29 dezembro 2008

Pós-natal

Ontem cheguei do Natal: com 4 sacos escada acima, uma gripe (das da TV!) e sem filha (com os avós, mais uma vez).
Logo ao chegar ao meu bairro e ao passar à porta do Sou, lembrei-me que havia lá qualquer coisa e, como ainda não era tarde, resolvi ir ver gente. Fui.
Era uma tertúlia sobre coisas que me dizem pouco e num ambiente que também me diz pouco, mas foi bom ver algumas pessoas e trocar algumas palavras. Mas regressei logo para casa. Não me sentia bem ali. Estou sempre com a Mariana, de maneira que depois parece que já nem consigo conviver como antes.
Cheguei a casa, pus a roupa a lavar, vesti o pijama, decidi os planos para a noite: ler um bocadinho deste e um bocadinho dele, deitar cedo, curar a gripe.
A certa altura, contudo, pensei "Ó Marta, vai mas é ao cinema. É hoje a tua oportunidade."
E fui.
Ver O silêncio de Lorna. Gostei. Mas acho que só o facto de ter ido ao cinema me fez gostar mais do que o próprio filme. A ausência de cinema era tanta que só o olhar para a tela gigante era fixe! Acho que senti, pela primeira vez, aquela magia das salas de cinema e do écrã gigante de que algumas pessoas falam e a que eu pouco liguei.
Para mim o cinema, como o teatro, tem o grande inconveniente do público. Que em geral me irrita. Basta uma pessoa com telemóvel a tocar, ou ouvir relatos de futebol, ou rir alarvemente para me estragar a sessão.
Se calhar é raiva acumulada (ou stress, raiva fica mal).
Mas esta correu muito bem e gostei.
 
Chegada a casa estendi a roupa, ainda vi umas curtas na 2 (odeio coisas sobre violações e exploração de mulheres e crianças: o Europa 2007). Depois vi outro filme, com base no Peter Pan e no J. M. Barrie (como é que um filme completamente dedicado à família e às crianças nos intervalos tem cenas de sexo explícito?! Sei que era tarde, mas não compreendo na mesma. Aquela nojeira de publicidade de vídeos dos telemóveis devia ser banida da televisão). E depois ainda fui ler um dos meus presentes de Natal, Os passageiros da noite do Haruki Murakami, que está a correr bem, mas a ficar esquisito: começa a meter ficção científica e não estou habituada a tal. Resultado: adormeci por volta das 3h! Que disparate...

23 dezembro 2008

o natal é um stress

Não tenho tempo para mais: BOM NATAL!

19 dezembro 2008

os amigos da Mariana

A Mariana é muito amiga: ela estende os braços a quem lhe abre os seus e beija a pedido.
Tudo bem, até certo ponto.

Ao sair de casa cumprimentamos sempre com muita efusão e sorrisos o arrumador, o Vítor; descemos um pouco a rua e é altura de saltar para o colo do senhor que guarda a capela; mais um bocadinho chegamos ao Metro e dizemos adeus ao segurança; à saída da creche, ao descer a rua, é preciso correr até ao carrinho das castanhas (a ponto de alvoraçar os presentes que pensam que ela se vai atirar contra as brasas) e fazer gracinhas à vendedora...
E agora arranjou mais um amigo: o pedinte sentado no chão, mal-cheiroso e sujo. Ele chama-a, estende-lhe os braços e lá vai ela a correr, senta-se ao colo dele e ele beija-a na cara e ela a ele.

Eh pá! Eu não quero isto! É pela falta de higiene - o homem deve ser um ninho de micróbios e bactérias famintas de um corpinho saudável e tenrinho.
Mas para não parecer (ser, sei lá!) xenófoba digo assim: "anda, já estamos atrasados" e quando a consigo arrancar dos braços dele: "Diz adeus ao senhor". A situação faz-me confusão. Ainda por cima porque o pedinte me agradece por a Mariana lhe ter dado um abraço.

rescaldo da festa

Como já disse, as últimas festas da creche não correram bem: no 1º ano esteve a dormir no Natal (tinha 4 meses) e não esteve presente na de fim de ano lectivo; no 2º ano eu cheguei 5 minutos atrasado à de Natal e perdi a aparição dela, na de fim de ano cheguei bem cedo e fiquei à frente, o que fez com que ela, mal me viu, saísse do "palco" para o meu colo. 
 
E assim chegámos a esta: cheguei um pouco tarde, o que fez com que tivesse de empurrar a porta da sala, empurrar as pessoas atrás da porta, empurrar pessoas para chegar à frente, arranjar um lugar péssimo (daqueles em que temos de estar em bicos de pés, inclinadas para o lado e, mesmo assim, só conseguimos ver alguma coisa quando as 3 pessoas à frente estão numa combinação que nos permite olhar por um buraco através delas) e manter-me inamovível para não mo tirarem. Além de todos estes incómodos e esforços físicos, acabamos por nos chatear com quem está à volta, porque mal alguém se mexe um centímetro, empurra imediatamente a pessoa do lado um centímetro, que tem de empurrar a outra e assim sucessivamente. Eu não cheguei a refilar com ninguém, mas quem chegou ainda mais tarde que eu teve de barafustar para entrar (porque o senhor atrás da porta não queria esmagar nem empurrar o que estava à sua frente) e barafustar para ver.
 
Para culminar, apesar de conseguir entrever a Mariana com muito custo, mas conseguia!, houve alguém que abriu uma porta mesmo à frente dela no momento da actuação e ela desapareceu. De qualquer forma não cantou. Nem ela nem os outros. É confusão a mais, quente demais e acho que para o ano não queremos saber da festa para nada.
 
Além do mais, estive a fazer os biscoitos de limão muita bons (mas mesmo muita bons!) e não os comeram. Portanto, acabou-se!
 
Quer dizer, talvez... Imaginar que a miúda vai cantar com a turma dela e eu não vou ver é inconcebível. Hei-de arranjar outra solução. Mas gostava mesmo que aquilo fosse uma coisa agradável, que permitisse o contacto entre as pessoas, mas um contacto mesmo físico e forçado.

16 dezembro 2008

festa na creche

Hoje é a festa de Natal da creche.
Ontem não podia já com a festa (tenho de fazer bolos, pinheiros, comprar prendas), mas hoje já estou mais bem disposta.

O ano passado não cheguei a tempo e depois, para compensar, na festa de fim ano cheguei bem cedo, mas ela mal me viu saltou do palco e veio para o meu colo.
De forma que tenho de pensar na estratégia para chegar cedo para arranjar um bom lugar, mas não estar demasiado visível.
Gostava mesmo de a ouvir a cantar com os outros.

E esqueci-me da máquina fotográfica... alguma coisa haveria de ser.

