parte cima das pernas), persegue-me para todo o lado, como um parasita, (quando me sento nalgum sítio, lá aparece ele, dos meus lados e atrás de mim, a aespreitar, cínico).
Todos os dias luto com ele: não me quer deixar vestir a roupa, recusando-se a entrar dentro dela e dificultando ao máximo o processo com a sua gigapresença; quando corro para o autocarro põe-se a fazer peso morto e a abanar-se só para me impedir de conseguir atingir o meu objectivo; no dia-a-dia aperta-me dentro da roupa de forma a sentir-me sempre desconfortável...
Enfim, a minha vida é um inferno.
 
Tenho medo de deixar de ser uma pessoa com rabo e passar a ser um rabo com uma pessoa. Tenho mesmo muito medo...
 
Por tudo isto decidi dar cabo dele. Iniciei o ataque e espero ter frutos em breve.
 
Desejem-me sorte.
 

13 outubro 2009

:)

Reparo que nos últimos tempos tenho sorrido muito menos. E nada mais documental que as fotos para provar isso mesmo: em quase todas as fotos em que apareço estou de trombas ou a pensar na morte da bezerra ou com olhos de carneiro mal morto. Enfim, sempre com uma ar de cachorro triste, mas sem o charme do bicho.
Razão pela qual decidi postar este milagre: estou a rir! E nem é de propósito!...

09 outubro 2009

A Direita está podre

Primeiro o ombro, depois um herpes e agora um treçolho no olho direito.
Não há (1/2) corpo que aguente!

07 outubro 2009

horários

Ainda andamos a ver se conseguimos acertar horários e fazer uma gestão do tempo que dê para que nós as duas acabemos o dia bem-dispostas. Não tem sido fácil. Quer dizer, acabar o dia bem-dispostas ainda vai, mas começá-lo da mesma maneira parece que já é impossível.
Sim, a prioridade agora terá de ser dispôr como deve do nosso calendário.
 
A ideia que tinha de que viver uns tempos em casa dos pais era ter mais tempo livre, mais calma e sossego, revelou-se completamente errada.Parece que não há tempo para nada nem forma de o arranjar. Até tenho medo de pensar como vai ser quando voltarmos a ser só às duas... Não sei se a miúda se habitua a aturar-me de novo 24h por dia.
 
 

01 outubro 2009

Apetece-me livros e leituras e coisas com letras impressas em papel ou que partem daí.

21 setembro 2009

tchanan!!!

Hoje a Mariana vestiu saia por vontade própria!!!

16 setembro 2009

escola nova

Foi apenas o segundo dia na nova escola e já sabia qual era sala dela, onde era o cabide, deu a mão à auxiliar e quis ir ter com os meninos.
Só eu é que tive dúvidas, receios e lágrimas.
Espero que me passe e que aceite a minha escolha tão bem como ela.

08 setembro 2009

ainda a escola

Ainda estou indecisa, mas ela já começou as aulas e está toda contente.
Vou ver se na próxima 2ª ainda dou um salto à outra escola, para ver se clarifico de vez as minhas decisões.
Gostava que a escola fosse como foi a minha: um espaço grande, onde podíamos correr e jogar à bola. No fundo, ela acaba por estar todos os dias fechada em apartamentos e não tem liberdade de movimentos - pode sempre partir qualquer coisa.
 
O espaço, para mim, é fundamental. Não sei se para ela também. Acho que deve ser.
 
Esta é uma das alturas em que gostava mesmo de poder conversar com ela e pedir-lhe a opinião.
 
 

02 setembro 2009

Indecisíssima com as escolas

... onde é que hei-de inscrever? Escolho o ao livre e o campo ou a proximidade de casa, o resguardo do já conhecido ou o estímulo das coisas novas, penso que no futuro é para manter ou para sair de lá, o público ou o privado? A certeza de ser bem tratada ou a incerteza de o poder ser ainda mais?
 
Devia ter visitado todas as escolas o ano passado, mas só agora o faço. A que gosto mais é nova, com obrigatoriedade de apanhar transportes, pública, com um pátio espectacular com parque infantil novo, e uma zona de mato genial onde têm horta e jardim.
A mais segura é do ano passado: IPSS, perto de casa (quando fôr para a nova casa), sei que é bem tratada e que gosta, mas é num apartamento, minúscula, sem nenhum espaço exterior.
 
 

01 setembro 2009

um bom dia

Dei uma vista de olhos pelo Público on-line e hoje pareceu-me um bom dia: a Rússia pediu desculpa à Polónia pela II Guerra Mundial e na Guatemala ocorreu a primeira condenação por crimes praticados durante a guerra civil.
Em geral os jornais não me interessam, não dizem nada de novo - a História repete-se de uma maneira tão assustadora que parece que só andamos às voltas, para irmos dar sempre ao mesmo sítio. Estas duas notícias deram-me a esperança de avançarmos em espiral - apesar de andarmos às voltas, no final de contas sempre vamos evoluindo um bocadinho.
A notícia da Guatemala então: não mete ninguém conhecido, nem um USA, nem um europeu; apenas um guatemalteco mau e poderoso (que há aos pontapés), meia dúzia de camponeses mortos (aos milhares), uma família maia a pedir justiça (devem ser todas) e os jornalistas deram-lhe a importância que ela merecia! Fico contente com o facto.
 

22 agosto 2009

banhos




Aos poucos vai passando a sua fobia anual de banhos. Hoje até já nadou sozinha na piscina, depois de quase duas semanas sem sequer pôr o lá o pé.
Este ano as férias* têm sido todas no mesmo sítio, sem grandes viagens, algumas visitas e alguma praia (passados 15 dias uma pessoa farta-se de não sair de casa).
A miúda está gira, morena e com mais vocabulário. Pouco ou nada chata. UAU!!!

* Férias?... É mais "a creche está fechada". O meu conceito de férias implica fazer aquelas coisas que durante todo o ano planeamos, mas que só temos a possibilidade de realizar nas férias. Não é bem isto. Para o ano será diferente.

09 agosto 2009

...

Cá estamos, de férias. A mariana levou novo corte de cabelo, mas ainda só fiz meia cabeça - sempre fashion!

05 agosto 2009

tributo ao karaté kid




Várias vezes, durante as tarefas chatas e extenuantes que são lavar janelas, decapar paredes, lixar reboco, encerar o chão e afins, quando começo a ficar verdadeiramente farta daquele trabalho hercúleo, há uma pequena reserva de energia em mim que se lembra do karaté kid e do tanto que ele esfregou para se tornar um grande karateka capaz de dar um pontapé apenas com uma perna. Nestes momentos, a frase do mestre chinês "wash in, wash out" inspira-me para o que ainda falta e durante breves segundos fico a pensar que ainda me hei-de tornar uma ágil "kungfoca"


31 julho 2009

último dia

Hoje ela fez 3 anos, a minha estadia nesta casa 4 e cá continuamos.
Parece difícil sair daqui. Amanhã vem cá a minha irmã e cunhado ajudar-me nas pinturas e tenho a casa tão mal preparada. Queria pegar no frigorífico e mudá-lo de sítio, mas não consigo levantá-lo um degrau com as coisas lá dentro e tenho imensa preguiça de tirar tudo. Também devia desmontar o sofá, mas agora apetece-me deitar-me lá em cima.

A festarola da miúda foi um passeio no parque. Foram lá as tias e primos e um amigo que podia (o resto ou está a trabalhar ou de férias). Foi fixe, embora tivesse comprado um bolo de bolacha que me deixou um bocadito mal. Mas foi tudo bom. Simples e bom.
Normal, no final de contas.

Tenho sono. Vou para o sofá enquanto ainda se presta a isso.

Há meia-noite tenho de testar se sempre me suspenderam a net por três meses.

30 julho 2009

chuva de verão

Ainda não saímos de casa. Isto está difícil!
Mas já fizemos o contrato de arrendamento. A Mariana também já ficou sem cama e hoje dormiu no sofá. Dormiu bem, mas de manhã quis logo que arrumasse o sofá no sítio.
De manhã, pus mais três caixotes no carro e enquanto os arrumava tive de aguentar as cuspidelas do arrumador (que não é mau, mas é uma seca descomunal). Enquanto senti os pingos da saliva dele a cair em cima de mim e me esforçava por sair daquela chuva o mais rápido possível, consolava-me "Só mais dois dias e nunca mais o aturo" IUPIII!!
 
