15 dezembro 2008

o mundo em que vivemos

Li agora um post com o qual concordei tanto que escrevi um comentário enorme (só ía pôr duas palavras, mas depois despejei).
Aqui fica o meu comentário:

concordo, concordo (com o post).
Só não bato palmas porque é triste que seja esta a sociedade que temos e que os telejornais e jornais estejam mais interessados em lavagens ao cérebro que em informação - eles anunciam que em Portugal o parque automóvel é menor que não sei em que país da Europa, como se isso fosse uma calamidade, qd no fundo só quer dizer que não precisamos, que deveríamos ainda ter menos carros e quem tem mais é que está mal.
Só mesmo uma crise a sério é que proteje o ambiente. Esta conseguiu pouco. E não falo por mim (que também ando de bolsos vazios).


Acho que só mesmo com uma grande crise, com os preços do petróleo, da comida e de tudo o resto as pessoas reduzem o consumo.
Eu, por exemplo, reduzi o meu consumo de livros: desde que deixei de ter dinheiro peço emprestado a conhecidos ou em bibliotecas. É tomar isto como modus vivendi: não custa, promove a comunicação e contacto com os amigos, partilhamos opiniões... só faz bem!
A redução do consumo também é imprescindível para acabar com os grandes grupos: viu-se os bancos, esses gigantes do capital, a irem-se abaixo como papel. Porque eles dependem todos de nós, as multinacionais só sobrevivem porque lhes pomos o dinheiro no bolso, de outra forma faliam.
É deixá-los falir!
Comprar menos carros, menos quinquilharias, produzir mais coisas com as próprias mãos, dar o que não precisamos, receber em segunda mão o que precisamos.
A crise criou opções alternativas, agora é continuar com elas e não desistir de transformar este num mundo melhor.
Eu duvido que seja possível, mas depois de deitar uma filha ao mundo tenho de fazer o que está ao meu alcance.

Calo-me. Penso toneladas de coisas sobre estes assuntos, mas calo-me porque não leio jornais, não vejo telejornais e por isso posso dizer muito facilmente disparates, embora acredite que as coisas são tão simples, que nem há razão para acreditar que esteja enganada.

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