15 dezembro 2008

o mundo em que vivemos

Li agora um post com o qual concordei tanto que escrevi um comentário enorme (só ía pôr duas palavras, mas depois despejei).
Aqui fica o meu comentário:

concordo, concordo (com o post).
Só não bato palmas porque é triste que seja esta a sociedade que temos e que os telejornais e jornais estejam mais interessados em lavagens ao cérebro que em informação - eles anunciam que em Portugal o parque automóvel é menor que não sei em que país da Europa, como se isso fosse uma calamidade, qd no fundo só quer dizer que não precisamos, que deveríamos ainda ter menos carros e quem tem mais é que está mal.
Só mesmo uma crise a sério é que proteje o ambiente. Esta conseguiu pouco. E não falo por mim (que também ando de bolsos vazios).


Acho que só mesmo com uma grande crise, com os preços do petróleo, da comida e de tudo o resto as pessoas reduzem o consumo.
Eu, por exemplo, reduzi o meu consumo de livros: desde que deixei de ter dinheiro peço emprestado a conhecidos ou em bibliotecas. É tomar isto como modus vivendi: não custa, promove a comunicação e contacto com os amigos, partilhamos opiniões... só faz bem!
A redução do consumo também é imprescindível para acabar com os grandes grupos: viu-se os bancos, esses gigantes do capital, a irem-se abaixo como papel. Porque eles dependem todos de nós, as multinacionais só sobrevivem porque lhes pomos o dinheiro no bolso, de outra forma faliam.
É deixá-los falir!
Comprar menos carros, menos quinquilharias, produzir mais coisas com as próprias mãos, dar o que não precisamos, receber em segunda mão o que precisamos.
A crise criou opções alternativas, agora é continuar com elas e não desistir de transformar este num mundo melhor.
Eu duvido que seja possível, mas depois de deitar uma filha ao mundo tenho de fazer o que está ao meu alcance.

Calo-me. Penso toneladas de coisas sobre estes assuntos, mas calo-me porque não leio jornais, não vejo telejornais e por isso posso dizer muito facilmente disparates, embora acredite que as coisas são tão simples, que nem há razão para acreditar que esteja enganada.

10 dezembro 2008

o tempo

O tempo, ou melhor, a falta dele, e a correria para fazer tudo aquilo que devemos fazer a tempo, não permite que consigamos fazer todas as outras coisas que deixamos para depois. Nomeadamente o passarmos tempo connosco e com os outros.Não permite desfrutar as pequenas coisas que supostamente nos dariam prazer.
 
Por exemplo, os últimos livros que andei a ler: não lhes andava a achar piada nenhuma e nem conseguia perceber a escrita - era demasiado confuso, parecia que a intriga saltava daqui para ali sem nos avisarem, as personagens pareciam todas tontas, vazias.
Ora bem, tive a oportunidade de ler esses dois livros sem ser interrompida e com tempo para o fazer (não no intervalo da cozedura do arroz  ou quando já estou com tanto sono que nem consigo ter os olhos abertos) e gostei deles. Prenderam-me a atenção, quis saber o que acontecia a seguir, criei relações com as personagens. Afinal, só precisava de tempo. De dar o meu tempo e estar apta a receber.
 
Interrogo-me agora sobre que outras coisas da minha vida ando eu a afastar-me sem me dar conta.

Alçada

Estive eu a dizer mal do Catarina ou o sabor da maçã e do autor há cinco dias atrás e agora morre o Alçada Baptista. Desculpa, Alçada.
Vou ver se me redimo lendo outra coisa dele. Pode ser que com a idade já consiga apreciar a prosa, de que não gostei na adolescência.
 
 

08 dezembro 2008

eu pelos olhos dela

Estava farta da miúda. Só me apetecia dizer-lhe "não me chateies", mas ela apareceu aqui, abraçou-me e levou-me a ver os bonecos todos no chão a fazer ó-ó (que ela diz inclinando a cabeça, com a mão encostada à face). E pôs um indicador à frente dos lábios - chiu... Caí logo no charme dela - já é a mais linda do mundo outra vez.

Sou eu que lhe ensino a ser assim querida? Nas brincadeiras que tem com os bonecos, em que faz de conta, ela está sempre a ensiná-los, a dar papa, puxar o autoclismo, pôr a dormir. É sempre atenciosa e paciente com eles. Apoia-os. Eu adoro assistir a esses espectáculos. E ela a fazer festinhas aos primos bébés?! É um amor!
É mesmo comigo que ela aprende?! Eu sou um amor?!

O dia em que a vir berrar para um boneco "és um chato! larga-me" vou ficar tão triste por ser essa a imagem que ela tem de mim. Mas um dia há-de acontecer. Espanta-me de ser assim tão querida aos olhos dela.

Ainda bem que é assim que me vê. Mas é assim que sou?

Nem sei que diga...

Estou a preparar-me para segunda-feira e a pen onde tinha guardado as coisas desapareceu. Quem, como? Não sei.

Culpo a pirralha, que insiste em mexer nas minhas coisas.

Ainda tenho tanto para lhe berrar, tantos nãos para lhe dizer. Bolas! Eu vi-a ao pé do computador, mas ela tinha acabado de acordar e não me apetecia começar logo. Ainda por cima eu estava a acabar de ver um filme e não queria perder o final.

É que ela consegue estragar coisas tão rapidamente. E depois continua a querer que jogue com ela à bola e diga que sim, que é o urso, quando eu ando desesperada à procura daquela porcaria. Já vi em dois sacos de lixo, que não tem piadinha nenhuma.

E na verdade nem sei se foi ela. Mas como não responde às minhas perguntas, não me diz nada, apanha com as culpas.

Há alturas em que fico mesmo desejosa que a miúda fale e consiga responder a perguntas simples como esta "mexeste nalguma coisa?", "onde está isto?".

É que ando sem dinheiro e parece que tudo se estraga, rouba, vai para o galheiro de formas diferentes. É sempre preciso gastar dinheiro de formas diferentes.

Hoje ela foi saltar para cima da "varanda" do telhado. Eu berrava "Não! não!", mas não fui a tempo e a camela partiu-me uma telha. Depois perdi para aí uma hora a tentar tapar aquilo com um plástico, enquanto não vêm arranjar. Porque se não, infiltra-se água e depois cai o tecto da vizinha de baixo e lá vou eu pagar de novo. Ainda assim vou ter pagar o arranjo no telhado.

Estou farta de pagar. Uma pessoa faz uma estimativa de quanto vai gastar e acha que sobrevive e depois surgem sempre montes de merdas que nos lixam.

Estou farta.

E cansada de estar cansada.