 
 
 

29 julho 2009

reflexões à meia-noite

Acho que hoje, ou amanhã, é o meu último dia nesta casa.
É estranha esta despedida, o sair daqui e ir para casa dos pais outra vez. A casa nova.
Mas na realidade, não sinto saudades e acho que não vou sentir.
Não sei porquê, e só reparo agora, esta casa sempre me pareceu uma etapa. O meu comportamento em relação a ela foi sempre "estragar o menos possível porque um dia vou vendê-la e tem de estar em bom estado" e por outro lado "não investir nela porque um dia vou vendê-la e estou só a perder dinheiro". É como passar do 12º para a universidade: por muito bom que tenha sido,  ninguém permanece no 12º. A lógica do 12º é a universidade (ou os cursos profissionias ou lá o que é).
Acabei por apenas alugar, mas até gosto mais assim.
Se tudo correr bem, e eu morrer nova*, a Mariana sempre há-de ter aqui uma fonte de rendimento. Conheço várias pessoas que recebem rendas de casas que foram dos pais ou dos avós e isso dá-lhes não só segurança, mas também liberdade de não se prenderem a trabalhos que não as realizem e arriscarem outros sem ter de pensar imediatamente na sobrevivência diária.
O dinheiro é uma prisão.

Relativamente à casa nova: ainda estou para ver se sempre existe. Começo a desconfiar que as coisas não vão correr bem. E desconfio apenas porque o resto da vida vai correndo bem e nunca nada é total. Normalmente, muitos planos baseados numa só coisa correm mal. A coisa não acontece e tudo o que fizemos em prol dela perde o sentido e a utilidade.

Vamos ver.

Daqui a dois dias a maluca faz anos. 3.

Estou com sono e isto está a ficar confuso.

* quer dizer, enquanto eu for viva a fonte de rendimento há-de ser minha. Por exemplo, quando ela tiver a minha idade: a mim sabia-me bem ter dinheiro a entrar sem grande esforço da minha parte. 

27 julho 2009

pré-saudades do bairro

Agora quando me passeio no bairro que vou deixar tenho cada vez mais pena: encontro pessoas conhecidas nos cafés, no parque infantil, no supermercado. Há lojas abertas a toda a hora, fruta boa em imensas mercearias, pessoas que oferecem doces à Maluca a toda a hora.
Já me despedi do senhor que guarda a capela, depois hei-de dizer adeus à senhora Maria do café, às minhas vizinhas, ao segurança do Centro de Saúde. E tenho pena de todo o pessoal que conheço e que mora ali e que não aproveitei. Espero que no bairro novo tenha mais tempo para isso (acho que sim, é tudo mais perto: creche, trabalho, avós, fora-de-Lisboa)
Espero que os novos inquilinos aproveitem bem o bairro: eu acabei por não aproveitar muito e acho que vou ter pena de sair de um sítio com tanta vida.
A casa com menos móveis fica bem mais agradável e depois de pintada vai ficar espectacular. Já fiz chaves do correio e tudo para lhes dar.
Espero que seja uma boa relação: só oiço histórias horríveis de inquilinos e fico com um bocado de receio que me destruam a casa toda.
 
Enfim, às vezes acho que esta história de mudar de casa foi só uma maluqueira que me deu de repente e que levei a sério. Sinceramente, ainda não sei mesmo porque é que estou a sair de lá.
 
Ah,  e ontem, finalmente, a Miúda comentou o facto de termos só metade dos móveis em casa - estava a ver que nem ia dizer nada.
E também não sei como é que depois destes próximos 3 (ou mais) meses em casa dos avós a vou conseguir levar para a  casa nova (que felizmente será bem mais perto da creche e dos avós).
 
Vai correr tudo bem!
 

22 julho 2009

Do fundo do meu baú

No meio das arrumações da casa, volto aos velhos cadernos do secundário onde em geral expresso o meu descontentamento por tudo em particular: menosprezo a turma toda (praticamente), digo que tudo é uma merda, falo sobre morte e suicídio e escrevo umas historietas que parecem saídas dos Novos contos do Gin Tónico.
 
Era uma vez um cão e um livro de filosofia.
O livro disse ao cão:
- És mesmo estúpido!
O cão respondeu:
- Estúpido é quem te fez as orelhas...
 
(esta é citada de memória: há muitas mais)

19 julho 2009

pacotes




Estou livre!

Depois de tanto trabalho sabe bem saber que nunca mais (???) vou chegar a casa e ter milhentas coisas para fazer. Para festejar esta nova liberdade, fiquei em casa a empacotar sob este sol tórrido que só convida à praia.
Mas espero fazer as mudanças antes, para depois poder ter uns dias de férias seguidos, sem ter de de voltar a Lisboa por causa da casa.


Lá vou empacotar mais coisas...


A Mariana queria ajudar, mas tem medo do adesivo.




08 julho 2009

stress

stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress, stress

vou buscar a Mariana, vamos ao parque apanhamos pinhas, encontramos umas pedras, partimos os pinhões e comemos.
eu dou voltas de barriga e subidas de frente numas barras, ela corre descalça pelo caminho.

chegamos a casa com as mãos sujas de resina

06 julho 2009

a vida é sempre a andar

Tudo se aproxima a passos rápidos e assutadores:
  1. reforço da casa (e o medo de ser burlada)
  2. início do congresso (e descobrir tudo o que está mal feito)
  3. apresentação da comunicação (que ainda não está feita)
  4. aluguer da casa (com as mudanças de móveis e o arranjar as coisas)
  5. um provável esgotamento físico...

mas também se aproxima:
  1. o fim do congresso (e paz)
  2. o facto de ter apresentado uma comunicação num congresso (e a realização de um objectivo)
  3. ir para casa dos meus pais (e a despreocupação com o aluguer a minha casa)
  4. escritura (e a casa nova com uma varanda espectacular)
  5. o verão (e o descanso e o início do início de novos projectos)

05 julho 2009

04 julho 2009

quero silêncio...

Resolvi, pela primeira vez, telefonar à polícia por causa de um carro de porta aberta com o rádio alto.
Não é que, para me fazer sentir mesmo picuinhas, o camião do lixo e um helicóptero resolveram juntar-se à festa?!

01 julho 2009

inquilino encontrado?

Tive a minha primeira visita à casa: uma rapariga muito simpática que gostou muito da casa. Vai falar com o namorado e depois dá-me uma resposta.
Ainda vou deixar mais umas pessoas verem a casa, mas gostei dela.

Gostava de deixar a minha casa em boas mãos...

Vamos lá ver como isto corre.

26 junho 2009

a roda viva

Ando nervosa com tudo. Já tenho pouca unha e depois não consigo abrir embalagens, espremer borbulhas e mesmo folhear livros é mais complicado.
E como ando nervosa há cada vez mais borbulhas (não espremíveis). Cada vez, também, mais coisas para fazer, mais dúvidas, mais indecisões e também decisões indecisas (que é do pior!).

Sempre a dar recados, a contabilizar os minutos para isto e para aquilo, a gerir o horário para conseguir economizar tempo e espaço e meios.

E depois, sempre a esquecer-me disto e daquilo.
De forma que continua quase sempre tudo por fazer.

25 junho 2009

De repente...

... a miúda já tem escola para os próximos 10 anos
... nós já temos promessa de uma casa nova.
 
