19 maio 2008

Já está!

Pronto, lá despachámos a nossa operação de 20 minutos. Uma cagada! E demorou tanto tempo... Mas agora já está. Que alívio! Estamos em casa, ela está sem sapatos e eu não quero nem saber.
Quanto à operação: ela estava cheia de tosse e até foi um dos primeiros comentários que ouvi "Ai, essa tosse...". Aspirei-lhe o nariz às escondidas, fiz cócegas (mas não resultou) e fui almoçar enquanto ela era operada. A minha mãe ficou à espera.
Eu estava a comer um salmão seco e pronta a explodir. Estava com um medo horrível de chegar ao bloco operatório, a minha mãe não estar lá e encontrá-la no quarto com ela a dizer-me que tinha sido recambiada.
Assim, quando vi a minha mãe à porta comecei logo a dizer disparates: sobre comida, sobre as pessoas, "e no outro dia isto...". E passado uns 5 minutos chamaram-me, fui ter com ela, disseram-me que tinha sido operada e que tudo correu bem. Pronto, é mais uma miúda com tubos.
Agora já temos nova consulta marcada e, provavelmente, daqui a pouco tempo hei-de andar passada por estar à espera para fazer o exame. Mas ao menos este já foi.
Eu imaginava coisas más de mais: a otite a infectar e ela a ter meningites (li que podem ser causadas por infecções nos ouvidos) e como é que eu ia viver com o facto de ela ter uma meningite por ter tosse?! Paranóias. Mas eu estava mesmo paranóica.

Ela é toda gira e depois de ter berrado e esperneado um bocado, adormeceu. E quando acordou estava super bem disposta. Corria na cama, até ao limite do soro e comeu tudo muito bem. É o máximo!

Estou muito aliviada, mas andava com uma angústia tão grande que acho que ainda tenho tudo cá dentro à espera de explodir.

13 maio 2008

Bolas!

E não é que agora o weather.com já não dá chuva?! O que eu quero é sol, para ver se ela não piora.
E se estivesse mesmo sol até podíamos sair de casa e ir à praia respirar iodo, pisar a areia, até molhar os pézinhos!
Não! Isso só será quando a operação estiver feita.

E eu que não sou nada assim. Nunca secava o cabelo no secador (nem de Verão nem de Inverno), não tomava medicamentos, qunado me sentia mal achava que se curava sempre com comida. E agora isto: paranóica, hipocondríaca, super-protectora...
A protecção em demasia também é um perigo.

Sol, Sol, sol!

08 maio 2008

...

Vai chover... Logo agora... Parece que sempre que a miúda estás prestes a ser operada há-de vir uma carga de água para deixá-la ranhosa.
Isto dá cabo de mim.

06 maio 2008

É gira, a miúda


Ó pá, ando triste e nem me apetece vir aqui escrever, mesmo agora que decidi que queria ver se tinha um sítio onde contar a minha vida de mãe.
Mas ando triste.
Ela já tem nova operação marcada, não pode tossir. E mal se soube quando era a próxima ficou logo com ranhoca dependurada no nariz. E cada vez que a oiço tossir sinto um aperto no estômago... Ela não tosse muito, mas é o suficiente para ser chumbada, e já foi 3 vezes e agora a otite está mesmo grande e tem mesmo de ser tratada.
Nem sei já o que hei-de fazer.
No trabalho já disse quando era a nova data e que ia novamente ficar em casa com ela uns dias, mas fui olhada de lado. Acham que exagero. Até acham que exagero quando digo que ela ouve mal: uma miúda quase com dois anos que não diz uma única palavra e que não responde pelo nome.

Isto angustia-me até ao desespero.

E ela é sempre gira. Sempre. Quando deita a cabeça no sofá para lhe pôr as gotas no nariz; quando começa a chorar, mas tira a chucha da boca para lhe dar o antibiótico; quando pede chocolate depois do banho, porque já sabe que vai para as massagens. É sempre gira...

02 maio 2008

Dia do Trabalhador

Ontem fomos as duas ao nosso primeiro 1º de Maio. É bom haver coisas a descobrir em conjunto.
Portou-se bem, embora eu me tenha preocupado em bocado com o sol na cabeça, mas como havia algumas nuvens, sempre deu para despreocupar.

E lá estive eu mais uma vez a beber cervejas. Esta barriga cresce, cresce e sem criancinhas lá dentro.
Agora percebo porque é que depois de serem mães as mulheres engordam: é porque não têm tempo para outro tipo de actividade física que não esteja relacionada com a criança. E beber umas cevejolas na relva enquanto ela come um queque é uma actividade muito fácil de realizar, com prazer imediato para ambas e sem perigos.
Quando ela começar a correr e andar de bicicleta vai ver! Mas até lá ainda faltam uns dois anos e tenho de ver se me aguento dentro da roupa que tenho (que o orçamento também não dá para grandes flutuações de peso).

E vi não sei quantos pais a rebolarem-se na relva com os filhos, a cantarem-lhes as músicas do Xutos e Pontapés (parece mesmo que toda a gente as conhece!!!) e fiquei triste por a minha miúda não ter isso. Mas não faz mal. Encontro sempre alguém que brinca com ela (desta vez foi um rapaz que já não via há muito tempo, e que como toda a gente, ficou encantado com ela).
Tem de conviver com figuras masculinas, para ver se não fica deslumbrada com elas, a pensar que são o máximo. São normais, como as mulheres (talvez até as mulheres sejam um bocadinho melhores...)