06 dezembro 2008

Natal - antes e agora

Parece que as prendas já estão todas.
O meu saco das prendas é cada vez mais estreito e pequeno. Antes oferecia coisas maiores. Pensava mais. Agora penso em várias coisas que vão com cada prenda e muitas delas não estão relacionadas com o dar prenda. É pena...
Como disse a minha irmã mais nova: o Natal já não é como era. Pois não, agora nós somos as mães, não os filhos. Acho que ainda estamos a fazer a transição do receber prendas de toda a gente, para o receber de poucas e dar muitas.
E a transição não é só no Natal, é na vida. Dar, dar, dar. Dar muito, dar tudo. Ser mãe é mais pesado.
A grande alegria é os elogios rasgados de toda gente que conhece a miúda. Também já sei que ela é mais espectacular com os outros que comigo. Gosta de me chatear. Mas ainda assim não posso negar que é muito esperta, muito querida, muito comunicativa e alegre.
Acho que não sou eu que a ensino nem a motivo (por exemplo, agora está a beber água com uma colher de sobremesa, de dentro de uma panela que está no lava-louça, à espera de ser lavada).

O que será que ela vai escolher quando me escolher uma prenda?

05 dezembro 2008

o problema de gostar

Isto dos blogues é uma coisa dos diabos!... Vicante e incontrolável.
Ainda agora fui ao oito e coisa e lá dizia que o melhor blogue era o Mundo perfeito e agora estou a ler esse e tem tanta coisa que não dá para ler tudo até ao fim, embora haja vontade (porque na realidade parece interessante). Depois esse fala noutro e vamos saltando, o tempo passando e é uma confusão sem fim.
Gostava de pôr um limite naquilo que gosto.
Já me aconteceu pensar isso noutras situações. Acho que tenho tendência para gostar, o que é um problema quando depois nos queremos dedicar a todas as coisas de que gostamos.
Por isso é que me sinto forçada a não experimentar coisas novas para não cair no risco de gostar delas.
Mas é impossível!...

A minha lista de blogues para ler vai sempre mudando: às vezes ponhos uns para ver se gosto, depois tiro, depois ponho outra vez (ou nunca mais), surgem novos...

Agora não sei o que hei-de ler: Mundo Perfeito? Tralha (que também li pouco)? Ou o meu livrinho novo da biblioteca?

Bolas, bolas, bolas... Se não gostasse de nada era mais fácil.

04 dezembro 2008

guarda-chuva

Hoje de manhã, ao sair com ela de casa e ter de a pegar ao colo mais ao guarda-chuva e fazer a ginástica equilibrista que nos permite anda sem cair no piso molhado, fiquei cansada e muito arrependida de não ter comprado o raio do guarda-chuva de 10€ do Tweety no Continente.
Mais tarde, ao subir as escadas do metro com ela ao colo, mais o guarda-chuva, mais o cansaço, decidi: vou comprar o guarda-chuva e é já. Se tiver de ter barbies, terá!
À saída do metro há um quiosque que tem revistas infantis. Há tempos as da Barbie ofereciam chapéus-de-chuva. Felizmente, hoje eram as do Noddy. Assim, tem um às riscas que a deixa muito contente e a mim mais folgada.
 
Esperemos que não queira dormir com ele... (não me surpreenderia).

tricot

E não é que acabei de descobrir que afinal andava a fazer o tricot todo errado?!
De certeza que o ponto que inventei já está inventado, mas demorei muito a perceber que estava a fazer mal.
O aspecto parecia-me diferente daquele que costumo ver em camisolas e outra peças de malha, mas achava que era a minha inexperiência que o punha com mau aspecto.
Era mais ou menos isso, mas pior.

Agora que já descobri o ponto bom vou continuar. Nada de voltar atrás e fazer tudo de novo.

crítica literária

Com pouco esforço lá fui requisitar um livro: Terna é a noite, do F. Scott Fitzgerald.
Nem faço ideia se é isso que quero ler, mas faz sempre bem ler uns clássicos.
Além do mais, em casa, quem me andava a acompanhar na cama era o Italo Svevo e o Embuste perfeito (?), mas não estava a achar piada nenhuma aquilo. Nem da história nem da escrita, nem das personagens.
Acho que por muitos escritores serem homens velhos, as personagens principais são muitas vezes homens velhos. Com quem não me identifico: nem com as atitudes, nem com os problemas, nem opções, gostos, nada... Não quer dizer que só goste de livros que tenham pessoas iguais a mim (GRANDE NÁUSEA!!!!), contudo homens velhos armados em artistas não é mesmo a minha onda.
 
Uma vez li dois de seguida com personagens assim. Acho que era o Na tua faceO sabor da maçã. Ainda por cima, põem os artistas com miúdas novas, super inteligentes, dinâmicas, espertas, lindas de fazer inveja apaixonadas por eles.
Que massagem ao ego!...
 
Mas agora já tenho o Fitzgerald. Vamos lá ver o que sai daqui.
É que hoje, ainda por cima, resolvi fazer a viagem de metro longa por achava que tinha o Svevo comigo e me apetecia ler um bocado (sem sono) e quando abro a mala não estava lá nada.
Foi aí que me decidi que ia à biblioteca. E fui.
 
Às vezes fazer qualquer coisinha por nós é mesmo fácil.

03 dezembro 2008

acabaram-se as pilhas

Como é que é possível estar tão cansada que nem tenho tempo para escrever aqui?!
 
Eu julgava que este ano (sem 4 aulas semanais das 18h30 às 21h30) a minha vida ia ser férias e descanso a toda a hora.
O que eu acho é que o convívio diário com a miúda é mais esgotante que as aulas. Será?!
Que estranho!...
Os dias este ano parecem mesmo mais curtos, eu mais cansada, com menos energia, menos vontade de fazer coisas. Parece que não tenho tempo para nada. Ou sou eu que adio tudo? Como é que ando há semanas para ir buscar um livro à biblioteca? É coisa para demorar 15m. Ou menos!
 
Vou dormir a ver se passa.
 
Ainda por cima a chavala só se deitou às 10 e tal da noite, o que quer dizer que amanhã não acordamos tão cedo (ela é o meu despertador quando acordamos às 7h30, eu sou o dela a partir das 8h).
 
São 23h30 e estou cheia de sono e hoje acordei às 9h!!! Não é normal! Eu não posso estar tão cansada...
 
ENERGIA! ENERGIA! VEM CÁ!!!!

02 dezembro 2008

feriado

Lá fomos a almoços, lanches e jantares.
E para terminar em beleza, no feriado ficámos em casa e fizemos bolos (muita bons, com receita copiada dos babygrows, mas não com tão boa figura), castanhas assadas no forno, frango com cerveja e sei lá mais quê.
A pirralha caiu para o lado antes das 20h, mas tossia tanto que com ela a dormir tive de lhe dar o xarope e pôr gotas no nariz - a gente fá-los sofrer mesmo a dormir, coitadinhos...

Ainda arrumei o armário dos medicamentos, que andava a adiar por falta de berbequim que me ajudasse a pendurá-lo na parede. Mas por causa (acho eu) dos anúncios da TV com aquele miúdo que anda de cavalo de pau e depois toma comprimidos, pus o armário em cima de outro armário. Ao alcance da miúda, mas fechadinho à chave.