 

23 junho 2009

reveses

No outro dia fui ao bike tour. Contente por ter de novo uma bicicleta, embora triste por não poder ter ainda uma cadeira para a Maria maluca. A tour é um passeio muito lento, em que a maior prova é uma pessoa equilibrar-se em cima da bicicleta quase parada e conseguir não ir de encontro aos outros 7499 ciclistas.
Depois do passeio fui pôr a bicicleta dentro do carro. Recusei a ajuda de um amigo, porque sei que é uma coisa que vou ter de fazer sempre sozinha, por isso era bom começar a treinar.
Foi um bocado complicado: tive de mudar a cadeirinha da miúda, ela atirou a bicicleta ao chão, não cabia assim, depois não cabia assado, a miúda no meio da estrada, etc... Lá consegui realizar a tarefa e arranquei. A Mariana adormeceu passados 20 metros e eu, passados uns 2 minutos apercebi-me que não tinha posto a roda da frente dentro do carro - tinha-a deixado encostada ao pneu da frente. Voltei atrás, furiosa, desesperada, desanimada, a pensar que não tinha mesmo jeito para possuidora, que eu não nasci para ter coisas: quanto menos coisas tiver, mais feliz fico.
Enfim...
Cheguei ao lugar onde tinha deixado a roda e já lá não estava. No mesmo lugar estava outro carro estacionado. Fui falar com o segurança do prédio onde tinha deixado a bicicleta à tarde e ele não viu nem sabia de nada.Aconselhou-me a ir ao café em frente perguntar se alguém tinha entregado uma roda: nada!... Pedi um papelinho e deixei recado no carro que estava estacionado.
Cheguei a casa muito desanimada. Carreguei a mariana para cima, mais dois sacos de compras, mais dois sacos de tralha e mais uma parte de trás de uma bicicleta nova em folha.

Cheia de calor e desânimo já não consegui dormir, embora me soubesse cheia de sono.

Atalhando, pouco tempo depois ligam-me a dizer que têm a minha roda, o segurança vai buscá-la e diz que a guarda até eu a ir buscar, fui no dia seguinte (o segurança era outro, mas também muito simpático) e feliz com estes reveses que depois tornam à normalidade (tal como o da multa das finanças) fico cheia de fé que a minha casa preferida sempre me venha parar às mãos. Andei alegre dois dias e compensou: posso ter novo a oportunidade de ter a bendita casa.

Enfim, reveses que se resolvem, pessoas em quem se pode confiar, uma casa espectacular para nós. Vamos ver se continua tudo assim: normal e bem disposto.

22 junho 2009

tendência de Verão: galochas

A menina, que não gosta de saias, de vez em quando em casa dá-lhe para me pedir para lhe vestir umas e acompanha sempre com as galochas.
Fica um espectáculo! Depois dá umas voltas em alta correria pela casa.
 

17 junho 2009

IES/DA

Às vezes parece que o mundo, inteiro, está contra nós. Mas às vezes parece que está a nosso favor.
Hoje, cheguei às Finanças para perguntar se o meu maldito impresso IES/DA estava bem preenchido (isto depois de muito sofrimento meu, quase depressão, choro em frente às palavras incompreensíveis dos impressos e a impressão de que iria à bancarrota por não compreender aquele discurso, de perder tempo do meu trabalho e o tempo dos meus colegas e amigos), como dizia, fui pedir que me verificassem o bom preenchimento da coisa. E a resposta foi: já não precisa de entregar. Espantei-me, retorqui: mas ainda a semana passada estive aqui e disseram-me para preencher, pagar multa, declarar. A senhora responde com um sorriso: o comunicado é recente, de 6 de Junho.
E olha, pareceu-me mesmo que tinham mudado as leis por mim - viram o meu desespero e pronto: simplificaram.
Gostei.
Mas tenho pena do tempo perdido e vamos lá ver se devolvem mesmo o dinheiro e se é mesmo para não entregar. Só daqui a uns dois ou três anos é que vou saber isso, porque é séculos depois que eles se lembram de nos pedir as coisas.

Mas entretanto fica esta boa sensação de que o mundo gosta de mim...

15 junho 2009

santo antónio

Fez mais coisas, mas comer caracóis foi repetido.

09 junho 2009

isto passa

Multas das finanças, mais um vidro do carro arrombado, uma casa que queria reservar e já tinha sido vendida...
Mais ainda a marcação de consultas e filas de espera em diferentes hospitais e nas finanças e etc... resultam nos dias sem grande piada e a impressão de que o mundo está contra mim.
Não contra mim em exclusivo, mas dificulta-me muito a vida e não me permite estar não cansada: chovem-me sempre em cima chatices burocráticas e dispendiosas, que me retiram o tempo que eu sempre pensei que ia usar de uma forma agradável.

Enfim...

Parece que estou quase a conseguir preencher a declaração anual de iva, talvez só sonhe com o carro roubado mais umas ou duas noites e até pode ser que entretanto apareça mais uma casa-milagre (mas desta vez reservo logo, independentemente do grande respeito e consideração que tenho de ter para com os meus pais e pela necessidade a que isso me leva a não tomar decisões sem a opinião e aval deles).

29 maio 2009

Gostei da casa de hoje.

Com:
  1. sol
  2. quintal
  3. tábua corrida
  4. 1º andar
  5. e com amigos e família à volta.
Será que me vou render ao aconchego do bairro? Procurava ter o meu bairro, mas acho que o meu bairro nunca deixou de ser o meu bairro. Fui lá hoje ver uma casa e nos 3 minutos que fiz a pé encontrei 3 pessoas, despachei 2 recados e ainda almocei com a irmã e sobrinho. Isto é um luxo ou não é? A 10 minutos a pé do trabalho. É um luxo ou não é?
 
Quanto mais casas vejo mais perdida fico, mas talvez, no meio da barafunda, em vez andar em círculos ande em espiral e talvez chegue a algum lado.
 
Mas lá grande é que a casa não era e o cheirinho do prédio deixava muito a desejar.
E a vizinhança social?... É preciso investigar.
 
Curiosidade
 
Naquele mesmo prédio morou uma senhora que foi a mulher-a-dias dos meus pais durante muito tempo. A Rosa. Mas ela morava no vão da escada. Lembro-me de achar a casa muita gira porque tinham um beliche que era ao mesmo tempo um quarto. Também me lembro que não gostava de fazer chichi lá porque não tinham casa de banho e a sanita era encostada ao fogão, sem divisórias!!!

My de Myslovitz


<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u5sHldnP6NU&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/u5sHldnP6NU&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Nesta música conseguia perceber umas frases: "Mas tu conheces-me bem, sabes tudo sobre mim" ... e acabou-se. Depois ainda diz "sei" e "tudo" e mais outras coisas que reconheço e milhentas que não.

Ale ty, ty mnie dobrze znasz, wszystko ("tudo" uma palavra que me custou muito a conseguir ler) o mnie wiesz

I nawet kiedy bede sam

Aqui está o link  de uma música que de vez em quando me vem à cabeça, sem saber porquê.
A piada é que eu sei o refrão - sei cantá-lo, não percebo muito bem o que digo, qualquer coisa como "este é o meu mundo" e depois não sei mais.
Mas lá vou eu a andar na rua, o vento bate-me na cara e de repente: estou a cantar polaco!!!!
É extraordinário.

A história desta música

Num inter-rail, na Roménia, eu e a minha amiga Rita conhecemos um rapaz, que como todos os polacos, se chamava Przemek. Continuei a comunicar com o Przemek pelo messenger e fui aprender polaco numa altura. Para ajudar na aprendizagem pedi-lhe músicas polacas e ele enviou-me um CD de Myslovitz que na viagem de correio de superfície se riscou e ficou só com metade das músicas. A primeira era esta. Também trazia as letras e como eu estava a tentar aprender polaco esforcei-me um pouco, mas só cheguei ao refrão. 
Tudo isto por volta de 2002.
Ora bem, tantos anos e tanta vida passada e, PLOSH!, lá vem o refrão à cabeça, assim do nada sem eu sequer saber que o sabia. Parece paranormal!...

Uma curiosidade sobre esta música

Uma vez, no Museu da Rádio, onde andava a fazer investigações para o meu documentário, a directora do Museu ligou um rádio antigo para mostrar-nos que ele ainda funcionava. E que ondas sonoras saem dali? O I nawet kiedy bede sam, mas em inglês. Mais um facto extraordinário!!!

Final da história do Przemek

Alguns anos mais tarde voltei à Polónia com a ideia inconsistente de que ia aprender polaco.
Já que estava nesse país, combinei encontrar-me com os dois Przemeks que conhecia. 
Com o da música foi horrível. Não sei porquê ele começou a irritar-me e depois eu já não consegui parar de estar irritada. 
O rapaz só falava comigo em inglês. Fomos escalar para um sítio muita giro, mas choveu e tivemos de ficar dentro de uma tenda minúscula sem nada para fazer. Ainda consegui, com imenso esforço, arrastá-lo à procura de um café. Ele insistia que não havia nada, mas eu via pessoas a passar com pães e garrafas e frutas e dizia que haveria de haver qualquer coisa (qualquer mercearia era melhor que o pequeno calhau onde estávamos abrigados). Insisti muito e saímos dali. Havia um bar!!!! Bebi umas cervejas e comecei a falar sozinha em inglês. Para todos os efeitos parecia que conversava com ele, mas como ele não percebia nada do que eu dizia eu tinha plena consciência de que estava a falar sozinha. Mas fiquei muito mais feliz ali do que debaixo do calhau ou dentro da tenda. 

