30 novembro 2008

Estivemos a fazer a nossa ávore de Natal



Muitas vezes tento arranjar actividades para fazermos as duas e para ela se divertir comigo e etc, mas acabo por pintar e desenhar a maior parte sozinha. Ainda a convenci a fazer uns rabiscos, mas por exemplo, a pintar e riscar à vontade com o lápis de cera verde não.

A ávore é um cartão que já veio comigo de casa dos meus pais. Tinha-o comprado para tapar as janelas de casa quando queria revelar fotografias.

Aqui só preciso de um bocado, que já esta cortado à medida e legendado, de maneira que tinha isto aqui há muito tempo sem dono.

É bom encontrar funções para as coisas que vou guardando porque penso que um dia serão utéis. E melhor ainda é conseguir justificar o tê-las guardado durante tanto tempo.

É incrível como numa casa tão pequena há tanta inutilidade.
A árvore é estreitinha e frágil e pelo jogo de bola que houve a seguir parece-me que não vai durar muito tempo. Ainda assim, já tenho programadas umas grinaldas e umas tiras de lã por ali. Sempre dá para passarmos algum tempo deste tempo frio fechadinhas em casa.



Ontem fomos a um lanche e hoje já aceitámos um almoço e ainda temos convite para jantar.
Na verdade, esta vida de engorda desgosta-me: comer, comer, comer. E um dia queremos correr ou andar de bicicleta ou apanhar um autocarro e os kilos a mais não deixam.

Não sei se iremos ao jantar. Depois parece-me confusão a mais, mas se calhar é porque ainda estou a pensar nos banais fins-de-semana de 2 dias.
Depende da vontade da miudinha.







28 novembro 2008

papéis, queixas e etapas

Ontem às 14h liguei logo para os moldes. Era aparecer quando quisséssemos que seríamos atendidas por ordem de chegada. Peguei na miúda depois da sesta dela e lá fomos.
Chegámos, não havia ninguém - foi um instante. Ela portou-se muito bem, como sempre se porta com as outras pessoas. Não sei quanto tempo é que demora agora. Talvez os dois meses do costume, mas nunca estivémos tão perto.
Ontem estava mesmo contente. O raio desta coisa sempre parece que anda para a frente. Tanto tempo empancado e agora lá vamos pulando algumas etapas. Quando, quando chegaremos ao fim?!
 
Outra coisa que não ata nem desata é o raio da entrega dos papéis para receber o subsídio para a terapia da fala. Depois do 3º preenchimento dos papéis, deixei-os de novo na creche para serem assinados. Só serão 3ª.  Vamos lá ver se 3ª vai tudo remetido para a DREL, porque depois da DREL é SS e depois para mim, para entregar mais papéis, e depois SS e depois DREL e depois acho que é fim. Deve calhar no fim do ano lectivo. Para no início do próximo ter de fazer tudo de novo.
 
Outros papéis burocráticos e decisórios me chegaram às mãos, mas esses irritam-me tanto que nem descrevo os seus passeios.
 
Dou por mim a pensar que o Estado e as organizações estatais seriam mais céleres se tratem dos casos um a um. Uma pessoa ficava encarregue de acompanhar pessoalmente umas quantas pessoas e tratar de tudo. Em vez de se preencherem 2000 vezes 100 impressos diferentes, 3000 pessoas porem-lhes a vista em cima e passarem para o próximo e nunca ninguém saber efectivamente do que é que se trata, porque cada um só vê se um dos quadros em que se especializou está bem preenchido.
 
Esta queixa está muito grande e um bocado mal formulada. 
 
Mas, apesar de me queixar tenho esperança. 
 
E este fim-de-semana de 3 dias vai saber-me muito bem. 
 
 

27 novembro 2008

eu ligo, mas a mim ninguém em liga

Quando estive doente recebei uma chamada de um número desconhecido.
Não liguei de volta. Pensei: se for importante ligam.
E não é que os camelos não ligaram?!
 
Eu é que liguei agora para S. José, para saber do aparelho da miúda, disseram-me que já estava na loja ou empresa e que eles já me deviam ter ligado. Vim à net, pus o número no google, deu-me a empresa liguei para lá e que sim, que o processo está lá e me ligaram.
 
Mas, porra!, eles não têm consciência de que uma pessoa espera imenso pelo aparelho? Não podem fazer um telefonema e depois não fazer nada, não insistir, não deixar recado.
Ainda vou ter de preencher uma queixa.
Bando de camelos!
 