E dos outros milhares de pequenas coisas que queria fazer fiz algumas, mas parece que o tempo é sempre pouco.
Como?! Como?!
Como é que com 3 dias de férias não temos tempo para fazer coisinhas simples em casa.
Irra!
E continuo a precisar do meu livrinho aconchegante. Acabei por não ir à biblioteca e senti falta dele.
Dediquei-me à malha, mas o resultado do meu tricotar continua a ser um mistério para mim. Vou tendo ideias, mas ainda não sei como transformar aquilo em alguma coisa nomeável.

30 novembro 2008

Estivemos a fazer a nossa ávore de Natal



Muitas vezes tento arranjar actividades para fazermos as duas e para ela se divertir comigo e etc, mas acabo por pintar e desenhar a maior parte sozinha. Ainda a convenci a fazer uns rabiscos, mas por exemplo, a pintar e riscar à vontade com o lápis de cera verde não.

A ávore é um cartão que já veio comigo de casa dos meus pais. Tinha-o comprado para tapar as janelas de casa quando queria revelar fotografias.

Aqui só preciso de um bocado, que já esta cortado à medida e legendado, de maneira que tinha isto aqui há muito tempo sem dono.

É bom encontrar funções para as coisas que vou guardando porque penso que um dia serão utéis. E melhor ainda é conseguir justificar o tê-las guardado durante tanto tempo.

É incrível como numa casa tão pequena há tanta inutilidade.
A árvore é estreitinha e frágil e pelo jogo de bola que houve a seguir parece-me que não vai durar muito tempo. Ainda assim, já tenho programadas umas grinaldas e umas tiras de lã por ali. Sempre dá para passarmos algum tempo deste tempo frio fechadinhas em casa.



Ontem fomos a um lanche e hoje já aceitámos um almoço e ainda temos convite para jantar.
Na verdade, esta vida de engorda desgosta-me: comer, comer, comer. E um dia queremos correr ou andar de bicicleta ou apanhar um autocarro e os kilos a mais não deixam.

Não sei se iremos ao jantar. Depois parece-me confusão a mais, mas se calhar é porque ainda estou a pensar nos banais fins-de-semana de 2 dias.
Depende da vontade da miudinha.







28 novembro 2008

papéis, queixas e etapas

Ontem às 14h liguei logo para os moldes. Era aparecer quando quisséssemos que seríamos atendidas por ordem de chegada. Peguei na miúda depois da sesta dela e lá fomos.
Chegámos, não havia ninguém - foi um instante. Ela portou-se muito bem, como sempre se porta com as outras pessoas. Não sei quanto tempo é que demora agora. Talvez os dois meses do costume, mas nunca estivémos tão perto.
Ontem estava mesmo contente. O raio desta coisa sempre parece que anda para a frente. Tanto tempo empancado e agora lá vamos pulando algumas etapas. Quando, quando chegaremos ao fim?!
 
Outra coisa que não ata nem desata é o raio da entrega dos papéis para receber o subsídio para a terapia da fala. Depois do 3º preenchimento dos papéis, deixei-os de novo na creche para serem assinados. Só serão 3ª.  Vamos lá ver se 3ª vai tudo remetido para a DREL, porque depois da DREL é SS e depois para mim, para entregar mais papéis, e depois SS e depois DREL e depois acho que é fim. Deve calhar no fim do ano lectivo. Para no início do próximo ter de fazer tudo de novo.
 
Outros papéis burocráticos e decisórios me chegaram às mãos, mas esses irritam-me tanto que nem descrevo os seus passeios.
 
Dou por mim a pensar que o Estado e as organizações estatais seriam mais céleres se tratem dos casos um a um. Uma pessoa ficava encarregue de acompanhar pessoalmente umas quantas pessoas e tratar de tudo. Em vez de se preencherem 2000 vezes 100 impressos diferentes, 3000 pessoas porem-lhes a vista em cima e passarem para o próximo e nunca ninguém saber efectivamente do que é que se trata, porque cada um só vê se um dos quadros em que se especializou está bem preenchido.
 
Esta queixa está muito grande e um bocado mal formulada. 
 
Mas, apesar de me queixar tenho esperança. 
 
E este fim-de-semana de 3 dias vai saber-me muito bem. 
 
 

27 novembro 2008

eu ligo, mas a mim ninguém em liga

Quando estive doente recebei uma chamada de um número desconhecido.
Não liguei de volta. Pensei: se for importante ligam.
E não é que os camelos não ligaram?!
 
Eu é que liguei agora para S. José, para saber do aparelho da miúda, disseram-me que já estava na loja ou empresa e que eles já me deviam ter ligado. Vim à net, pus o número no google, deu-me a empresa liguei para lá e que sim, que o processo está lá e me ligaram.
 
Mas, porra!, eles não têm consciência de que uma pessoa espera imenso pelo aparelho? Não podem fazer um telefonema e depois não fazer nada, não insistir, não deixar recado.
Ainda vou ter de preencher uma queixa.
Bando de camelos!
 
Mas claro, o meu telefonema não deu para saber tudo, porque as pessoas que atendem os telefone são sempre aquelas que não têm nada a ver com o processo.
 
Tenho de ligar depois das 14h.
 
Vamos lá ver se a resposta não é "venha cá daqui a dois meses".

25 novembro 2008

queixas

Hoje, cheia de dores de garganta, muito mal dormida, por causa das mesmas dores, fui à Segurança Social antes de ir à creche, pedir um impresso e fazer uma outra coisa. (nem me apetece explicar o que fui lá fazer). Uma das coisas, foi adiada segunda vez, porque quando fui resolvê-la da primeira disseram que não era preciso impresso, mas sim ir lá com os meu documentos, hoje que fui com os documentos, deram o tal impresso que pedi da outra vez e disseram que não era preciso. O impresso, que diz Segurança Social no cabeçalho, que me foi dado por uma pessoa, inutilizado por outra, é desconhecido na Segurança Social. Ou pelo menos naquele balcão onde tratam especificamente daqueles assuntos.
 
A história dos impressos já me começa a irritar. Ou melhor, já começou há bastante tempo, anda a irritar-me desde que há 3 semanas que tento preencher aquilo.
E já o preenchi duas vezes mas depois acham que tem de ser em folhas A3 e arranja-se a folha A3 e copia-se tudo. Depois acham que tem de ser outra pessoas a assinar (tenho quase a certeza que a tonta da psicóloga que se lembrou de riscar um impresso para o qual ninguém lhe pediu opinião se enganou e de aquilo era tudo válido. E depois quem é que se mete assim a inutilizar os esforços e impressos do outro só porque tem uma opinião? Bolas, se achava que estava mal dizia. Não riscava. Vaca!). Portanto, vamos lá ver se não se lembram a seguir que tem de ser a preto ou em maiúsculas.
 