Uma outra lembrança sobre esta música

Quando estava na Polónia a fazer que aprendia polaco, os Myslovitz foram tocar num parque que havia ao pé das residências. Ou porque os dias da semana em todas as outras línguas me são complicados (viva os números ordinais femininos!) ou/e porque sou pouco motivada, perdi a oportunidade de cantar esta música em coro com uma multidão de Przemeks e Agneskas (elas são assim que se chamam).

27 maio 2009

Ah, pois, muda!

Eu podia falar sobre três coisas diferentes:
1) casas
2) mariana
3)

Sobre casas, começo a saber o que quero e ao mesmo tempo de me fartar de ver. Neste momento tenho outras coisas para fazer e esta coisa da casa cansa muito. Comecei a ver casas na mesma altura em que comecei a trabalhar mais uma hora por dia. Uma hora por dia são 5 por semana que são 20 por mês. Com estas 20 horas, antes!, eu podia tirar três dias de férias!!! E agora é só trabalho: uma chaga e uma seca!...

Sobre a miúda-maluca: já percebi (já tinha percebido) que sem sono feito não dá: tanto ela como eu precisamos de dormir para sermos mutuamente suportáveis. Assim, desde há um mês para cá começámos a levantar-nos mais cedo (tb fruto da mudança de horário laboral) e deitar mais cedo (pelo menos ela). Esta semana falhámos. Começámos a falhar domingo e fomos por aí fora.
A minha paciência esgota-se, pontualmente, às 22h20. A partir das 22h20 não tenho paciência e transformo-me em má mãe. 
... a não ser que... beba uma cerveja. Aí sim, ficamos as duas dançar na sala, a fazer ginástica e desenhos e tudo o mais que lhe apetecer. Fico uma mãe espectáculo (digna desta miúda). Mas isto incomoda-me. 
Há já muito tempo que não bebia uma cerveja para estar na boa cá em casa. Hoje fiz isso e na verdade é um "facilitador de vida"*. É tudo mais fácil e mais alegre e bem disposto.  Mas não queria que se tornasse numa bengala que eu uso sempre que a minha paciência se esgota (ou está à beira disso). Enfim, é para pensar.

Sobre o último assunto: devia ser realmente muito interessante, porque depois deste testamento ainda não me lembrei do que era.

* como nos anúncios da EPUL  

isto muda

Nada para dizer, mas vontade de ver as letras a mudar no início. Para fazer de conta que há acção e pensamento.

23 maio 2009

Ai esta história da casa…

Como diz a Mariana: "nã sei".

Parece-me que encontrei uma casa potencialmente fixe. Mas será? Há melhores ao meu alcance? Tenho de ver todas as casas? Todas?!

Se por um lado acho que a casa é boa, por outro tb consigo ver que é feia. Mas é um feio que não me chateia por aí além. A zona: calma, perto do Hospital da Estefànea, longe do metro, com parquímetros.

A melhor coisa da casa é o terraço. E o chão em tábua corrida. E uma cozinha e casa-de-banho tão feias que só as posso melhorar. Os quartos … pequenos; em contrapartida, potencialidade para uma sala gigante.

A casa-de-banho é exterior, mas com a possibilidade de um dia num futuro pô-la interior e ficar com um jardim de inverno espectacular (só para não lhe chamar a tão banal "marquise"). Imagino montes de flores e plantas (salsa e coentros, uma buganvília). Até uma máquina de costura.

Estar no terraço até tarde, convidar amigos e família e os jantares a prolongarem-se sem ninguém ter vontade de sair.

Será que a casa comporta esta imaginação?

19 maio 2009

Ver casas cansa

É por isso que não conto nada: andamos a ver casas. Ao princípio cheia de vontade, agora já sem nenhuma. Mas sempre entusiasmada pela próxima.
Devia deixar isso para o ano que vem. Mas depois de uma ideia entrar na cabeça, demora algum tempo a sair por vontade própria.
 
Que me fizessem pensar em mudar de casa, só uma. Da qual depois soube que o vendedor/construtor/empreiteiro era um intrujão e, quando fui ver se a zona era calma à noite, ia andando à tareia com um bêbedo. Foi depois disto que perdi a vontade de me mudar.
 
Agora ando ao ataque na Estefânia, numa rua que tinha pensado ser boa para mim. Ia lá hoje ver uma casa, mas a angariadora não sabe onde pôs a chave.
Entretanto, marquei visita para o andar de baixo... com terraço!
Adorava ter um terraço, para depois ter um cão.
 

14 maio 2009

trá lé lá

De vez em aundo lá oiço a miúda a cantar uma música que reconheço - "Olha a bola, Manel" é uma delas.
Gosto mesmo de a ouvir cantar...

13 maio 2009

passeios

Ontem fomos à procura de uma loja na zona do Castelo. Acabei por encontrar a loja (fechada) depois de andar na mesma rua para cima e para baixo durante 20 minutos (o espantoso é que era uma rua com pouco mais de 50 metros).
Resolvi depois que iríamos apanhar o 28 (para aproveitar o pitoresco eléctrico lisboeta antes de mudarmos para outra casa). Antes do eléctrico, como boas turistas, fomos às vistas: miradouro de Santa Luzia, Cerca Moura e por ali.
Ao pé da Cerca Moura estavam uns rapazes a andar de skate. Reconheci um deles e fomos lá conversar. Enquanto a Mariana passeava de skate em skate, sempre acompanhada por alguém que lhe dava a mão e a levava na direcção em que ela apontava, eu conversei quem eu conhecia, que me perguntou o que é que era agora mais fácil com ela. E eu respondi: "É isto." É poder passear com ela, conversar com as pessoas, vê-la a dar-se bem com toda a gente e toda a gente a gostar dela - é fazermos coisas juntas, que é o que é mesmo giro em ser mãe, na minha opinião.
Regressámos no 28, já tarde, (sim, porque andar de skate é muito melhor que ir para casa com a mãe) com a barriga a dar horas e um friozinho no corpo.
 
E, no meio disto, lembrei-me dos meus passeios de há muito tempo, a que eu chamava "passear ao sabor dos semáforos" e que consistia em ir andando em frente até um semáforo vermelho me obrigar a virar para algum lado. Nestes passeios só começava a regressar a casa depois de encontrar alguém conhecido. Houve uma vez (uma única) em que passado umas 3 horas não tinha encontrado ninguém. Já estava a ficar desconsolada, de maneira que quando vi passar num descapotável aguém da TV achei que chegava para cumprir o critério de regresso. Comecei o regresso a sentir que tinha feito batota, mas para salvamento do espírito do passeio, ainda encontrei alguém conhecido com quem não pude conversar muito tempo porque a fome e o frio apertam depois de 3 horas de caminho.
 
Conclusão, gosto de poder voltar a estes "passeios-até-encontrar-alguém-que-conheça" e gosto ainda mais de ter esta Miúda-Espectáculo a acompanhar-me.
 

05 maio 2009

pior a emenda que o soneto

Resolvi cortar um bocadinho do cabelo da Mariana atrás. Cortei pouco a pensar se não deveria cortar mais.
Enquanto varria os cabelos do chão oiço aquele silêncio que precede o disparate. Chamo "Mariana!" e oiço-a correr daquela forma que anuncia que o disparate já foi feito.
Quando a encontro vejo que deu umas tesouradas rentes do lado direito. 
Ela ficou super contente, orgulhosa dos seus dotes de cabeleireira, e eu ria-me às gargalhadas.
Resolvi aparar mais um bocado para lhe dar um ar mais homogéneo e, confesso, foi pior a emenda que o soneto.

Amigos e familiares: preparem-se!

04 maio 2009

menos casa

Ó pá, lá se foi mais uma casa que eu queria ver...
Isto afinal vende-se bem...
 