Mas claro, o meu telefonema não deu para saber tudo, porque as pessoas que atendem os telefone são sempre aquelas que não têm nada a ver com o processo.
 
Tenho de ligar depois das 14h.
 
Vamos lá ver se a resposta não é "venha cá daqui a dois meses".

25 novembro 2008

queixas

Hoje, cheia de dores de garganta, muito mal dormida, por causa das mesmas dores, fui à Segurança Social antes de ir à creche, pedir um impresso e fazer uma outra coisa. (nem me apetece explicar o que fui lá fazer). Uma das coisas, foi adiada segunda vez, porque quando fui resolvê-la da primeira disseram que não era preciso impresso, mas sim ir lá com os meu documentos, hoje que fui com os documentos, deram o tal impresso que pedi da outra vez e disseram que não era preciso. O impresso, que diz Segurança Social no cabeçalho, que me foi dado por uma pessoa, inutilizado por outra, é desconhecido na Segurança Social. Ou pelo menos naquele balcão onde tratam especificamente daqueles assuntos.
 
A história dos impressos já me começa a irritar. Ou melhor, já começou há bastante tempo, anda a irritar-me desde que há 3 semanas que tento preencher aquilo.
E já o preenchi duas vezes mas depois acham que tem de ser em folhas A3 e arranja-se a folha A3 e copia-se tudo. Depois acham que tem de ser outra pessoas a assinar (tenho quase a certeza que a tonta da psicóloga que se lembrou de riscar um impresso para o qual ninguém lhe pediu opinião se enganou e de aquilo era tudo válido. E depois quem é que se mete assim a inutilizar os esforços e impressos do outro só porque tem uma opinião? Bolas, se achava que estava mal dizia. Não riscava. Vaca!). Portanto, vamos lá ver se não se lembram a seguir que tem de ser a preto ou em maiúsculas.
 
Entretanto,  a minha garganta dói-me (ainda por cima vi agora na televisão que as dores estão relacionadas com a falta de  mimo!...) e nem tenho paciência para voltar a fazer os meus passeios semanais ao guichet da Estefânia a pedir papéis. Uma pessoa pede mais papéis aos médicos do que uma opinião médica ou um diagnóstico.

24 novembro 2008

Miúda-espectáculo

Felizmente a miúda está óptima.
E numa conversa coma terapeuta ouvi mais elogios e a certeza de que ela vai aprender tudo muito bem e rápido, porque é curiosa, esperta e interessada.
"A mãe já sabe disto, não é?" Eu digo que sim, mas a verdade é que não a sabia assim tão, tão espectacular para tanta gente. A miúda é mesmo um espectáculo.
 
 

Dores de garganta

Já é normal doer-me a garganta. É tão normal que em geral nem faço nada. Mas há duas semanas as dores eram de mais. Ao ponto de não dormir.
Resolvi tratar-me e arrependi de não ter começado mais cedo. Mas depois de tomar o antibiótico esta coisa volta a toda a hora: basta um ar condicionado, um bocadinho de frio, um sei lá quêzinho e fico assim outra vez.
E além disso vêm as dores pelo corpo todo, a sensação de que vou ter febre, um cansaço que não aquece nem arrefece...
 
Agora trago sempre o Brufen comigo. Mas não gosto. Não gosto de automedicar-me nem sequer de tomar medicamentos em geral. Mas depois da última também já não quero que isto piore.
 
Quem diria que no sábado fiz 35km de bicicleta?! Parece mentira...

23 novembro 2008

Sugestões de leitura?...

Não ando a ler nada. Até já tenho saudades da Salomé, essa tonta.
Tenho de ver se arranjo outro livro.
Acho que agora devo ir para um inglês ou americano. Um daqueles clássicos que nunca tenha lido. Talvez o Hemingway ou outro qualquer.
Embora ache que devia conhecer mais portugueses.
 
Logo vejo amanhã ou outro dia em que vá à biblioteca. Chegando lá, há sempre uma catrefada deles aptos a fazer-me companhia nestas noites frias.

21 novembro 2008

dar na boca

No outro dia, ao subir uma rua, oiço isto dito muito alto e com alguma agressividade:
 
RAPARIGA: Ele disse "dá-lhe na boca!, quero lá saber!" e dei-lhe...
 
e eu pensei "deu um soco na boca a alguém", mas olho para a cara dela e vejo um grande sorriso enquanto completa a frase.
 
RAPARIGA: ... mesmo na boca!
 
e percebi: deu um beijo.
 