Entretanto,  a minha garganta dói-me (ainda por cima vi agora na televisão que as dores estão relacionadas com a falta de  mimo!...) e nem tenho paciência para voltar a fazer os meus passeios semanais ao guichet da Estefânia a pedir papéis. Uma pessoa pede mais papéis aos médicos do que uma opinião médica ou um diagnóstico.

24 novembro 2008

Miúda-espectáculo

Felizmente a miúda está óptima.
E numa conversa coma terapeuta ouvi mais elogios e a certeza de que ela vai aprender tudo muito bem e rápido, porque é curiosa, esperta e interessada.
"A mãe já sabe disto, não é?" Eu digo que sim, mas a verdade é que não a sabia assim tão, tão espectacular para tanta gente. A miúda é mesmo um espectáculo.
 
 

Dores de garganta

Já é normal doer-me a garganta. É tão normal que em geral nem faço nada. Mas há duas semanas as dores eram de mais. Ao ponto de não dormir.
Resolvi tratar-me e arrependi de não ter começado mais cedo. Mas depois de tomar o antibiótico esta coisa volta a toda a hora: basta um ar condicionado, um bocadinho de frio, um sei lá quêzinho e fico assim outra vez.
E além disso vêm as dores pelo corpo todo, a sensação de que vou ter febre, um cansaço que não aquece nem arrefece...
 
Agora trago sempre o Brufen comigo. Mas não gosto. Não gosto de automedicar-me nem sequer de tomar medicamentos em geral. Mas depois da última também já não quero que isto piore.
 
Quem diria que no sábado fiz 35km de bicicleta?! Parece mentira...

23 novembro 2008

Sugestões de leitura?...

Não ando a ler nada. Até já tenho saudades da Salomé, essa tonta.
Tenho de ver se arranjo outro livro.
Acho que agora devo ir para um inglês ou americano. Um daqueles clássicos que nunca tenha lido. Talvez o Hemingway ou outro qualquer.
Embora ache que devia conhecer mais portugueses.
 
Logo vejo amanhã ou outro dia em que vá à biblioteca. Chegando lá, há sempre uma catrefada deles aptos a fazer-me companhia nestas noites frias.

21 novembro 2008

dar na boca

No outro dia, ao subir uma rua, oiço isto dito muito alto e com alguma agressividade:
 
RAPARIGA: Ele disse "dá-lhe na boca!, quero lá saber!" e dei-lhe...
 
e eu pensei "deu um soco na boca a alguém", mas olho para a cara dela e vejo um grande sorriso enquanto completa a frase.
 
RAPARIGA: ... mesmo na boca!
 
e percebi: deu um beijo.
 
O sorriso de um beijo bem dado é completamente diferente do de um soco.

sexta

Hoje foi o primeiro dia da miúda com a nova terapeuta da fala, que espero que a acompanhe durante todo o processo.
Ainda não liguei para saber como foi, mas espero que tenha corrido bem. Ela gostava imenso da outra terapeuta: era meia hora de brincadeira!
As educadoras elogiam tanto a Mariana que até me sinto desconfortável. Parecem-me elogios a mais e a miúda é normal. Gira, querida, esperta, atenta, engraçada, carinhosa... normal.
Para celebrar fui ao estádio dar uma corridinha. Não foi uma má corrida, mas a minha lentidão deixa-me sempre a desejar outtras coisas: queria ser mais leve, mais ágil, enfim... Se a vida nos continuar a correr de feição hei-de correr mais dias.
Reparei numa coisa nos último dias: agora, quando vê o símbolo da Volkswagen diz "avó" e quando vê um da Mercedes diz "avô". Não sei se estou a exagerar. Ainda tenho de comprovar isto. Eu achava que o meu sobrinho era um génio por, com 1 ano, conseguir identificar os carros de toda a família. Parece que afinal a Mariana tem aprendido umas coisas com ele.
Isto ainda mais me espanta a mim que identifico os carros pelas cores e matrículas. Já estou melhorzinha, mas muito menos que o meu sobrinho Tiago.
Hoje foi o primeiro dia da miúda com a nova terapeuta da fala, que espero que a acompanhe durante todo o processo.

Ainda não liguei para saber como foi, mas espero que tenha corrido bem.



As educadoras elogiam tanto a Mariana que até me sinto desconfortável. Parecem-me elogios a mais e a miúda é normal. Gira, querida, esperta, atenta, engraçada, carinhosa... normal.



Para celebrar fui ao estádio dar uma corridinha. Não foi uma má corrida, mas a minha lentidão deixa-me sempre a desejar outtras coisas: queria mais leve, mais ágil, enfim... Se a vida nos continuar a correr de feição

19 novembro 2008

a espera pelo próximo episódio

O universo dos blogues desvenda-se lentamente.
De início nem compreendia o que era isso da "comunidade", mas de repente (mais gradualmente que de repente) lá me sinto a entrar numa comunidade, onde as portas estão sempre abertas e só muito tempo depois de termos entrado é que nos damos conta de que lá estamos.
 
Tenho seguido blogues - alguns de pessoas com duvido quem me daria pessoalmente, mas através dos registos diários tornam-se interessantes ou acarinhadas. Seguimos as vidas delas e a pouco e pouco os seus pequenos nadas ganham para nós mais significado que aquele que teriam se não tivéssemos em conta tudo o que vai para trás.
 
Outras vezes, lemos em pouco tempo 3 ou 4 anos da vida de alguém, marcados por muitas coisas, e de repente queremos saber mais dessa vida e aguardamos o próximo post com alguma expectativa.
 
Serão novelas escritas?
 
Todas as vidas resumidas são interessantes?
 
A minha, resumida, será?
 
Com algumas pessoas aprendo algumas coisas, outras invejo a progressão da vida, outras deixam-me angustiada e desmotivada porque penso que nunca serei assim e gostava de ser.
 
Descobri agora o Tralha e emociona-me. A escrita, a vida, a pessoa, o maravilhoso que cerca aquela pessoa, o "nada de extraordinário que acontece". Também queria que coisas não extraordinárias me acontecessem, saber o nome de árvores, ...
 
Gosto das memórias da Gata Christie. Alguns são minhas também e tenho pena de ter preguiça de não as registar e de um dia perder tudo (às vezes espanto-me com coisas de que ainda me lembro).
 
Outros blogues dão-me ideias: de brincadeiras para fazer com a miúda, de bonecos para fazer em casa, exposições, vontades de viagens e pequenos passeios.
 
Porque leio esses e muitos mais achei que também devia partilhar o meu. Sei no fundo tenho a secreta (depois de dito não é secreta, é mais "reprimida") ... a reprimida esperança de também eu ser interessante para alguém.
 
 
 

Dores de cabeça

Estou com dores de cabeça e não sei por que é.
Às vezes também estou agressiva e não sei por que é.
Dói-me a garganta: isso sei por que é.

17 novembro 2008

Porque o meu carro foi assaltado, porque estou sem dinheiro e por outras coisas, resolvi deixar o privado com a família e o anonimato com o público.