Bom, mas para animar aqui fica uma imagem do fds. Ou melhor, duas.
Numa ela está com um cão branco que apareceu por lá. De manhã estava ao pé das nossas tendas e durante o dia a dormir aos nossos pés.
 
A outra é da Maria-Maluca a ajudar: gosta de puxar a corda e diz "cuidado, cabeça" e afasta-me da parede para eu não apanhar com a corda. Uma fofinha!

30 abril 2009

À espera do Marujo


No meio dos textos de teatro do séc. XVIII os meus colegas encontraram um texto que fala de uma jovem que só queria estudar e não tinha interesse pelo casamento e a quem o pai queria arranjar noivo. Ela não se interessou por nenhum dos pretendentes que o pai lhe arranjou.
Mais tarde, ao despoletar um fogo ela desmaia, e acorda nos braços de um Marujo, com quem se casa posteriormente.

O parecer da Censura da altura foi este:
O entremez que tem por título, A Dra. Brites M., eu o acho por uma parte demasiadamente muito chulo e indecente, e por outra nada instrutivo, e ao mesmo tempo com pouca graça. Pelo que julgo indigno de se imprimir.

Lisboa, 27 de Maio de 1771

Mais tarde foi publicado (daí o facsimile).

29 abril 2009

uma das fotos que se perdeu no caminho e agora se encontrou

Fotos dos nossos passeios

Mexilhoeiro

Envendos

Reguengo do Fétal

Havia mais fotos, mas não sei porquê não foram aqui postas e já tentei tantas vezes que me canso.

Até havia fotos com mais alguma coisa além de rocha, mas esta rocha é mesmo gira não é? E as nuvens, hã? E as árvores? Verdinhas, bonitas, a tremelicar o vento - natureza portuguesa deslumbrante.

Em cima um pouco de mar, no Mexilhoeiro. Aos anos que lá vou e, quando fica calor, digo sempre "Para a próxima trago um fato-de-banho". Nunca levei. A Mariana ainda há-de lá mergulhar antes de mim.



28 abril 2009

espiel

Isto agora têm sido fins-de-semana de seguida de actividade: um já foi, outro está para vir e depois já estão marcados dois seguidos de trabalho. De forma que desejo, pelo menos hoje, depois posso mudar de ideias, que chova a 23 ou 24 de maio para poder ficar sossegadinha em casa com a minha filhota a fazer bolos de chocolate (comprei uma forma de silicone no outro dia a pensar naquele bolo de chocolate muita bom que fica tipo mousse no meio e ainda não a estreei).
 
Por outro lado, é muito bom ter os fins-de-semana todos cheios de actividades: a falta de programa é uma coisa de que me queixo desde os 15 anos e é bom saber que começo a conseguir ultrapassá-la. Mas também cansa combinar. Agora parece que está tudo a andar. Vai ser giro!
 
Vou mesmo realizar um sonho: ir escalar um fim-de-semana a Espanha. Já o fiz duas vezes, mas há lá tantas escolas, que é sempre um sonho lá ir. Espiel ficará (caso tudo corra bem) como um sonho realizado e depois posso passar a sonhar com outros nomes: Pedriza, Gredos, Mascún e sei lá que mais.
 
E com a chavala atrás, hã! Isso é que é de sonho!
 
 

Está aprovada!

Depois de mais um fim-de-semana de acampamentos, mala às costas, a desbravar mato, caminhar sobre cascalheiras e rocha, a Miúda-espectáculo comprovou que é realmente uma Miúda-espectáculo: portou-se muito bem (tirando uns momentos de choro e birra de sono, facilmente olvidáveis).
A verdade é que eu acho que ela se porta muito bem e que dá para levá-la para todo o lado, mas depois não tenho muita vontade de aturar outros miúdos. Não percebo. Gostava de ser mais amiga, mas na realidade, parece que a minha disponibilidade se esgota com ela.
Também sei que é porque já a conheço e tenho consciência das limitações e comportamentos dela, e assim consigo antever alguma coisa.
 
Os outros miúdos parece que dão sempre mais trabalho.
 
Pensando bem, nem por isso. Já estive com mais miúdos e correu bem.
 
Olhem, o que sei é que cada vez fazemos mais coisas juntas e com menos trabalho. E apesar de saber que com ela há limitações, as limitações são cada vez mais limitadas.
 
Um beijinho para a Espectáculo!

24 abril 2009

indie

Parece que ontem foi o dia em que aproveitei mesmo a ausência da miúda: abertura do indie, com cocktail à pala e ida ao maxime. Nunca tinha ido ao Maxime: é um espectáculo! Além do mais, ia com a perspectiva de ir sozinha e acabei por estar o tempo todo acompanhada e e encontrar pessoas e tudo isto me fez lembrar os velhos tempos de saídas à noite: senti-me viva!
Fico surpreeendida como as pessoas (assim, aos montes) me deixam satisfeita: gente aos montes e dizer "olá" a este, "como estás" àquele e dizer parvoíces durante um tempo sem fim e falar com alguém sobre o brasil e com outro sobre legendagem e, noutro lado, o tópico é o filme que se foi ver. É um espectáculo!
 
O filme tinha um sentido de humor que eu gosto muito: leve, incisivo, crítico sem ser escarninho. Revela o interior e algumas fraquezas e força das pessoas - dá-lhes uma aura de loucos visionários, que nos cria a vontade de ao polo sul...

22 abril 2009

Casas

Ando a pensar em casas. É sempre uma boa coisa para nos distrairmos de tantas outras coisas.

Gostava de conseguir pôr na minha cabeça o que é importante para mim:

- perto do metro

- numa rua calma

- com comércio local

- mais próximo do trabalho e das escolas que me interessam e dos meus pais

- zona sem indigentes

- com sítio para estacionar

- prédio com vizinhos

 

Reparei agora que em relação à casa em si não tenho grandes especificações. Gostava de:

- luz

- janelas grandes

- varandas e portadas

-quintal

- mais de 65m2

- T2
- pé direito jeitoso

- soalho

- cozinha grande (que desse para uma mesa).

 

Na verdade, esta casa tem muitas coisas de que gosto e que gostava de manter, mas estou com vontade de sair daqui. Acho que esta estadia não tem sido muito graciosa. Mas tenho uma tão grande sensação de conforto e de acolhimento aqui. É sempre bom ouvir as pessoas a dizer: a casa é muito gira. E os meus amigos parecem sentir-se sempre bem aqui.

Também já me disseram que é rápido transformar um apartamento num local acolhedor.

 

Pergunta: que mais é importante numa casa?

contrato

Assinei hoje, 8 anos depois de trabalhar no mesmo sítio, o meu contrato a termo certo. Tenho, finalmente direito a subsídio de férias, 13º mês e subsídio de doença e maternidade.
Só por isso, acho que devia arranjar um irmão para a Mariana nos próximos tempos (porque depois estima-se novo período de vascas magras).
 
Mas realmente isto é uma grande confusão: para salvaguardar o mesmo vencimento, eu e a minha colega dispusemo-nos a trabalhar mais uma hora por dia. E, agora, com o contrato assinado, é que nos dizem que afinal vamos ganhar menos (e continuaremos a trabalhar mais).
 
May day! May day!
 
 
 

21 abril 2009

casa roubada e nem trancas a porta

E depois de me roubarem a bicicleta do meu patamar e de ter pensado vezes e vezes sem conta que não podemos dar oportunidade a que nos roubem coisas, deixei o carro aberto 2 dias.
E não levaram nada (também, só lá tenho um CD original).

16 abril 2009

vacinas

Escrevi um comentário tão longo num blogue a respeito das vacinas, que resolvi postá-lo aqui também (nem eu sabia que tinha tanta opinião sobre este assunto).