O sorriso de um beijo bem dado é completamente diferente do de um soco.

sexta

Hoje foi o primeiro dia da miúda com a nova terapeuta da fala, que espero que a acompanhe durante todo o processo.
Ainda não liguei para saber como foi, mas espero que tenha corrido bem. Ela gostava imenso da outra terapeuta: era meia hora de brincadeira!
As educadoras elogiam tanto a Mariana que até me sinto desconfortável. Parecem-me elogios a mais e a miúda é normal. Gira, querida, esperta, atenta, engraçada, carinhosa... normal.
Para celebrar fui ao estádio dar uma corridinha. Não foi uma má corrida, mas a minha lentidão deixa-me sempre a desejar outtras coisas: queria ser mais leve, mais ágil, enfim... Se a vida nos continuar a correr de feição hei-de correr mais dias.
Reparei numa coisa nos último dias: agora, quando vê o símbolo da Volkswagen diz "avó" e quando vê um da Mercedes diz "avô". Não sei se estou a exagerar. Ainda tenho de comprovar isto. Eu achava que o meu sobrinho era um génio por, com 1 ano, conseguir identificar os carros de toda a família. Parece que afinal a Mariana tem aprendido umas coisas com ele.
Isto ainda mais me espanta a mim que identifico os carros pelas cores e matrículas. Já estou melhorzinha, mas muito menos que o meu sobrinho Tiago.
Hoje foi o primeiro dia da miúda com a nova terapeuta da fala, que espero que a acompanhe durante todo o processo.

Ainda não liguei para saber como foi, mas espero que tenha corrido bem.



As educadoras elogiam tanto a Mariana que até me sinto desconfortável. Parecem-me elogios a mais e a miúda é normal. Gira, querida, esperta, atenta, engraçada, carinhosa... normal.



Para celebrar fui ao estádio dar uma corridinha. Não foi uma má corrida, mas a minha lentidão deixa-me sempre a desejar outtras coisas: queria mais leve, mais ágil, enfim... Se a vida nos continuar a correr de feição

19 novembro 2008

a espera pelo próximo episódio

O universo dos blogues desvenda-se lentamente.
De início nem compreendia o que era isso da "comunidade", mas de repente (mais gradualmente que de repente) lá me sinto a entrar numa comunidade, onde as portas estão sempre abertas e só muito tempo depois de termos entrado é que nos damos conta de que lá estamos.
 
Tenho seguido blogues - alguns de pessoas com duvido quem me daria pessoalmente, mas através dos registos diários tornam-se interessantes ou acarinhadas. Seguimos as vidas delas e a pouco e pouco os seus pequenos nadas ganham para nós mais significado que aquele que teriam se não tivéssemos em conta tudo o que vai para trás.
 
Outras vezes, lemos em pouco tempo 3 ou 4 anos da vida de alguém, marcados por muitas coisas, e de repente queremos saber mais dessa vida e aguardamos o próximo post com alguma expectativa.
 
Serão novelas escritas?
 
Todas as vidas resumidas são interessantes?
 
A minha, resumida, será?
 
Com algumas pessoas aprendo algumas coisas, outras invejo a progressão da vida, outras deixam-me angustiada e desmotivada porque penso que nunca serei assim e gostava de ser.
 
Descobri agora o Tralha e emociona-me. A escrita, a vida, a pessoa, o maravilhoso que cerca aquela pessoa, o "nada de extraordinário que acontece". Também queria que coisas não extraordinárias me acontecessem, saber o nome de árvores, ...
 
Gosto das memórias da Gata Christie. Alguns são minhas também e tenho pena de ter preguiça de não as registar e de um dia perder tudo (às vezes espanto-me com coisas de que ainda me lembro).
 
Outros blogues dão-me ideias: de brincadeiras para fazer com a miúda, de bonecos para fazer em casa, exposições, vontades de viagens e pequenos passeios.
 
Porque leio esses e muitos mais achei que também devia partilhar o meu. Sei no fundo tenho a secreta (depois de dito não é secreta, é mais "reprimida") ... a reprimida esperança de também eu ser interessante para alguém.
 
 
 

Dores de cabeça

Estou com dores de cabeça e não sei por que é.
Às vezes também estou agressiva e não sei por que é.
Dói-me a garganta: isso sei por que é.

17 novembro 2008

Porque o meu carro foi assaltado, porque estou sem dinheiro e por outras coisas, resolvi deixar o privado com a família e o anonimato com o público.