Tentarei.

11 novembro 2008

Tudo cresce

Queria pôr aqui imagens do fim-de-semana (os riscos no chão, no tapete, nos móveis, na cadeira, mesa, banco e parede com caneta de feltro que não é lavável, e o nosso passeio de bicicleta no domingo, em que já me sentia melhor, até Belém), mas a net está contra mim.Ficam só para mim as imagens. Não faz mal.Gosto imenso de ter as imagens a passar no computador quando eu não trabalho durante algum tempo. De início ficava mesmo fascinada ao ponto de ficar a olhar para o écran eternidades em vez de fazer alguma coisa. Agora já consigo retomar a actividade, mas ainda assim fico sempre surpreendida quando aparece uma foto da Mariana, seja de quando tinha um dia, do ano passado ou mesmo de ontem. É sempre giro vê-la crescer assim, diante dos nossos olhos, aleatoriamente, evocando memórias aleatórias também e non-stop.Adoro o slide show shuffle!
Outra coisa que gosto (e é uma das vantagens de só ir correr ao Estádio 3 vezes por ano) é ver como as árvores cresceram desde a última vez. Há lá uns pinheiros que praticamente vi nascer, e sobre os quais me interrogava "quando é que eles me vão fazer sobre quando passar por aqui a correr?", "será que ainda corro nessa altura?". E agora já estão por cima da minha cabeça. Na maior parte até dá para passar por baixo. Estão grandes, eles! E verdinhos. Gosto muito de pinheiros, da caruma, do cheiro a resina, partir pinhões... Chato mesmo é a resina nos toldos das tendas: nunca mais sai.
Bom, tenho de ir fazer outras coisas.
Tudo cresce, principalmente o que me falta fazer.

05 novembro 2008

Fechadas em casa

Três dias em casa com a miúda com febre e agora também uma alergia.Hoje parece quer está bem. Amanhã saímos de novo daqui para o mundo.Ontem ainda demos umas voltas no bairro depois de ir ao centro de saúde. Fomos comprar cola e fita-cola para podermos colar fotografias e as páginas de um livro que encontrei ainda na folha de prova. Tenho curiosidade agora em encontrar esse livro. É sobre um pinheiro que voa.
Temos feito montes de desenhos. A maior parte eu. É triste ver que com mais 30 anos em cima continuo a fazer exactamente os mesmo desenhos que fazia quando andava na primária. Podia ter evoluído...
Outro entretém, mais terapêutico que objectivo, é a malha. Recomecei uma tira de malha. A última tira cresceu até ao comprimento da cama de grades porque não sabia como acabar. Parecia uma espécie de Helena de Tróia: a fazer uma tira de lã interminável sem saber quando seria o seu fim. Mas depois lá me explicaram por telefone pela enésima vez e acabei. Agora tenho ideia de fazer outra tira igual. Para quê ainda não sei bem.
Uma outra coisa que gostava de fazer era coser malha, mas fazer duas tiras iguais e cosê-las não tem sentido - para isso tinha feito uma única tira com o dobro da largura.

Outras coisas que tenho feito em casa:
- um mau bolo (inventei e não deu certo)
- aspirar
- sopa (que a Mariana não come)
- ler o Milagre segundo Salomé (a Salomé anda a irritar-me. Já aquela história de ter ido para prostituta porque não sabia o que havia de fazer não me agradou muito. Agora estes chiliques religiosos, em que quer ser pura e virgem (quando se trata de ir para a cama com o Zambujeira), para no segundo seguinte achar que a expiação dos seus pecados é voltando à prostituição deixam-me irritada com a miúda. Agora ainda estou nos capítulos em que o Zambujeira fala dos negócios do Milagre. Ainda não sei o que lhe aconteceu desde que saiu de casa.)
- escrever e reescrever os meus artiguinhos (o primeiro não teve uma saída airosa
- foi modifcado já publicado e tive de acrescentar um parágrafo à pressa, que ficou com uma frase longa de mais)
- respondido aos mails de trabalho que posso
- e outras coisas que não me lembro (para além de enfiar cerca de 4 produtos diferentes no nariz da Mariana, umas 3 colheres de outros e ainda dois tipos de gotas orais de outros. Ah! e os banhos de vapor de meia hora, lavar o rabo e mudar de cuecas a cada xixi/ cócó. Enfim, uma actividade do caraças!)

Tenho de ver se faço outras coisas, para não ficar doida. Estas clausuras deixam-me doida... Fechada em casa é do pior.

31 outubro 2008

O meu carrinho lindo

Já estou melhor dos meus rancores. Ainda assim o carro continua na garagem da faculdade, salvaguardado da indigência da minha rua. T(r)emo por este fim-de-semana, que ele irá passar só à noite, à beira da estrada. Pobre carrinho lindo!...

27 outubro 2008

Esta miúda é que vale por tudo

Pois, quando a gente se chateia com a vida, olha para filha linda e percebemos de imediato que temos muita sorte. A chatice de estarmos chateadas é que ficamos com menos paciência para as pequenas arrelias dela e a paciência esgota-se facilmente. O que é difícil é termos de estar sempre a ser racionais, ponderadas, a incentivar os miúdos, ser alegres e ter disposição interminável para os aturar. Ando a perder a paciência com esta coisa da vida de ter sempre de ter azar a tudo. O carro assaltado duas vezes no mesmo mês é uma merda! E não é só pelo vidro, nem pelo tempo que se perde (principalmente a ir à esquadra, onde eles parece que não sabem escrever num computador), o que chateia é a seguir odiar toda gente, desconfiar de toda a gente, adormecer a pensar "será que o carro vai estar lá amanhã?", sonhar com condomínios privados, garagens, e para isso invejar toda a gente que consegue pagar essas coisas, e ter vontade de explodir com o intendente e a sopa dos pobres e pôr veneno nas drogas (irónico!...) e acabar com pragas da sociedade... É isto! este discurso das "pragas da sociedade" a sair da minha própria boca causa-me uma irritação tremenda. Não quero ser xenófoba. A sério que não quero... Mas parece que tenho culpa por viver numa zona em que há a sopa dos pobre e os drogados. Eu tenho culpa. Como moro lá tenho de aguentar as garrafas de cerveja partidas no chão, um ecoponto a tresandar mijo, tal como tresanda a estação de metro e qualquer recanto, 3 arrumadores por cada 10m de rua, e sei lá que mais... Gostava que houvesse um jardim infantil, mas nem bancos de jardim há debaixo das árvores para que os indigentes não façam ali a sua cama. Um dia também tiram as árvores, para eles não aproveitarem a sombra delas para partir vidros aos carros, tal como noutros sítios fecham os supermercados para eles não os assaltarem. E as pessoas normais? Não podem ter direito à vida? A ir para o jardim? A ir às compras ao pé de casa? A andar de avião sem serem bombistas em potência? Estou a ficar farta desta merda toda. Por causa de pessoas que são a praga da sociedade, os normais é saem prejudicados (a não ser que tenham dinheiro para se isolarem, terem jactos provados, condomínios privados, praias privadas). Também quero ter direito à vida e quero que a Mariana também tenha. [interrompo esta queixa, porque a mariana está a limpar o bacio e a cara com o mesmo papel. Esta miúda é que vale por tudo!]