Eu acho que a vacinação não deve ser obrigatória (embora a minha filha tenha sido vacinada com tudo e continue a ser).
A razão ideológica que conheço para pais que decidem não vacinar os filhos tem apenas a ver com a saúde dos filhos, visto que as vacinas acabam por ser infecções propositadas no corpo das crianças, além de que certas doenças estão erradicadas e para estes pais não se justifica estar a infectá-los com um vírus que já passou à história.
Além do mais, sendo Portugal um país completamente formatado, duvido muito que um pai com filho não vacinado tenha a vida simplificada: eu tenho sempre de mostrar o boletim de vacinas da minha filha actualizado na creche, e para as inscrições no pré-escolar também é pedido diversas vezes. Não acredito que o pessoal das secretarias das escolas aceite com facilidade termos de responsabilidade. Se nem sequer aceitam crianças com doenças infecciosas (o que é uma discriminação insustentável nos dias de hoje, embora, claro, eu também prefira que a minha filha se dê com pessoas sem doenças, como é normal), não os estou a ver a aceitarem crianças não vacinadas.
O único problema nisto é que em causa está a saúda das crianças e é imponderável saber que vírus os vão infectar e se fizemos bem ou não em vaciná-los: nesta, como em outras coisas, infelizmente só sabemos quando fizemos mal.
(um comentário longo, mas terminado).


14 abril 2009

previsão acertada

Eh, pá, não resisti a copiar aqui o que escrevi a 13 de Fevereiro de 2006 (grávida de 4 meses) a uns amigos meus:
 
Quanto à minha vida futura, tenho a certeza que há coisas q vão mudar e, apesar de toda gente dizer que vai ser difícil, q não vou ter tempo para dormir, q vai estar sempre a chorar, eu acho que vai correr tudo bem e ser tudo simples.
Mas é claro, subir para minha casa vai ser complicado, se calhar vou ter de arranjar um carro, já estou a pensar na máquina de lavar roupa, uma cadeira para a bicicleta, onde é que a ponho enquanto escalo... Mas vai ser giro e bom. Tenho a certeza, sinto isso, que tenho montes de amor e carinho para dar, e finalmente arranjei um alvo à medida. Alguém que se vai levantar comigo, vai para o estádio, jardim comigo, tudo (pelo menos até ter vontade própria!). Tenho uns 10, 15 anos de companhia garantida! É bom, não é?
E acho que respondi às perguntas.
Amanhã ou depois ponho aqui a última ecografia para verem o desenvolvimento.
bjs
 
 

10 abril 2009

quinta pedagógica



Ontem fomos à Quinta Pedagógica. Uma coisa que se vê numa hora e estivemos lá 3.
Ainda bem que levei o meu livro.
A Mariana ainda fez umas festas nuns animais (mas eu tenho sempre medo que eles lhe dêem uma dentada e com as galinhas tive medo que lhe bicassem os olhos), mas a maior parte do tempo passou-o no tractor.
Subimos a umas oliveiras jeitosas e comemos hortelã pimenta.

Depois fomos ao parque da Expo, onde há uma estrutura de cordas que deve ser mesmo louca (mas não andei lá). Havia também uma parede de escalada de brincar, onde me pendurei um bocado.

À noite, para me deixar mais frustrada, um novo telefonema, de outra pessoa a dizer que tinha espaço para mim no carro para ir a Espiel. Grrr!!!...
Sou muito impulsiva a tomar decisões e depois de as tomar acho que não posso voltar atrás. Provavelmente não havia problema nenhum em marcar o almoço para outro dia. Gostava de educar a minha mente. Gostava mesmo muito.

08 abril 2009

férias? bah!

Às vezes imagino-me como sendo um outro tipo de pessoas: uma daquelas que faz coisas giras e tem planos para passar o tempo e se diverte a toda a hora. Mas depois dou de caras comigo e é uma desilusão.
 
Relativamente às "férias" da Páscoa, os grandes planos já foram abortados. Depois de não conseguir ninguém para me fazer companhia num grande fim-de-semana de escalada cedi ao encontro familiar para homenagear a audição da Mariana. E 30 minutos depois recebo um telefonema "Então, vamos lá. Convenceste-me.". Bolas!
 
Mas pronto, percebi que se se fizer convites, às vezes, têm-se boas respostas. Agora ficou tudo combinado para o 1º de Maio. Deve estar a chover, ou eu doente, ou a Mariana ou outro qq obstáculo (pobreza extrema, por exemplo).
 
É que já são 20 anos de descontentamento (isto se pensarmos que comecei a tentar combinar fins-de-semana aos 13).
 
Vamos lá ver se ainda consigo fazer alguma coisa de jeito até Domingo.
 
 

06 abril 2009

cabeleireiro

Fui hoje ao cabeleireiro. Na realidade, depois de muito pensar, acho que é a segunda ou 3ª vez que vou sem a minha mãe. E a primeira que vou a um onde não fui quando era pequenina.
A falta de hábito para estas coisas é tão grande que mal conseguia responder às perguntas da senhora: "quer secar para fora ou para dentro?"; "(...) brushing (...)? Mas lá consegui sair com o cabelo cortado com ar de corte de cabelo.
No final, ao pagar, lembrei-me que a minha mãe me dava sempre dinheiro para pôr no bolso da cabeleireira e de quem nos lavava o cabelo. Não sabia o que havia de fazer: dá-se dinheiro? Como?
Fiz o mais fácil: paguei apenas a minha conta e agradeci muito a simpatia.
A minha mãe ainda me faz falta para imensas pequenas (e grandes coisas).

A nova paixão

Adeus Noddy, Miffy e Kitty!!!
A Mariana agora só quer Bolt, o super-cão. Depois de vermos o filme da primeira vez (sábado, tardíssimo) já vimos o filme mais 3 vezes! Uma delas hoje, segunda-feira de manhã.
A primeira palavra do dia é sempre "papa", mas agora segue-se-lhe "Boneca, cão, gato". Senta-se em frente à televisão e vai sorrindo de vez em quando ao que se passa ali. Mesmo com a versão em inglês, vibra com aquilo.
 
O filme é bem giro. Recomendo (mesmo que seja ao pequeno-almoço...)
 
 

férias

Nunca consigo combinar nada para as "férias" da Páscoa (nem outras). Agora que já tinha desistido de combinar coisas, aparece-me um convite sedutor e já não sei o que fazer.
Digo sim? Digo não? E se chove? E se é uma "seca"? 
 
Devia arriscar.  

03 abril 2009

em parafuso

Ando cansada. parece que não acontece nada. De emocionante não. Nem de memorável.
 
Penso, às vezes, em comprar uma casa nova: sair desta, alugá-la e meter em mais um empréstimo sem fim.
Quando eu tiver 70 anos a vida vai ser uma calminha, O pior é que me reformando aos 65, com a reforma mínima, como é que ainda vou conseguir pagar 5 anos de empréstimo? (estou a gozar, claro... Estas questões não fazem parte do meu rol de dúvidas existenciais).
 
Agora ando concentrada no KF, porque vamos ter uma gala a 18 de abril, e na escalada, porque gostava de melhorar e de subir de grau. Mas parece-me que já estou a perder a pica.
Antes havia sempre imensa gente com quem gostava de ir escalar e agora parece que as pessoas que mais gostavam não escalam e há outra com quem já não me dou.
O pessoal que sai dos cursos é fixe, mas não me dá a pica que os outros dão. Saio sempre de lá um bocado desmotivada. Além de que tenho sempre de tomar um pouco de conta deles e tomar conta de pessoas cansa-me: são assim todos os dias da minha vida. Às vezes também gostava que tomassem conta de mim, um bocadinho.. Não muito.
 
Enfim.
 
Também queria ver se deixava de comer doces e farinhas e o raio do pessoal enche a sala de trabalho de amêndoas de chocolate das boas e não há como resistir. É que vou ao pacote e tiro logo à meia-dúzia. E depois de as comer todas, tenho de lá voltar outra vez: já estou agarrada!
 
A Mariana a deitar-se tardíssimo até me deixar louca. E durante a noite tosse, tosse, tosse até eu ficar angustiada. Depois, sai da cama dela, vem para a minha e não me deixa dormir mais.
Parece que ando com sono há 2 meses. Não percebo porquê, porque na verdade até durmo.
 
Falaram em serotonina e, zás, instalou-se logo a dúvida: tenho de falta de serotonina?
Que raio! De onde é que estas dúvidas idiotas vêm para me aterrar na cabeça desta forma?!
 
Daqui a pouco vou almoçar com uma amiga. Venho melhorzinha, que a amizade é sempre um bom remédio para á hipocondria existencial.
 