Tentarei.

11 novembro 2008

Tudo cresce

Queria pôr aqui imagens do fim-de-semana (os riscos no chão, no tapete, nos móveis, na cadeira, mesa, banco e parede com caneta de feltro que não é lavável, e o nosso passeio de bicicleta no domingo, em que já me sentia melhor, até Belém), mas a net está contra mim.Ficam só para mim as imagens. Não faz mal.Gosto imenso de ter as imagens a passar no computador quando eu não trabalho durante algum tempo. De início ficava mesmo fascinada ao ponto de ficar a olhar para o écran eternidades em vez de fazer alguma coisa. Agora já consigo retomar a actividade, mas ainda assim fico sempre surpreendida quando aparece uma foto da Mariana, seja de quando tinha um dia, do ano passado ou mesmo de ontem. É sempre giro vê-la crescer assim, diante dos nossos olhos, aleatoriamente, evocando memórias aleatórias também e non-stop.Adoro o slide show shuffle!
Outra coisa que gosto (e é uma das vantagens de só ir correr ao Estádio 3 vezes por ano) é ver como as árvores cresceram desde a última vez. Há lá uns pinheiros que praticamente vi nascer, e sobre os quais me interrogava "quando é que eles me vão fazer sobre quando passar por aqui a correr?", "será que ainda corro nessa altura?". E agora já estão por cima da minha cabeça. Na maior parte até dá para passar por baixo. Estão grandes, eles! E verdinhos. Gosto muito de pinheiros, da caruma, do cheiro a resina, partir pinhões... Chato mesmo é a resina nos toldos das tendas: nunca mais sai.
Bom, tenho de ir fazer outras coisas.
Tudo cresce, principalmente o que me falta fazer.

05 novembro 2008

Fechadas em casa

Três dias em casa com a miúda com febre e agora também uma alergia.Hoje parece quer está bem. Amanhã saímos de novo daqui para o mundo.Ontem ainda demos umas voltas no bairro depois de ir ao centro de saúde. Fomos comprar cola e fita-cola para podermos colar fotografias e as páginas de um livro que encontrei ainda na folha de prova. Tenho curiosidade agora em encontrar esse livro. É sobre um pinheiro que voa.
Temos feito montes de desenhos. A maior parte eu. É triste ver que com mais 30 anos em cima continuo a fazer exactamente os mesmo desenhos que fazia quando andava na primária. Podia ter evoluído...
Outro entretém, mais terapêutico que objectivo, é a malha. Recomecei uma tira de malha. A última tira cresceu até ao comprimento da cama de grades porque não sabia como acabar. Parecia uma espécie de Helena de Tróia: a fazer uma tira de lã interminável sem saber quando seria o seu fim. Mas depois lá me explicaram por telefone pela enésima vez e acabei. Agora tenho ideia de fazer outra tira igual. Para quê ainda não sei bem.
Uma outra coisa que gostava de fazer era coser malha, mas fazer duas tiras iguais e cosê-las não tem sentido - para isso tinha feito uma única tira com o dobro da largura.

Outras coisas que tenho feito em casa:
- um mau bolo (inventei e não deu certo)
- aspirar
- sopa (que a Mariana não come)
- ler o Milagre segundo Salomé (a Salomé anda a irritar-me. Já aquela história de ter ido para prostituta porque não sabia o que havia de fazer não me agradou muito. Agora estes chiliques religiosos, em que quer ser pura e virgem (quando se trata de ir para a cama com o Zambujeira), para no segundo seguinte achar que a expiação dos seus pecados é voltando à prostituição deixam-me irritada com a miúda. Agora ainda estou nos capítulos em que o Zambujeira fala dos negócios do Milagre. Ainda não sei o que lhe aconteceu desde que saiu de casa.)
- escrever e reescrever os meus artiguinhos (o primeiro não teve uma saída airosa
- foi modifcado já publicado e tive de acrescentar um parágrafo à pressa, que ficou com uma frase longa de mais)
- respondido aos mails de trabalho que posso
- e outras coisas que não me lembro (para além de enfiar cerca de 4 produtos diferentes no nariz da Mariana, umas 3 colheres de outros e ainda dois tipos de gotas orais de outros. Ah! e os banhos de vapor de meia hora, lavar o rabo e mudar de cuecas a cada xixi/ cócó. Enfim, uma actividade do caraças!)

Tenho de ver se faço outras coisas, para não ficar doida. Estas clausuras deixam-me doida... Fechada em casa é do pior.