17 outubro 2008

Que raiva, que ódio, que nojo!

Eu acho que nunca vou superar desta coisa de a Mariana não ter pai.
Há imensas coisa sobre filhos que não tiveram pais e superaram, mas como é que superam as mães?
Uma pessoa tenta e faz tudo para que ela tenha todas as oportunidades, se desenvolva bem a todos os níveis, mas depois? A coisa mais básica, que é ter um pai, não conseguimos colmatar isso e será uma lacuna para a vida, sempre a tempo inteiro.
Que raiva, que ódio, que nojo!

13 outubro 2008

pedregulho na consciência


Este domingo tive mais um susto, daqueles que me levam a pensar que a Mariana escapa à tudo a toda a hora.Fui escalar com ela e apenas mais um adulto, com ainda mais um puto (coisa que depois das férias eu jurara a mim própria não fazer mais: depois das férias tinha chegado à conclusão inteligente que as crianças devem ser à razão de uma para dois adultos e que menos que isso é o cansaço mental e o esgotamento nervoso). Ora bem, como não andava a conseguir aplicar este ratio, porque há muitas mães que continuam a escalar (constatação do último fim-de-semana) e porque eu não sou menos que elas, achei que também havia de conseguir conciliar as duas coisas e prosseguir feliz e contente com a minha vida.Lá fomos.O dia estava muito bom, apesar de uma enormíssima carga de água que apanhámos no caminho, de antes ter de fazer 50km para buscar uma corda e de aturar um miúdo chato. Escalei pouco e fiquei cansada rápido. E naquela que era para ser a última via, como nas anteriores, fui em top. O Mário já tinha dito que a rocha não era sólido e que os putos deviam sair dali, mas as birras da Mariana fizeram com que a deixasse ficar, e o outro puto também. E pronto, como já se percebe pelo que foi dito, quando eu já estava quase no fim da via, agarro-me a um bocado de rocha que salta na forma de um calhau gigantesco, capaz de dar cabo de qualquer pessoa que apanhasse com ele em cima.
Fiquei com um peso enorme na consciência, aprendi pela enésima vez a mesma lição: não podemos ceder às birras dos putos. Principalmente quando o que está em causa é a integridade física deles.
O dia foi bom, mas a única coisa que me ficou gravada na cabeça foi o momento em que estava pendurada na corda e vi o pedregulho cair por ali abaixo sem poder fazer nada e sem saber como é que aquilo ia acabar.
Pior ainda: quando a Mariana tinha meses, aconteceu uma situação semelhante. E pelos vistos não aprendi nessa altura.
Andava com vontade de conciliar a minha vida de diversão com a maternidade, mas parece-me que sempre é complicado.
Ainda tenho de pensar mais sobre como (não) fazer tudo o que quero.

05 agosto 2008

há dois dias sem a miúda e fico assim

Esta semana estou sem a miúda, a trabalhar. Julgava que me ia divertir muito e aproveitar para fazer coisas que não consigo fazer com ela. Contudo, surgiram umas quantas burocracias para tratar e tenho andado aos papéis e aos carimbos e assinaturas e fotos e impressos e não tenho tido tempo para me divertir.
Ontem, noite livre, achei que devi aproveitar. Nem me apetecia muito (esta coisa dos papéis cansa), mas lá fui ao cinema ver "O meu irmão é filho único". Gostei imenso.
Não há filmes que metam histórias de irmãos que não me soltem umas lagriminhas. O amor fraternal é uma coisa mesmo muito forte. As minhas irmãs são muito importantes para mim. E quando digo "muito" é porque já não me sinto à vontade para dizer "o mais importante", como fazia antes da Mariana nascer.
Ainda não sei o que sinto em relação à Mariana. É óbvio que gosto dela. Mas.. é tudo diferente.
Por exemplo, posso dizer que ela é a pessoa mais importante para mim. Mas não sinto isso. Nem que seja de quem gosto mais.
É porque ela existe de tal forma que coisas como "a mais importante", "de quem gosto mais" não parecem fazer sentido. É uma relação demasiado intrínseca para haver espaço para palavras.
Sou eu e ela, somo nós e não há mais nada. Nem adjectivação.
Quando a vejo faz-me rir, e é gira a toda a hora (chata também). Fico feliz a vê-la tentar calçar um sapato, a tirar macacos do nariz, a puxar as cuecas para baixo, a apanhar a sopa da barriga com a colher, a olhar para a mão com uma luva calçada, a riscar a mesa, histérica de felicidade com uma mosca, apanhar pedras do chão, a atirar-se para os braços dos outros, a despedir-se, a abraçar os colegas da escola ou o primo, a correr a beira-mar, e tanto, tanto, que é demais.
Bom, não sei. Digo que gosto muito dela e que é o mais importante para mim, porque dá uma ideia do que sinto. Mas o que sinto não é isso: é tanto e tão simples ao mesmo tempo que não tem palavras.

07 julho 2008

macaquinho de imitação



É o que dá ver o site da Rosa Pomar:
1) ideia de fazer um vestido;
2) fotografar o chão e o meu calçado (sandálias giras, giras, aconselhadas pela mana mais velha).

Agora só falta costurar. Mas sem máquina o resultado não poderá ser grande coisa (mas já tenho ideias para disfarçar a má costura).

08 junho 2008

Feira do livro

Há coisas bonitas e que por isso mesmo eu quero partilhar com a Mariana. O Carlos Paredes é uma delas, embora não o conheça. Mas ela já está aqui ao meu lado a abanar-se, a ouvir isto.

Também está com umas manchas na cara - caiu e eu tentei tirar o sujo, mas só depois é que percebi que eram nódoas negras.

E sim, fomos à feira. Trouxe um livro giro para ela (que tenho de ver se ela não destrói antes de o compreender) e um com desconto para mim, o António Lobo Antunes.

19 maio 2008

Já está!