 

01 abril 2009

Mal-agradecida mas esperta

Cá estamos nós.
Continuo com a minha fúria desportiva que me leva a levar a Marianita para o kung fu, onde mesmo quando se porta mal, toda a gente acha que se porta bem.
E ontem, por nos ter imitado no cumprimento final, o Guilherme (prof) olhou para ela deliciado e afirmou: "nunca tivemos uma criança tão esperta aqui" (e ele tem um filho que lá vai umas quantas vezes!!!).
Mas, claro, eu ao contrário dos outro não fiquei com os olhos embaciados de emoção, porque estava a ouvir a birra nos "nãos" há já um bocado e é, sinceramente, uma coisa que me irrita: toda a gente à volta dela a fazer-lhe as vontades e a única coisa que ela responde é "NÃO!". Mal-agradecida...
 
 

27 março 2009

inchadura

Hoje estou com olho inchado.
Parece que começa a ser hábito. Mas nunca estive com o olho assim tão grande.
A minha irmã até queria tirar fotos, mas eu disse que não.
Já tenho outras fotos minhas com os olhos inchados e na realidade, como é de esperar, não são nada bonitas.
Foi uma melga que me picou. Acho que foi castigo por, antes de isto me ter acontecido, ter perguntado qual era o mal que vinha ao Mundo se as melgas fossem exterminadas? Afectariam realmente a cadeia alimentar? O equilíbrio biológico? Fiquei sem resposta, mas efectivamente houve uma demonstração de poder.

26 março 2009

Contemplativa

De quando fomos à praia para respirar iodo e devíamos ter levado o fato de banho.
Foram as manas todas, com os filhos todos, o que deu uma grande salganhada de tias e sobrinhos.
Gosto desta família que me calhou.


19 março 2009

noites de festa


Há umas noites de festarola aqui em casa. Só nós as duas transformamos isto numa tasca: cerveja e amendoins. E depois dançamos ao som dos anos 80 da Radar.

Só falta a mariana começar a jogar às cartas... amendoins já vai descascando alguns.

dia do pai


O meu presente de dia da Mãe-pai

saudades de mim

Estive a ler coisas de há 4 anos atrás e era tudo tão diferente: aulas de trapézio, entusiasmo com a compra desta casa, ideias e convites para teatros, cinemas, cafés e sei lá mais o quê. O mais diferente era que não havia Mariana e a vida era toda minha, para eu fazer o que quissesse.
Tenho muitas vezes saudades desse tempo em que o tempo era meu. E podia ter vontade de fazer coisas. Agora nem penso em querer fazer qualquer coisa. Só de vez em quando.
Havia uma leveza: que saudades dessa leveza.
Sei que estou de novo a ficar mais leve, mas ainda arrasto muito lixo comigo e penso que sempre arrastarei. Se calhar tenho mesmo é de ter mais força para conseguir ser leve com tanto pesos atrás.
Agora estou sistematicamente cansada e nos fins-de-semana em que fico sem a Mariana é para trabalhar, ou seja, nem descanso.

Mas... sinto-em mais levezinha e alegreta! E reconheço-me.

18 março 2009

sem tempo para mais, relato isto:

É que é tanto trabalho que nem tenho tempo para escrever.
A miúda anda chata e sempre a fazer birra.
Ontem por acaso estava muito simpática - foi comigo ao KF e portou-se bem e brincou com carradas de gente e interrompeu o treino algumas vezes, mas nada dramático.
À noite deitou-se mais ou menos a horas, mas agora tem a mania de sair da cama montes de vezes e se pôr a arrumar o quarto ou a brincar ou então até acha que tem de pôr o spray nasal no nariz...

Está muita gira, mas às vezes parece que é de ter o cabelo acabadinho de lavar.

12 março 2009

cheiros

Fomos à praia novamente para a nossa sessão terapêutica de respiração.
Estava toda a gente de fato de banho menos nós. E faziam muito bem porque estava um calor do caraças e eu tive mesmo muita pena de não ter dado um mergulho. Como ia à praia só por terapia, não me vesti para o lazer. Nem levei creme solar. Eu ainda estava no Inverno.
 
A ela saiu-lhe umas ranhocas, mas nada de deslumbrante.
 
E no regresso a casa, na Marginal e na A5, a respirar aquele dióxido de carbono todo só pensava de como a manhã de praia estava a ser inutilizada.
De facto, interrogo-me se valerá a pena ir até à praia respirar iodo, se no final se acaba por respirar mais dióxido de carbono.
Andamos num mundo cada vez pior. Super poluído.
 
Ainda no outro dia conversava com a minha irmã sobre isto. Eu desconfio que a gasolina sem chumbo seja só uma manobra para ganhar dinheiro. De há tempos para cá cheira-me cada vez mais a fumo de escape em toda a parte e por esta altura já nem se vende gasolina com chumbo. Logo, acho que esta coisa de tirar chumbo para despoluir deve ser uma tanga do caraças. Mais um daqueles esquemas em que grandes empresas vendem protótipos, fazem os Estados obrigar as pessoas a consumir os seus produtos e em troca enchem bolsos de dinheiro dos governantes. A sério que acredito mesmo nisto. É sempre assim!
 
Por exemplo, quando soube que a EPUL cobrava um balúrdio por inscrições on-line, onde não gastava um cêntimo, cheirou-me logo a esquemas. Como é que é possível obrigarem as pessoas a pagar por coisa nenhuma? E tantas? É só encher os bolsos, claro! E depois foi o que se viu. Mas já cheirava a podre antes.
 
Bom, mas era sobre a praia, o mar e o iodo. 
Foi bom, mas fiquei com medo de apanharmos um escaldão.
 

tv

Passados 3 anos e meio de estar nesta casa tenho finalmente e televisão sintonizada.
A imagem nítida é cá um espectáculo. Nos últimos tempos, quando via televisão em casa das outras pessoas era sempre surpreendida (um pouco) pelas imagens, os actores, paisagens, etc. "Ah, isto é assim?!" - é que eu via mesmo outra coisa.
 
A Mariana já lá está pespegada a ver desenhos animados e eu vou esperar por 6ª para ver os Irmãos e Irmãs.
 
 

tosses

Pois foi, tentámos a praia, ir buscar à creche mais cedo, corridas e cócegas, mais xarope e soro e não deu resultado: a miúda está cheia de febre e amanhã ficamos por casa.
Espero que passe rápido e sem antibióticos.
 
Esta tosse maldita tinha de nos visitar este ano...
 

10 março 2009

voltou

Já estávamos de férias de doenças há algum tempo. Vamos recomeçar agora.
A tosse maldita!
Começou sábado, instalou-se no domingo, continua 2ª .... e amanhã?!
Já esteve a tossir sem parar, mas agora dorme silenciosa.
Tenho de ver como acorda amanhã. Se estiver pior ficamos em casa e vamos à praia respirar iodo e deixar o ranho
o escorrer até ao queixo.
 
Cortei-lhe a franja no sábado, mas ainda precisa de mais uns recortes (o que eu queria dizer era "retoques" - fugiu-me a boca para a verdade, eh!, eh!). Está mais bonita, mas os olhos vermelhos não enganam ninguém (ou pelo menos a mim). Sábado à tarde topei logo que vinha aí maleita. Poderíamos dizer "isto é que é ser mãe", mas acho que ser mãe era ter topado e dizimado logo ali a "microbiada" toda...
 
Santé...
 
 

06 março 2009

nets

E eu que até nem era fã de internets e chats e msns, verifico agora que é mesmo fixe (talvez nem sempre...), mas é como ir o café sem ter de sair de casa.
Enfim, já marquei uma consulta, arranjei mais instruendo para o meu próximo curso, tive esclarecimentos sobre o mercado imobiliário e pus-me a par da vida de algumas pessoas.
E continuo nisto... de tal forma que vou ter de deixar este posta a meio para poder continuar na palheta com os amigos.

04 março 2009

um sonho de 3 anos tornou-se realidade

A minha prestação baixou!!!
E para níveis históricos, pá!
 
Ontem fiquei tão contente quando vi a carta do banco que liguei à minha irmã. Eram 23h30.
Mas acho que não partilhou o meu estado de euforia, porque a prestação dela não baixou quase nada.
 
Que bom...(eu, não a minha querida irmã)
 
Mas pronto, como acontece geralmente quando consigo mais uns trocos aparece sempre uma nova fonte de despesas, por isso, de acordo com o meu karma, estou à espera que me digam o que é que terei de pagar em breve. Quem será? Finanças? Segurança Social? Carro? Tudo menos médicos.
 