Pronto, lá despachámos a nossa operação de 20 minutos. Uma cagada! E demorou tanto tempo... Mas agora já está. Que alívio! Estamos em casa, ela está sem sapatos e eu não quero nem saber.
Quanto à operação: ela estava cheia de tosse e até foi um dos primeiros comentários que ouvi "Ai, essa tosse...". Aspirei-lhe o nariz às escondidas, fiz cócegas (mas não resultou) e fui almoçar enquanto ela era operada. A minha mãe ficou à espera.
Eu estava a comer um salmão seco e pronta a explodir. Estava com um medo horrível de chegar ao bloco operatório, a minha mãe não estar lá e encontrá-la no quarto com ela a dizer-me que tinha sido recambiada.
Assim, quando vi a minha mãe à porta comecei logo a dizer disparates: sobre comida, sobre as pessoas, "e no outro dia isto...". E passado uns 5 minutos chamaram-me, fui ter com ela, disseram-me que tinha sido operada e que tudo correu bem. Pronto, é mais uma miúda com tubos.
Agora já temos nova consulta marcada e, provavelmente, daqui a pouco tempo hei-de andar passada por estar à espera para fazer o exame. Mas ao menos este já foi.
Eu imaginava coisas más de mais: a otite a infectar e ela a ter meningites (li que podem ser causadas por infecções nos ouvidos) e como é que eu ia viver com o facto de ela ter uma meningite por ter tosse?! Paranóias. Mas eu estava mesmo paranóica.

Ela é toda gira e depois de ter berrado e esperneado um bocado, adormeceu. E quando acordou estava super bem disposta. Corria na cama, até ao limite do soro e comeu tudo muito bem. É o máximo!

Estou muito aliviada, mas andava com uma angústia tão grande que acho que ainda tenho tudo cá dentro à espera de explodir.

13 maio 2008

Bolas!

E não é que agora o weather.com já não dá chuva?! O que eu quero é sol, para ver se ela não piora.
E se estivesse mesmo sol até podíamos sair de casa e ir à praia respirar iodo, pisar a areia, até molhar os pézinhos!
Não! Isso só será quando a operação estiver feita.

E eu que não sou nada assim. Nunca secava o cabelo no secador (nem de Verão nem de Inverno), não tomava medicamentos, qunado me sentia mal achava que se curava sempre com comida. E agora isto: paranóica, hipocondríaca, super-protectora...
A protecção em demasia também é um perigo.

Sol, Sol, sol!

08 maio 2008

...

Vai chover... Logo agora... Parece que sempre que a miúda estás prestes a ser operada há-de vir uma carga de água para deixá-la ranhosa.
Isto dá cabo de mim.

06 maio 2008

É gira, a miúda


Ó pá, ando triste e nem me apetece vir aqui escrever, mesmo agora que decidi que queria ver se tinha um sítio onde contar a minha vida de mãe.
Mas ando triste.
Ela já tem nova operação marcada, não pode tossir. E mal se soube quando era a próxima ficou logo com ranhoca dependurada no nariz. E cada vez que a oiço tossir sinto um aperto no estômago... Ela não tosse muito, mas é o suficiente para ser chumbada, e já foi 3 vezes e agora a otite está mesmo grande e tem mesmo de ser tratada.
Nem sei já o que hei-de fazer.
No trabalho já disse quando era a nova data e que ia novamente ficar em casa com ela uns dias, mas fui olhada de lado. Acham que exagero. Até acham que exagero quando digo que ela ouve mal: uma miúda quase com dois anos que não diz uma única palavra e que não responde pelo nome.

Isto angustia-me até ao desespero.

E ela é sempre gira. Sempre. Quando deita a cabeça no sofá para lhe pôr as gotas no nariz; quando começa a chorar, mas tira a chucha da boca para lhe dar o antibiótico; quando pede chocolate depois do banho, porque já sabe que vai para as massagens. É sempre gira...

02 maio 2008

Dia do Trabalhador

Ontem fomos as duas ao nosso primeiro 1º de Maio. É bom haver coisas a descobrir em conjunto.
Portou-se bem, embora eu me tenha preocupado em bocado com o sol na cabeça, mas como havia algumas nuvens, sempre deu para despreocupar.

E lá estive eu mais uma vez a beber cervejas. Esta barriga cresce, cresce e sem criancinhas lá dentro.
Agora percebo porque é que depois de serem mães as mulheres engordam: é porque não têm tempo para outro tipo de actividade física que não esteja relacionada com a criança. E beber umas cevejolas na relva enquanto ela come um queque é uma actividade muito fácil de realizar, com prazer imediato para ambas e sem perigos.
Quando ela começar a correr e andar de bicicleta vai ver! Mas até lá ainda faltam uns dois anos e tenho de ver se me aguento dentro da roupa que tenho (que o orçamento também não dá para grandes flutuações de peso).

E vi não sei quantos pais a rebolarem-se na relva com os filhos, a cantarem-lhes as músicas do Xutos e Pontapés (parece mesmo que toda a gente as conhece!!!) e fiquei triste por a minha miúda não ter isso. Mas não faz mal. Encontro sempre alguém que brinca com ela (desta vez foi um rapaz que já não via há muito tempo, e que como toda a gente, ficou encantado com ela).
Tem de conviver com figuras masculinas, para ver se não fica deslumbrada com elas, a pensar que são o máximo. São normais, como as mulheres (talvez até as mulheres sejam um bocadinho melhores...)

29 abril 2008

É bom, mas cada vez tenho mais sono

Acabei agora de falar com um pai com dois filhos e estivemos os dois a queixarmo-nos da ausência de descanso aos fins-de-semana e dias de semana. Mas o giro disto, é que nos queixamos com um grande sorriso.
Não deve haver tanta contente, mesmo quando se levanta uma hora ou duas antes daquilo que o corpo pede, como os pais. Será?
Eu tento sempre arrastar a Mariana para a minha cama, para ver se consigo mais meia hora de descanso. Nunca dá, mas acabamos por ficar meia hora na cama a brincar. E na verdade acho que é muito bom este espaço para brincadeiras matinais, todos os dias, em vez de acordarmos logo com o stress de chegar a horas a qualquer lado.
E mesmo que me custe um bocado, mais vale acordar meia hora mais cedo e brincar com ela, do que ela deixar-me acordar depois de eu ter dormido o meu soninho todo e acabarmos por não ter tempo de convívio.

04 abril 2008

nem a dormir descanso

Mais sonhos. Desta vez estávamos num Lidl que foi assaltado, por uns gajos mesmo maus e cruéis, e eu só queria era ver se aquilo acabava antes que dessem pela miúda.

Já não basta preocupar-me com ela do dia inteiro, levantar-me 10 vezes à noite por causa da estúpida da tosse dela que voltou e a acorda, ainda tenho de, nos poucos momentos em que devia descansar, ter o coração nas mãos por causa de assaltos, facas e quedas.

Já não é só ser mãe que cansa, é ser doida.

31 março 2008

Ambígua

Como é que um miúda que numa refeição enfia a mão dentro do iogurte e a passa de seguida pela cara e cabelo; na refeição seguinte me deixa cortar-lhe as unhas (pela primeira vez! sem fitas!!) e ainda me oferece a outra mão?!
Quando penso que é uma coisa que corre bem, inventa um disparate; quando acho que vou ter de ouvi-la a refilar, é um anjo.
E outra coisa que acho fantástica: um livro para ela serve só para abrir e fechar (mais que duas páginas não tem interesse), mas ainda assim, se o livro está de pernas para o ar põe-o como deve ser.