Viva o 3 de Março de 2009!

03 março 2009

já só falta o pequeno-almoço

Neste fim-de-semana decidi baixar a grade, subir-lhe o colchão e pôr um banquinho ao lado da cama.
Objectivo: dar-lhe autonomia par sair da cama sozinha e deixar-me na ronha mais um bocadinho.
 
E no domingo de manhã, oiço um barulhinho e pouco depois aparece-me ela no meu quarto.
Pensamento imediato: "Agora já só falta fazer o pequeno-almoço".
 
Está a crescer e eu gosto cada vez mais dela.

cartões

De manhã buscar o passe novo, depois o validar o cartão de acesso à cantina com uma senha e depois ainda fui ao Estádio Universitário arranjar mais um cartão para ter acesso aos balneários.
E no final de tudo isto entendi na sua plenitude o nome de carteira.

02 março 2009

sandália

Hoje de manhã encontrei uma sandália da Mariana que procurei durante meses.
Na altura acabei por concluir que tinha ido para o lixo junto com alguma coisa e deitei o par que tinha fora.
Hoje quandoa descobri (na minha gaveta das meias!!!) tive tanta pena.
Sei que já não lhe serve, mas dava para os primos mais novos. Ou só para olhar: tão gira!

01 março 2009

Encontrei isto: http://www.youtube.com/watch?v=zlfKdbWwruY
Muita louco!

28 fevereiro 2009

compinchas

Mais um dia bom!
Eu não sou muito de grupos e fico sempre assustada quando combino coisas com muita gente. E fico um bocadinho stressada e na retranca [é esta a expressão?!], mas depois corre sempre tudo bem. As pessoas são sempre melhores que os meus piores receios, dão-se todas bem: é fixe.
 
Foi bom ir escalar e vir de lá já de noite (é inegável que se começou muito tarde, mas mesmo assim). Já não me acontecia isso há tanto tempo!!! Uns 4 anos... Gosto tanto de retomar as coisas que gostava. E de me sentir em forma e tudo isso.
Às vezes olho para trás, antes da Mariana e vejo-me muito mais alegre e mais leve. É essa leveza que quero voltar a ter. A alegria tenho com esta pirralha linda.
 
A Mariana portou-se bem, embora no fim já estivesse no limite, mas eu é que não devia ter esticado a corda. Amanhã é um dia caseiro e familiar e tudo se compõe.
 
Cada vez sinto mais que estou a chegar a um equilíbrio em que consigo fazer o que gosto e deixá-la feliz ao mesmo tempo. Já não são duas coisas incompatíveis. Vamos ser umas grandes compinchas!
 

27 fevereiro 2009

E no sábado anterior: Monsanto


Pois, no sábado, antes do Zoo, fomos a Monsanto festejar, tardiamente o meu aniversário com amigos e família.
Cá está a bela a dar os seus primeiros passos na escalada.

É fixe ter os amigos todos ali, embora não se fale com nenhum. É um mistério das festas de aniversário: juntamos pessoas que não vemos há muito tempo, mas não arranjamos tempo para falar com nenhuma delas. Já sei que é assim, mas continuo a insistir, porque ao menos, depois disto surgem sempre convites para outras coisas maravilhosas, como por exemplo, ir escalar a Sintra no sábado.
Foi mesmo fixe, mas descobri que estou uma grande naba. Sintra é sempre um local espectacular.

26 fevereiro 2009

terça no Zoo

Ainda não contei como foi no Zoo, na 3ª de Carnaval, mas não podia deixar de homenagear a "giraça".
 

22 fevereiro 2009

relatório week-end

Eh pá!
Já foram dois dias em que me esqueci de lhe pôr o aparelho. Tenho de ver se atino, porque senão a miúda ainda fica a pensar que é mesmo assim.
 
Ontem houve festarola em Monsanto e ela adorou: muita gente, muita bola, muita comida e até escalaou um bocado.
 
Hoje, fomos à Guia: também escalou um bocado, mas quem se cansou fui eu.
No final fomos ver a Boca do Inferno com as centenas de pessoas que fazem o mesmo. Ela quis descalçar-se e eu queria só estar deitada.
Há muita gente mascarada, mas ela não liga nenhuma. Cada vez que vê uma bicicleta "Mãe, mãe, peteca!", mas podem passar ursos, chinesas, espanholas, fadas e damas-antigas que ela não tuge nem muge.
 
Ela já dorme, e eu daqui a pouco irei fazer o mesmo.

19 fevereiro 2009

cidadã

Ontem ia com ela fazer o BI. Ou melhor, ia perguntar como é que era, porque eu já sei que nunca fazemos o que queremos quando mete papel: falta-nos sempre um papel que não temos.
Então lá fui com os meus papéis, umas fotos giras da miúda e boa vontade.
Chegámos lá e fomos surpreendida com: já não há BIs, agora é o cartão do cidadão. E então, ranhosa, riscada e meio sebosa a Mariana foi fotografada para os próximos 5 anos.
A foto foi o mais complicado: primeiro estava a brincar com o batôn (do cieiro, hã!); quando lhe tirei o baton amuou; depois estava de lado a olhar para mim; para olhar em frente puseram um urso de peluche em cima, mas ela ficou tão contente que só se ria e com a boca aberta não podia ser; quando pedir para fechar a boca, pôs os lábios para dentro; até que finalmente saiu qualquer coisa aceitável. Aceitável para eles, que por mim tinha iso mais janota e limpinha.
Mas já está.
 
De outras coisas que tinha para fazer há muito tempo:
- estreei os meus ténis com uma corrida matinal.

sem desprimor para o gado bovino

Não é que a parva da suposta avó da Mariana me ligou e a única coisa que conseguiu balbuciar foi "É engano"?
Vaca estúpida!
 
 

para ouvir em casa

Fui 3ª a um concerto de um amigo meu onde apareceu este rapaz.
Coloco-o aqui só porque no trabalho não tenho som e em casa esqueço-me sempre das coisas que vi na net enquanto trabalhava.



Não sei quem me lê, mas não concheço isto. O facto de estar postado não implica nenhuma apreciação de gosto pessoal.

18 fevereiro 2009

Viva a preguiça!

Ontem ouvi:
 
"A preguiça é a base da lei suprema: a lei do menor esforço."
 
A lei do menor esforço, neste contexto, é a forma de se chegar de uma forma mais ágil de um ponto ao outro.
Quer contradizer todos os esforços e suores que temos por coisas que poderiam ser feitas de uma forma mais simples.
 
Pois eu agora não sei o que passa comigo, mas na verdade o cansaço que tive há cerca de um mês atrás foi-se e parece que consigo fazer tudo melhor, que há tempo para as coisas e, principalmente, que tenho muito mais paciência (a verdade é que já nem preciso desta) e disponibilidade para tudo e, principalmente (outra vez), a Miúda-Maravilha.
 
Até já digo bem dela a toda a gente!
 
 

17 fevereiro 2009

desenhos animados



Este já é antigo...
Agora há uns com cabelos e barba (mas eu também não tenho disponibilidade para filmar cada gracinha da miúda).

16 fevereiro 2009

Pela primeira vez o senhor do Continente ficou chateado comigo depois de subir estes altíssimos 3 andares com as compras às costas.
Compreendo:
1) 26 pacotes de litro de leite (é fundamental para uma criança em crescimento);
2) 72 cervejas de garrafa (estava a pensar fazer uma festa cá em casa);
3) o resto, num total de 155 produtos.
 
Como sempre que faço compras on-line, engano-me nos tamanhos, assim comprei 3 pacotes de kilo de margarina (quando o que eu queria era de 250gr) e um pacote de 5kg de arroz carolino (ao menos não é trinca). També fiz a estupidez de encomendar 12 iogurtes naturais (grande seca!!!).
 
A Mariana desenha os braços todos: parece tatuada.
 
Está gira, a miúda. É tão bomo quando nos damos bem... É um alívio.
Só em resposta à Tatas, já temos muitos desenhos afixados, mas por acaso destes ainda não.
Lá na escola fez um muita giro, com cabelo e tudo.
E a minha mão contou-me que ela já desenha o bigode do avô (também não vi).
Tenho uma artista a desvendar cá em casa...

13 fevereiro 2009

desenho

Aqui vai uma foto do trabalho da artista.